A operação realizada em maio de 2024 combinou envio de produtos de primeira necessidade, arrecadação ligada ao Palmeiras e, em etapas posteriores, transporte de veterinários, alimentos e medicamentos para animais, além da retirada de cães e gatos resgatados das áreas atingidas.
A aeronave privada de Leila Pereira foi usada em uma operação de ajuda às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, transportando alimentos, medicamentos, roupas e outros itens essenciais. O avião, também utilizado em deslocamentos ligados ao Palmeiras, assumiu uma função diferente durante a calamidade.
Uma reportagem do ge registrou que uma das cargas preparadas em São Paulo reunia cerca de cinco toneladas de donativos. A programação inicial previa aproximadamente 2,5 toneladas, mas o volume aumentou com a incorporação de novas doações antes do embarque.
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O carregamento incluía cestas básicas, medicamentos, leite em pó, leite integral, agasalhos, calçados e cobertores. A aeronave partiria de Congonhas, em São Paulo, para o Rio Grande do Sul, mas as condições meteorológicas alteraram o planejamento do voo.
A carga já estava preparada quando o fechamento do aeroporto de Caxias do Sul, provocado pelo mau tempo, adiou a entrega planejada. Os produtos permaneceram organizados para o transporte enquanto os pontos de arrecadação continuavam recebendo itens destinados a remessas posteriores.
As enchentes provocaram bloqueios, alterações no funcionamento de aeroportos e dificuldades de deslocamento em diferentes regiões gaúchas. Nesse cenário, a programação aérea precisava acompanhar as condições dos locais que ainda mantinham capacidade para receber os voos e descarregar os suprimentos.
Leila Pereira afirmou naquele período que a aeronave continuaria disponível conforme surgissem novas necessidades de transporte. “O nosso avião fará quantas viagens forem necessárias”, declarou a presidente do Palmeiras, em fala reproduzida pela Gazeta Esportiva.
Arrecadação também mobilizou estruturas do Palmeiras
O uso do avião integrou uma mobilização mais ampla vinculada ao Palmeiras. Pontos de arrecadação receberam produtos no Allianz Parque, nos centros de treinamento do clube, em unidades da Palmeiras Store e nas escolas de futebol ligadas à instituição.
A campanha também chegou às partidas da equipe. O Palmeiras anunciou que a renda líquida do jogo contra o Athletico, pelo Campeonato Brasileiro, seria destinada às vítimas das enchentes, enquanto um QR Code estampado na camisa dos jogadores permitia contribuições financeiras para a Ação da Cidadania.
O código foi usado também no confronto com o Liverpool-URU, pela Libertadores. As contribuições financeiras seguiam para a Ação da Cidadania, enquanto os pontos físicos continuavam recebendo produtos para novas remessas, mantendo duas frentes de arrecadação durante a mobilização.
A aeronave pertencia à estrutura empresarial de Leila Pereira e era conhecida também pelo uso em viagens da delegação palmeirense. Durante a emergência, o espaço destinado a esses deslocamentos passou a receber caixas com produtos de necessidade imediata para as famílias atingidas.
Operação passou a atender animais resgatados
A mobilização passou depois a atender outra frente da emergência: os animais afetados pelas inundações. Em uma das viagens, três toneladas de alimentos e medicamentos destinados aos animais, além de uma equipe de 13 veterinários, seguiram para Canoas.
Os profissionais foram levados ao estado para colaborar com o atendimento de animais retirados das áreas alagadas. No retorno a São Paulo, parte do espaço disponível na aeronave passou a ser aproveitada para transportar cães que já tinham encaminhamento para adoção.
Uma dessas viagens trouxe 30 cães resgatados. Em operações posteriores, o número aumentou, e o avião chegou ao interior de São Paulo com mais de 100 cães e gatos acolhidos depois das enchentes.
Nas etapas voltadas aos animais, a logística aproveitava os dois sentidos da viagem. Na ida, a aeronave levava veterinários, alimentos, medicamentos e materiais de atendimento; na volta, cães e gatos resgatados podiam ocupar parte da capacidade disponível.
A utilização sucessiva do avião fez a mesma estrutura atender necessidades diferentes ao longo da mobilização. O planejamento dos voos precisava acompanhar as condições de operação dos aeroportos, como mostrou o adiamento provocado pelo mau tempo em Caxias do Sul.
Mesmo com a alteração de uma das viagens, a arrecadação ligada ao Palmeiras continuou recebendo produtos para novas remessas. Os carregamentos eram reorganizados de acordo com a disponibilidade da aeronave e as condições de operação nos pontos de destino.
Os animais trazidos para São Paulo foram encaminhados a organizações envolvidas no acolhimento e nos processos de adoção. Depois da retirada das áreas atingidas e do transporte para fora do Rio Grande do Sul, eles permaneciam sob cuidados até a definição do encaminhamento adequado.
