Mar Sem Lixo cresce 4.700% na coleta de resíduos marinhos e já repassa mais de R$ 1 milhão a pescadores, gerando impacto positivo para o meio ambiente e as comunidades
No Dia Internacional do Lixo Zero, celebrado nesta segunda-feira (30), o Governo de São Paulo, por meio da Fundação Florestal, celebra os avanços do programa Mar Sem Lixo, que retirou 133,17 toneladas de resíduos do oceano e manguezais do litoral paulista desde 2022.
Este número representa um aumento expressivo em relação aos 1,7 toneladas retiradas em 2022, destacando um crescimento de mais de 4.700%.
O aumento na coleta reflete a aceleração do programa, que já começa a mostrar os impactos positivos no combate à poluição marinha e a recuperação dos ecossistemas costeiros.
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Expansão da coleta e aumento da participação
O programa, que abrange desde a coleta de resíduos em alto-mar até a limpeza de manguezais, tem demonstrado resultados cada vez mais significativos.
O modelo adotado pela Fundação Florestal, além de ser uma ação ambiental, integra uma política de geração de renda. Através do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), os pescadores artesanais recebem uma remuneração proporcional ao volume de resíduos que retiram. Desde o início da iniciativa, mais de R$ 1 milhão foram repassados para esses pescadores.
Em 2025, a quantidade de resíduos retirados subiu para 82,8 toneladas, o que representa um aumento significativo no volume coletado.
Durante o defeso do camarão, o número de pescadores envolvidos nas atividades dobrou de 121, em 2024, para 274, em 2025. A participação continua crescendo em 2026, com 131 pescadores já cadastrados e contribuindo para as ações do programa nos primeiros meses do ano.
Benefícios diretos para as comunidades pesqueiras
Além do impacto ambiental positivo, o programa também beneficia diretamente as comunidades pesqueiras. Nelson Filho, pescador de 72 anos, que está cadastrado no programa desde 2023, compartilha sua experiência:
“Eu pesco desde os 12 anos e aprendi, na prática, que se a gente não cuidar do mar, ele não cuida da gente. Participar do programa Mar Sem Lixo e estar hoje no mutirão do manguezal, retirando o que nunca deveria ter sido jogado, é uma forma de proteger o nosso sustento e o futuro dos nossos filhos“, diz ele.
O pagamento, que pode chegar a R$ 700 mensais, é uma das formas de reconhecimento do trabalho dos pescadores e da importância da preservação dos ecossistemas costeiros.
A medida também se alinha ao movimento global de economia circular, incentivando uma mudança de comportamento em relação à gestão de resíduos, especialmente no setor pesqueiro.
Ampliação e foco na sustentabilidade
Além da retirada de resíduos, o Mar Sem Lixo também é responsável por diversas ações educativas que buscam sensibilizar as comunidades locais e os consumidores quanto aos impactos ambientais do descarte incorreto de lixo.
O programa ainda gera dados importantes que subsidiam a formulação de políticas públicas voltadas à proteção dos ecossistemas marinhos e costeiros.
Com o objetivo de reduzir os impactos dos resíduos marinhos e promover uma transformação nos comportamentos de consumo e descarte, o Mar Sem Lixo se integra a um movimento mais amplo do Governo de São Paulo.
Hoje, o estado é líder nacional em número de PSAs, com 61 grupos em operação que atendem a aproximadamente 1,4 mil famílias, beneficiando comunidades em diferentes municípios paulistas.
O impacto da ação para o futuro do litoral paulista
A iniciativa tem repercussões importantes para o futuro da preservação ambiental. Além de melhorar a qualidade das águas e dos ecossistemas marinhos, ela contribui para o fortalecimento da economia local e para o fortalecimento de ações comunitárias que geram mudanças tangíveis para o futuro.
O trabalho em conjunto entre o Governo de São Paulo e os pescadores mostra que é possível transformar um problema ambiental em uma solução sustentável, com benefícios diretos para todos os envolvidos.
Em um contexto onde as questões ambientais se tornam cada vez mais urgentes, a expansão do programa Mar Sem Lixo é um exemplo de como a colaboração entre governos, comunidades e indivíduos pode gerar resultados significativos para a preservação do meio ambiente.

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