Programa “futuREady” da Renault prevê 36 novos modelos até 2030, com destaque para SUVs compactos e de luxo, uma picape para o mercado brasileiro e uma perua da Dacia para rivalizar com Volkswagen e Skoda na Europa.
A Renault anunciou um dos planos de renovação de portfólio mais abrangentes de sua história recente: o programa “futuREady”, que prevê o lançamento de 36 novos modelos até 2030, distribuídos entre a própria Renault, a marca de entrada Dacia e a divisão esportiva Alpine.
Dos 36 veículos prometidos, 22 serão destinados ao mercado europeu, dos quais 16 serão elétricos, enquanto os 14 restantes terão como foco mercados internacionais — especialmente Brasil, Índia e Coreia do Sul.
No Brasil, a ofensiva está diretamente ligada a um plano de investimento de R$ 3,8 bilhões anunciado em parceria com a Geely, fabricante chinesa que adquiriu 26,4% das ações da Renault no país e que prevê o lançamento de quatro novos veículos fabricados na planta de São José dos Pinhais, no Paraná.
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Renault Bridger: o mini Duster com DNA off-road

Um dos lançamentos mais comentados do pacote é o Renault Bridger, um SUV compacto com menos de 4 metros de comprimento baseado na plataforma RGMP — a mesma que sustenta o Kardian e o Boreal no mercado brasileiro.
Descrito internamente como um “mini Duster” pelo visual robusto e quadrado, com teto alto, frente imponente e estepe saliente na tampa traseira, o modelo chegará ao mercado em 2027 com produção concentrada na Índia.
A partir de lá, será exportado para a América Latina, África e Oriente Médio, com versões a gasolina, híbrida e elétrica previstas para a linha de acabamentos.
Dacia Striker: perua europeia a preço competitivo
Na marca Dacia, o destaque vai para a Striker, uma station wagon de 4,62 metros desenvolvida para competir diretamente com Skoda Octavia e Volkswagen Passat Variant no mercado europeu.
Com preço inicial estimado em torno de 25 mil euros — o equivalente a cerca de R$ 150 mil —, a Striker pretende se posicionar bem abaixo das rivais, que custam a partir de 30 mil euros.

A plataforma adotada é a mesma RGMP do Bigster europeu, e o modelo contará com motorização híbrida leve, híbrida plena, versão a GLP e uma variante com tração 4×4 para mercados de clima frio.
A produção será concentrada na fábrica do grupo Renault na Turquia.
Projeto Aurora: SUV de 4,90 m em parceria com a Geely
Outro modelo bastante aguardado é o Projeto Aurora — revelado inicialmente como conceito “Filante” na Coreia do Sul —, que chegará também ao Brasil como um dos frutos do acordo entre Renault e Geely.
Com 4,90 metros de comprimento, o Aurora será o maior carro vendido pela Renault em todo o mundo, posicionado com apelo premium dentro da gama da marca.
No Brasil, o modelo será produzido em São José dos Pinhais a partir da nacionalização de duas plataformas focadas em eletrificação.
Niagara, Espace, Mégane e Scénic completam o portfólio

No segmento de picapes, a Renault aposta na Niagara, baseada na plataforma RGMP com especificação própria para caminhonetes.
Destinada principalmente ao mercado brasileiro, onde concorrerá com Fiat Toro, Ram Rampage e Ford Maverick, a Niagara será equipada com o motor 1.3 TCe turbo flex de 163 cv, câmbio de dupla embreagem EDC e tração 4×4 nas versões mais completas.
No segmento de minivans e hatchbacks premium, a Renault confirmou novas gerações para o Espace, Mégane e Scénic, todos desenvolvidos sobre a nova plataforma RGEV Medium 2.0, com estreia prevista para 2028.
Essa arquitetura entregará autonomia de até 750 km nas versões totalmente elétricas e de até 1.400 km nas versões REEV — nas quais o motor a combustão funciona exclusivamente como gerador de energia para o sistema elétrico.
Em comparação com a plataforma CMF-EV atual, a nova arquitetura RGEV será 40% mais barata de produzir, o que deve impactar positivamente os preços ao consumidor final.
