Projeto da OZ Earth prevê reestruturação completa da planta industrial, geração de empregos e ampliação progressiva da produção em três fases operacionais
A reativação da antiga fábrica da Cosulati, localizada em Capão do Leão, foi confirmada após a OZ Earth Participações concluir o arremate da planta industrial por R$ 49,1 milhões, o que reorganiza a estrutura produtiva local, retoma atividades industriais e projeta uma nova dinâmica baseada no processamento gradual de leite e derivados. A empresa definiu um cronograma técnico que prevê o retorno das operações em um período de 12 a 18 meses, incluindo testes operacionais, ajustes estruturais e organização da força de trabalho, enquanto a capacidade inicial será direcionada para o recebimento entre 100 mil e 200 mil litros de leite por dia. Esse planejamento demonstra que a retomada foi estruturada em etapas progressivas, permitindo adequação dos equipamentos, validação dos processos industriais e avanço consistente da operação conforme parâmetros técnicos divulgados em nota oficial.
Retomada industrial inicia com foco em derivados lácteos estratégicos
A primeira fase operacional foi definida com foco na produção de leite em pó, manteiga, doce de leite, nata, leite condensado e soro em pó, o que estabelece uma base produtiva inicial voltada para itens de maior viabilidade industrial. Durante esse período, a estrutura contará com até 120 trabalhadores, enquanto a produção será estabilizada gradualmente para garantir eficiência operacional e qualidade nos processos. Esse direcionamento indica que a empresa estruturou uma base sólida para sustentar a evolução das etapas seguintes, permitindo que a planta avance com previsibilidade e controle sobre a capacidade instalada.
Expansão produtiva amplia capacidade e número de trabalhadores
A segunda fase do projeto prevê uma ampliação significativa da produção, elevando o volume diário para uma faixa entre 250 mil e 300 mil litros de leite processados, enquanto a equipe será expandida para até 160 a 180 trabalhadores. Esse avanço consolida a operação industrial, aumenta a eficiência produtiva e possibilita maior diversificação dos produtos fabricados, conforme planejamento divulgado pela própria empresa. O modelo adotado segue uma lógica escalonada, na qual cada etapa contribui diretamente para o fortalecimento da estrutura produtiva da unidade.
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Operação plena será atingida no terceiro ano de funcionamento
A terceira fase está prevista para ocorrer até o terceiro ano de operação, quando a planta deverá alcançar um volume entre 450 mil e 550 mil litros de leite por dia, com uma média estimada de 500 mil litros diários. Nesse estágio, o número de trabalhadores poderá chegar a até 250, consolidando a operação em sua capacidade máxima. Segundo a OZ Earth, esse momento representa o pleno funcionamento da fábrica, com toda a gama de produtos lácteos sendo ofertada conforme o projeto original da unidade.
Investimentos estruturais e regularização avançam simultaneamente
A empresa estima um investimento total de R$ 120 milhões em reformas e melhorias, abrangendo a recuperação da planta industrial, modernização de equipamentos e adequações técnicas necessárias para a retomada das atividades. O valor arrecadado no leilão realizado, será destinado ao pagamento de mais de 300 ações trabalhistas, o que integra o processo de regularização financeira da unidade. Atualmente, cerca de 30 trabalhadores atuam na fase inicial de recuperação, enquanto a partir do sexto mês está prevista a ampliação da equipe para organização dos postos de trabalho e da produção industrial.
Reestruturação técnica define funcionamento das áreas centrais da fábrica
Uma etapa relevante do projeto envolve a reestruturação da parte central da fábrica, composta pelas unidades de pasteurização do leite, pelas duas torres de secagem, pela unidade de produção de manteiga, pelo fracionamento do leite em pó e pelo envase do leite de caixinha e do leite condensado. A empresa informou que já solicitou a ligação da rede elétrica, contratou empresas para projetos de engenharia civil, adequações estruturais e licenças ambientais, além de encaminhar registros junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Esse conjunto de ações demonstra que a reativação segue um planejamento técnico detalhado, no qual cada etapa foi definida para garantir eficiência, regularização e continuidade produtiva ao longo do tempo.

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