Renault Logan segue forte no mercado de carro usado com espaço interno amplo, motor econômico e versões CVT valorizadas.
Quem procura um carro usado espaçoso, simples de manter e focado mais na praticidade do que no visual ainda encontra no Renault Logan uma das opções mais lembradas do mercado brasileiro. Produzido no país durante 17 anos, o sedã da Renault ganhou espaço entre famílias e motoristas de aplicativo graças ao amplo porta-malas, cabine generosa e custos considerados acessíveis ao longo do uso.
De acordo com o AutoPapo, mesmo após sair de linha em 2024, o modelo continua valorizado no segmento de usados. O Logan surgiu no Brasil em 2007 com uma proposta diferente para a época: oferecer dimensões maiores que as dos sedãs compactos tradicionais sem cobrar preços equivalentes aos modelos médios. Com isso, acabou influenciando o lançamento de rivais que seguiram a mesma receita nos anos seguintes.
Renault Logan ajudou a criar um novo segmento
Antes da chegada do sedã francês ao mercado nacional, havia pouca oferta de veículos compactos com espaço interno ampliado. O Renault Logan apareceu justamente para preencher essa lacuna. O modelo tinha preço competitivo, mas entregava dimensões superiores às encontradas em concorrentes diretos daquele período.
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Desenvolvido originalmente pela romena Dacia, o carro desembarcou no Brasil com a marca Renault e rapidamente chamou atenção pela proposta racional. O design mais reto e simples dividia opiniões. Ainda assim, o espaço interno e o enorme porta-malas acabaram se tornando os grandes atrativos do veículo.
Com o tempo, outras montadoras passaram a apostar na mesma fórmula. Entre os modelos que surgiram depois da chegada do Logan estão:
- Chevrolet Cobalt
- Nissan Versa
- Fiat Grand Siena
Evolução do Renault Logan ao longo dos anos
Durante quase duas décadas no mercado brasileiro, o sedã passou por mudanças importantes no visual e na mecânica. A primeira reestilização ocorreu em 2010, trazendo linhas menos rígidas e aparência um pouco mais moderna.
Já em 2014, o Renault Logan entrou em sua segunda geração. Nessa fase, o carro ganhou desenho mais refinado e acabamento melhor em comparação às versões anteriores. Em 2019, a fabricante promoveu nova atualização visual e introduziu recursos mais modernos, incluindo luzes diurnas em LED e a aguardada transmissão CVT.
Confira os principais momentos da trajetória do modelo:
| Ano | Mudança |
| 2007 | Lançamento do Logan no Brasil |
| 2010 | Primeira reestilização |
| 2014 | Chegada da segunda geração |
| 2019 | Atualização visual e estreia do CVT |
| 2024 | Encerramento da produção |
Segundo os dados divulgados, mais de 430 mil unidades foram fabricadas no Brasil até o fim da produção.
Carro usado da Renault apostou em motores simples e eficientes
O Renault Logan sempre utilizou motores 1.0 e 1.6, mas houve mudanças relevantes ao longo dos anos. Nas primeiras versões, o sedã trazia motores Hi-Flex e também o conhecido 1.6 8V Hi-Torque, bastante lembrado pela força em rotações mais baixas.
A grande mudança veio em 2016, quando a linha passou a usar os motores SCe. Os novos conjuntos trouxeram melhorias em eficiência energética e também deixaram o carro mais agradável de dirigir.

Entre as opções oferecidas ao longo da trajetória do Logan estavam:
- 1.0 16V com até 77 cv
- 1.6 8V com até 106 cv
- 1.6 16V com até 118 cv
- 1.0 12V SCe com até 82 cv
Renault Logan CVT virou uma das versões mais procuradas
Para quem busca conforto no trânsito urbano, as versões equipadas com transmissão CVT passaram a ser as mais recomendadas dentro da linha. O sistema começou a ser oferecido em 2019 e eliminou parte das críticas feitas às antigas opções automáticas.
Antes disso, o Logan utilizava a transmissão automática DP0 de quatro marchas, frequentemente apontada como pouco eficiente em consumo e desempenho. Outro câmbio citado com ressalvas é o Easy’R, sistema automatizado de embreagem simples.
Assim como outros automatizados da época, ele acumulou reclamações relacionadas a trancos e manutenção mais complicada. Por isso, até mesmo as versões manuais acabam sendo consideradas escolhas mais seguras em comparação ao Easy’R.
Espaço interno é o maior destaque do carro usado
O amplo espaço da cabine sempre foi um dos principais argumentos de venda do Renault Logan. Com entre-eixos de 2,63 metros, o sedã conseguia acomodar três adultos no banco traseiro sem grande aperto.
Além disso, o porta-malas de 510 litros se tornou referência dentro da categoria. A proposta do modelo nunca foi oferecer sofisticação. O foco sempre esteve na funcionalidade.
Nas versões mais antigas, havia bastante uso de plástico rígido e acabamento simples. Depois da segunda geração, lançada em 2014, o interior recebeu melhorias visuais e novos equipamentos, incluindo central multimídia em algumas versões.
Renault Logan 2020 é apontado como destaque no mercado de usados
Entre as opções disponíveis atualmente, o Logan Iconic 2020 aparece como uma das versões mais completas.

Segundo informações do AutoPapo, o modelo reúne o motor 1.6 SCe e o câmbio CVT, combinação vista como uma das mais equilibradas da linha.
De acordo com a KBB Brasil, o preço médio de revenda do sedã foi calculado em R$ 57.363 na primeira semana de maio de 2026. O pacote de equipamentos também chama atenção.
Entre os itens disponíveis nessa configuração estão:
- Controles de estabilidade e tração
- Assistente de partida em rampas
- Quatro airbags
- Câmera de ré
- Sensor traseiro de estacionamento
- Isofix para cadeirinhas
- Central multimídia com tela de 7 polegadas
- Android Auto e Apple CarPlay
- Bancos de couro
- Ar-condicionado automático
- Controle de cruzeiro
Custos de manutenção ajudam Renault Logan no mercado
Outro ponto frequentemente associado ao Renault Logan é o custo relativamente acessível de peças e manutenção. Os valores apresentados para componentes do modelo 2020 mostram preços considerados moderados dentro do segmento.
Veja alguns exemplos:
| Componente | Faixa de preço |
| Pastilhas de freio dianteiras | R$ 210 a R$ 350 |
| Velas de ignição | R$ 120 a R$ 230 |
| Bomba de combustível | R$ 350 a R$ 470 |
| Kit troca de óleo | R$ 280 a R$ 400 |
| Par de amortecedores traseiros | R$ 450 a R$ 620 |
| Para-choque traseiro | R$ 300 a R$ 440 |
| Farol direito | R$ 520 a R$ 800 |
Problemas conhecidos exigem atenção no carro usado
Apesar da fama de robustez, o Renault Logan também acumula críticas relatadas por proprietários. Entre os principais pontos citados aparecem barulhos internos e peças do acabamento que se soltam com facilidade.
Além disso, alguns donos relatam problemas relacionados à direção e ao sistema de partida. Nos motores SCe, também existem registros envolvendo consumo elevado de óleo e falhas no corpo de borboleta. Outro detalhe lembrado por motoristas diz respeito à ergonomia das primeiras versões.
Segundo relatos dos proprietários, o posicionamento do volante e alguns comandos internos podiam causar desconforto no uso diário. Parte dessas questões foi corrigida nas unidades mais recentes, especialmente entre 2019 e 2024.
Renault Logan ainda mantém proposta racional no mercado
Mesmo fora de linha, o Renault Logan continua sendo associado a uma proposta prática e funcional.
O sedã conquistou espaço justamente por entregar atributos valorizados por quem prioriza custo-benefício, espaço interno e simplicidade mecânica.

Enquanto muitos modelos apostavam em design mais sofisticado, o Logan seguiu focado em oferecer conforto para passageiros, porta-malas amplo e manutenção acessível.
Por isso, o carro usado da Renault ainda permanece como alternativa bastante procurada entre consumidores que buscam um sedã espaçoso sem abrir mão de custos mais controlados no dia a dia.
Fonte: AutoPapo

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