Chamada prevê custear até 80% de cada projeto para desenvolver processos de fabricação de componentes plásticos, com participação de fornecedores, apoio de montadoras e inscrições em outubro
O Programa Mobilidade Verde e Inovação, conhecido como Mover, destinará R$ 10 milhões a uma chamada voltada à nacionalização de autopeças. A iniciativa pretende apoiar o desenvolvimento de processos produtivos que permitam fabricar no Brasil componentes plásticos utilizados pela indústria automotiva. A informação foi publicada pelo CIMM em 22 de setembro de 2026, com crédito à CNI.
O regulamento oficial atualizado em 30 de setembro estabelece projetos com valor total entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões, dos quais até 80% poderão ser custeados pelo programa. Além disso, fixa o período de apresentação das propostas entre 9 e 23 de outubro de 2026.
Projetos de R$ 5 milhões poderão receber até R$ 4 milhões do Mover
Embora a reportagem inicial mencione solicitações de até R$ 5 milhões, a página oficial e o regulamento esclarecem que esse teto corresponde ao orçamento total do projeto, incluindo a participação das empresas.
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Assim, uma proposta de R$ 5 milhões poderá contar com até R$ 4 milhões em recursos do Mover. Os integrantes privados deverão oferecer pelo menos R$ 1 milhão de contrapartida.
Essa participação empresarial poderá ser integralmente econômica, conforme as regras da chamada. Portanto, o planejamento precisa distinguir o dinheiro solicitado ao programa dos recursos que a própria aliança empregará na execução.
O orçamento de R$ 10 milhões será distribuído entre as propostas selecionadas, respeitando a classificação e a disponibilidade financeira.
Fornecedores deverão trabalhar juntos com apoio de montadoras
Para participar, cada aliança precisa reunir pelo menos três empresas da cadeia automotiva, incluindo a proponente, e um Instituto SENAI de Inovação responsável pela coordenação e execução.
Além disso, são necessárias cartas de apoio de duas montadoras pertencentes a grupos automotivos distintos. Essas fabricantes atuarão como apoiadoras externas, demonstrando interesse na nacionalização da autopeça.
A estrutura permite reunir capacidades de desenvolvimento de diferentes fornecedores. Ao mesmo tempo, conecta as propostas às necessidades das fabricantes de veículos.
Universidades, instituições científicas, startups e outros parceiros também poderão integrar as alianças, conforme a composição prevista para a categoria.
Edital busca viabilizar fabricação brasileira de componentes plásticos
A chamada concentra-se em obras de plástico da cadeia automotiva enquadradas nas classificações fiscais NCM 3926.30.00 e 3926.90.90.
O objetivo é desenvolver processos e ferramentais capazes de viabilizar a produção nacional. Nesse contexto, a pesquisa poderá enfrentar dificuldades como custos de ferramentas que normalmente dependem de grandes volumes para se justificar.
Entretanto, o regulamento exclui propostas destinadas ao desenvolvimento de um produto final específico ou de um novo material. Também proíbe a fabricação de peças vendáveis com os recursos dessa chamada.
Os projetos deverão demonstrar a viabilidade do processo por meio de protótipos ou lotes piloto destinados à validação técnica, antes da produção comercial.
Inscrições começam em 9 de outubro
As propostas poderão ser apresentadas a partir das 15h de 9 de outubro até as 18h de 23 de outubro de 2026, pela Plataforma Inovação para a Indústria.
Antes da submissão, a empresa proponente deverá elaborar a proposta em conjunto com o instituto coordenador e reunir a documentação exigida. Por isso, formar a aliança e obter o apoio das montadoras são etapas importantes da preparação.
A seleção incluirá verificação documental, validação setorial e análise de mérito. O resultado final está previsto para 14 de dezembro de 2026.
Execução terá prazo de até 24 meses
Os trabalhos terão duração máxima inicial de 24 meses. Além disso, até 10% dos recursos do Mover destinados a cada projeto poderão financiar máquinas e equipamentos comprovadamente essenciais ao processo proposto.
A iniciativa integra a atuação do SENAI no programa, que também contempla pesquisa em baterias, sensores automotivos e outras áreas de tecnologia.
Nesta chamada, porém, o foco permanece definido na criação de capacidade produtiva para nacionalizar componentes plásticos atualmente importados.
