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Japão coloca US$ 6,4 bilhões para dobrar a capacidade de construção de navios até 2035 e aposta em robôs para modernizar seus estaleiros e reerguer sua indústria naval

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Escrito por Roberta Souza Publicado em 01/10/2026 às 18:20 Atualizado em 01/10/2026 às 18:25
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Primeira rodada prevê até US$ 1,4 bilhão em subsídios para oito empresas, com investimentos em instalações, guindastes e automação para ampliar a produção e enfrentar a escassez de trabalhadores
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Primeira rodada prevê até US$ 1,4 bilhão em subsídios para oito empresas, com investimentos em instalações, guindastes e automação para ampliar a produção e enfrentar a escassez de trabalhadores

O Japão começou a colocar em prática uma estratégia para recuperar sua indústria naval, com previsão de US$ 6,4 bilhões em investimentos públicos e privados ao longo de uma década. A meta é dobrar a capacidade anual de construção de navios até 2035. Na primeira rodada, o governo aprovou até 213,1 bilhões de ienes, aproximadamente US$ 1,4 bilhão, em subsídios, conforme reportagem publicada pelo BE News em 8 de setembro de 2026.

O apoio contempla três grupos liderados por Imabari Shipbuilding, Japan Marine United e Namura Shipbuilding, reunindo oito empresas. Os projetos incluem ampliação de instalações e modernização de equipamentos.

Assim, o país pretende recuperar capacidade industrial e fortalecer sua posição no mercado. A iniciativa também procura enfrentar dificuldades internas, como o envelhecimento da mão de obra e a falta de profissionais especializados.

Primeira etapa pode mobilizar US$ 3,8 bilhões em investimentos

Os subsídios representam apenas parte dos recursos previstos. Somados aos aportes das empresas, os projetos aprovados deverão mobilizar cerca de 600 bilhões de ienes, equivalentes a US$ 3,8 bilhões, ao longo de dez anos.

Segundo a reportagem, essa primeira etapa pode elevar em aproximadamente 50% a capacidade conjunta dos grupos beneficiados. Já a meta de dobrar a capacidade considera o conjunto da indústria japonesa.

Portanto, os valores correspondem a diferentes níveis do programa. Os US$ 1,4 bilhão são o limite de apoio público aprovado nesta rodada, enquanto os US$ 6,4 bilhões representam a ambição mais ampla de investimento público e privado.

A distribuição dos subsídios prevê até 113,8 bilhões de ienes para o grupo da Imabari, 49,4 bilhões para o grupo da Japan Marine United e 49,9 bilhões para Namura e Hakodate Dock.

Robôs e equipamentos modernos devem aumentar a produtividade

Entre as prioridades estão grandes galpões industriais, guindastes e equipamentos de automação. O objetivo é ampliar a produção sem depender de um crescimento proporcional do número de trabalhadores.

Além disso, o governo japonês desenvolve iniciativas de robótica com inteligência artificial para tarefas como soldagem e conformação de chapas. Em setembro, o ministério responsável pelo setor divulgou uma cooperação com os Estados Unidos nessa área.

O trabalho conjunto prevê testes com estruturas que reproduzem cascos de navios, desenvolvimento de sensores e simulações de operações em estaleiros.

Japão quer passar de 9 milhões para 18 milhões de toneladas brutas

A estratégia busca elevar a capacidade anual de aproximadamente 9 milhões para 18 milhões de toneladas brutas até 2035.

Nesse contexto, tonelagem bruta é uma medida relacionada ao volume interno das embarcações. Portanto, a meta não significa produzir navios com 18 milhões de toneladas de peso nem transportar esse volume de carga.

O plano surge após décadas de perda de participação japonesa na construção naval. Primeiro, os fabricantes enfrentaram o avanço sul-coreano. Depois, a China ampliou sua presença.

Transporte marítimo coloca o setor no centro da segurança econômica

Segundo o BE News, cerca de 99,6% do comércio exterior japonês em volume depende do transporte marítimo. Por isso, manter uma base doméstica de construção naval tem importância para o abastecimento e a logística do país.

O programa também inclui formação de trabalhadores, embarcações de menor emissão e cooperação internacional. A proposta combina recuperação industrial com preparação para novas exigências do transporte marítimo.

No Japão, novas rodadas de apoio deverão depender da análise de outros projetos. A primeira aprovação inicia a execução de uma estratégia cujo horizonte principal é 2035.

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Roberta Souza

Autora no portal Click Petróleo e Gás desde 2019, responsável pela publicação de mais de 8.000 matérias que somam milhões de acessos, unindo técnica, clareza e engajamento para informar e conectar leitores. Engenheira de Petróleo e pós-graduada em Comissionamento de Unidades Industriais, também trago experiência prática e vivência no setor do agronegócio, o que amplia minha visão e versatilidade na produção de conteúdo especializado. Desenvolvo pautas, divulgo oportunidades de emprego e crio materiais publicitários direcionados para o público do setor. Para sugestões de pauta, divulgação de vagas ou propostas de publicidade, entre em contato pelo e-mail: santizatagpc@gmail.com. Não recebemos currículos

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