Durante a COP 30, Alexandre Silveira confirmou R$ 1,4 bilhão em investimentos do Programa Luz para Todos no Pará, levando energia solar e inclusão a comunidades indígenas e rurais
O Programa Luz para Todos no Pará foi destaque durante a COP 30, em Belém (PA), com o anúncio de R$ 1,4 bilhão em novos investimentos voltados à expansão do acesso à energia elétrica em áreas remotas e indígenas, segundo uma matéria publicada.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, revelou que cerca de 150 mil pessoas serão diretamente beneficiadas por meio da instalação de kits solares com baterias, em um esforço que reforça o papel do Brasil na transição energética global.
O investimento permitirá a execução de 43 mil novos atendimentos em 47 municípios paraenses, resultado de contratos firmados entre a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A. (ENBPar) e a Equatorial Energia.
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O cronograma de execução prevê um período entre 22 e 34 meses, demonstrando a urgência e a escala do projeto.
Energia solar rural e desenvolvimento sustentável no interior do Pará
O foco do governo é garantir que o Programa Luz para Todos no Pará leve energia limpa e acessível a populações que, historicamente, estiveram fora da rede elétrica convencional.
Entre as localidades contempladas estão comunidades indígenas situadas em municípios como Altamira, Bannach, Cumaru do Norte, Faro, Itupiranga, Novo Repartimento, Oriximiná, Ourilândia do Norte e São Félix do Xingu.
Essas regiões, marcadas por longas distâncias e desafios logísticos, passarão a contar com sistemas de energia solar, reduzindo a dependência de geradores a diesel e promovendo autonomia energética.
Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), cerca de três mil kits fotovoltaicos serão instalados nessas comunidades, garantindo eletricidade constante e contribuindo para o desenvolvimento local.
Inclusão social e energia limpa nas comunidades indígenas e remotas
O Programa Luz para Todos no Pará tem sido uma ferramenta essencial na promoção da inclusão social e do combate à pobreza energética.
Desde sua criação, em 2003, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o programa já atendeu 17,7 milhões de brasileiros.
A retomada das ações em 2023 ampliou o alcance no estado do Pará, onde 2,6 milhões de pessoas foram beneficiadas com acesso à energia elétrica.
Alexandre Silveira destacou, durante o evento, que a expansão do programa é um marco da liderança brasileira na transição energética, combinando justiça social, sustentabilidade e inovação tecnológica.
O projeto foi anunciado em um momento simbólico, no cenário da COP 30, onde o Brasil busca consolidar sua imagem de referência global em políticas de energia limpa.

Transição energética e compromissos ambientais apresentados na COP 30
Durante o encontro internacional, o ministro enfatizou que o Programa Luz para Todos no Pará integra os compromissos do Brasil com o desenvolvimento sustentável, reforçando metas de descarbonização e inclusão.
Os investimentos de R$ 1,4 bilhão refletem não apenas a dimensão social do projeto, mas também o compromisso do país com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o de número 7, que trata do acesso universal à energia limpa e acessível.
A ENBPar e a Equatorial Energia serão as responsáveis diretas pela execução das obras, assegurando que as comunidades mais isoladas recebam infraestrutura moderna, segura e ambientalmente responsável.
A iniciativa representa, portanto, um avanço significativo na universalização do acesso à energia e no fortalecimento das políticas públicas voltadas à sustentabilidade.
Com o novo ciclo de investimentos, o governo federal reafirma que o Programa Luz para Todos no Pará é mais do que uma política de eletrificação: é um pilar de transformação social, ambiental e econômica, alinhado às metas de redução das desigualdades e de construção de um futuro energético mais verde e inclusivo.

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