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Quedas de energia registradas desde o início do ano em Tupãssi pareciam problemas técnicos comuns, mas o desfecho surpreendeu até produtores experientes: 1,1 milhão de peixes foram perdidos, equipamentos foram danificados e a Justiça precisou intervir para garantir a normalização do serviço elétrico

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 02/03/2026 às 18:17
Produtor rural retira tilápias mortas de tanque após queda de energia comprometer oxigenação em propriedade de Tupãssi no Paraná.
Produtor remove tilápias mortas em reservatório no Oeste do Paraná após oscilações no fornecimento de energia comprometerem o sistema de oxigenação da água.
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Interrupções elétricas iniciadas em janeiro comprometeram aeradores, reduziram oxigenação da água e provocaram a morte de cerca de 900 toneladas de tilápias prontas para abate no Oeste do Paraná

Uma falha no fornecimento de energia elétrica matou aproximadamente 900 toneladas de tilápias em Tupãssi, no Oeste do Paraná.

O caso ocorreu na quinta-feira, 26, conforme relatou o produtor rural Paulo Michelon ao portal Banda B.

Antes do episódio, a propriedade mantinha cerca de 1,1 milhão de peixes distribuídos em seis reservatórios, todos em fase ideal para abate, o que ampliou o impacto financeiro.

O prejuízo alcançou R$ 9 milhões, já que os animais estavam prontos para comercialização.

Falhas elétricas comprometeram sistema de oxigenação

Segundo o agricultor, as oscilações no fornecimento começaram no início de janeiro e se repetiram ao longo das semanas seguintes.

As quedas de energia queimaram equipamentos essenciais para a atividade aquícola e interromperam o funcionamento dos aeradores.

Sem os aeradores, a água perdeu oxigenação rapidamente.

Como resultado direto, os peixes não resistiram às condições inadequadas.

A mortalidade avançou em larga escala e atingiu praticamente toda a produção da propriedade.

Perícia aponta tensão abaixo do mínimo exigido pela Aneel

Após o ocorrido, o produtor contratou uma perícia técnica para identificar a causa do problema.

O laudo constatou que a tensão elétrica entregue à propriedade ficou abaixo do limite mínimo exigido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A medição apontou voltagem inferior aos 220 volts necessários para o funcionamento adequado dos equipamentos.

Com base nessas conclusões, o agricultor decidiu recorrer ao Judiciário.

Justiça determina regularização do serviço em 48 horas

Diante das provas apresentadas, o juiz Luiz Fernando Montini determinou que a Companhia Paranaense de Energia (Copel) normalize o fornecimento de energia na propriedade.

A decisão estabeleceu prazo de 48 horas para a regularização. Caso a empresa descumpra a ordem, deverá pagar multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 60 mil.

Com isso, o magistrado buscou assegurar condições técnicas adequadas para o funcionamento da atividade aquícola.

Copel se manifesta sobre o processo

Em nota oficial, a Copel informou que a ação judicial tramita em segredo de Justiça. A companhia declarou que ainda não recebeu intimação formal da decisão.

Segundo a empresa, assim que ocorrer a notificação oficial, analisará o teor da determinação.

Em seguida, adotará as providências cabíveis dentro dos trâmites legais.

Impacto econômico e desdobramentos

Enquanto isso, equipes da propriedade continuam a retirar os peixes mortos dos reservatórios. O episódio mostra como falhas no fornecimento elétrico impactam diretamente a produção aquícola.

Além disso, reforça a importância de cumprir os padrões técnicos definidos pela Aneel para garantir estabilidade no serviço.

O caso segue sob análise judicial, e a regularização do fornecimento pode definir o futuro da atividade na propriedade.

Diante desse cenário, quais medidas preventivas deveriam ganhar prioridade para evitar que novas falhas elétricas provoquem prejuízos semelhantes na produção rural?

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