Com apoio da Mercedes-Benz e nova engenharia, a Audi ressurgiu em 1965 e iniciou sua jornada rumo ao topo da indústria automotiva
Há seis décadas, a Audi iniciava uma nova fase de sua história. Em 13 de agosto de 1965, o primeiro carro da marca no pós-guerra saía da linha de montagem em Ingolstadt, Alemanha. Com motor de quatro tempos, ele marcava não só a retomada da empresa como também o início de uma transformação profunda na indústria automotiva alemã.
Antes disso, a história da Audi era turbulenta. A Auto Union AG, que havia sido desmantelada na Saxônia após a Segunda Guerra Mundial, foi reerguida em 1949 por ex-funcionários sob o nome Auto Union GmbH.
A nova empresa apostou na marca DKW, que teve bons resultados nos primeiros anos da reconstrução alemã. Mas o tempo passou e os motores a dois tempos ficaram para trás.
-
Chevrolet de 1983 roda mais de 100.000 km sem gasolina, usa lascas de madeira para alimentar motor V8 de 5,7 litros e ainda alcança 125 km/h em teste feito numa pista fechada de aeroporto
-
Oficina transforma triciclo gigante de pneus de trator em veículo de tração nas 3 rodas ao instalar um motor elétrico de 36 mil watts na roda da frente e cria um híbrido que escala ladeira
-
Carro elétrico mais barato do Brasil tem vendas suspensas antes das primeiras entregas: E-Motors interrompeu a comercialização do Emova Easy, que custaria R$ 69.990, após o aumento do imposto de importação e a alta no custo do frete
-
Adeus Qashqai, Nissan engaveta um de seus SUVs mais importantes, revê plano da fábrica em meio a cortes de custos, pressão chinesa e revisão da linha de produtos
O público, agora com mais poder aquisitivo, queria carros mais modernos. Os modelos da DKW começaram a perder espaço.
O último modelo da marca, o DKW F 102, mesmo com um visual avançado para a época, não agradou. O fracasso levou a Auto Union a uma crise.
A reviravolta
Foi nesse momento delicado que a Daimler-Benz AG, empresa dona da Mercedes-Benz, entrou em cena. Entre 1958 e 1964, ela assumiu o controle da Auto Union. E foi justamente durante essa gestão que uma decisão crucial mudou os rumos da empresa.
A Daimler-Benz não apenas forneceu um novo motor de quatro tempos como também enviou um de seus engenheiros para Ingolstadt.
Ludwig Kraus, nome importante na engenharia automotiva alemã, foi o responsável por adaptar esse motor e colocar o projeto em prática. Com ele, nasceu o F 103, o primeiro Audi com motor de quatro tempos.
O nome Audi, escolhido para o modelo, era uma tentativa de se afastar da imagem dos antigos motores da DKW.
Curiosamente, o nome já existia antes da guerra. Só em 1985 a empresa passaria a se chamar oficialmente Audi AG, dois décadas depois da estreia do novo modelo.
O sucesso do novo Audi foi imediato. A mudança técnica ajudou a reerguer a Auto Union e abriu caminho para novos modelos.
Surgiram o Audi 80, Audi Super 90, Audi 75 e o Audi 60. Este último foi o mais vendido e teve papel essencial na consolidação da marca.
Em 1972, o lançamento do Audi 80 consolidou a recuperação da empresa. O modelo foi tão importante que devolveu à marca a autonomia dentro do grupo Volkswagen, onde havia sido incorporada.
O mais curioso é que a Mercedes-Benz, que viria a se tornar uma das principais rivais da Audi no segmento de carros premium, foi quem plantou a semente da sua reviravolta.
Uma rivalidade que nasceu de uma ajuda técnica e empresarial improvável.
No Brasil, a Audi só chegou oficialmente em 1994. A importação foi feita por Ayrton Senna, que trouxe os modelos Audi 80 e 100 por meio da Senna Import.
O piloto morreu um mês após o início das operações, e a empresa ficou sob controle da família até 2005, quando a Audi AG assumiu as operações com a criação da Audi Brasil.
Com informações de NSC Total.
