Broad Group ergue edifício de 10 andares em Changsha com sistema Living Building: módulos de concreto pré-fabricados chegam prontos de fábrica e são empilhados como peças de Lego — cura do concreto acontece antes da montagem
A empresa chinesa Broad Group ergueu um prédio de 10 andares em 28 horas e 45 minutos na cidade de Changsha. O feito desafia tudo o que sabemos sobre construção civil.
Os módulos chegam prontos de fábrica. Cada andar é uma peça completa — com paredes, piso, instalações elétricas e hidráulicas.
No canteiro, basta empilhar os módulos, aparafusar e conectar água e eletricidade. É como montar Lego em escala real.
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A cura do concreto — etapa essencial para garantir resistência — acontece na fábrica, não no canteiro. Isso é fundamental para a velocidade.
A Broad Group desenvolve o sistema Living Building desde 2009. A tecnologia promete menor consumo de energia e melhor qualidade do ar interior.

Como se constrói um prédio em 28 horas
O processo começa semanas antes na fábrica. Cada módulo é fabricado com concreto pré-moldado e reforço de aço.
O concreto cura sob condições controladas. Temperatura, umidade e tempo são monitorados para garantir resistência máxima.
Os módulos têm tamanho padronizado. Isso permite produção em escala e logística previsível.
No canteiro, guindastes posicionam os módulos um sobre o outro. Parafusos de alta resistência fazem a fixação.
Após o empilhamento, técnicos conectam as redes de água, esgoto e eletricidade. A montagem é mecânica, não artesanal.
No Brasil, um prédio de 10 andares leva em média 18 a 24 meses. A diferença é de mais de 600 vezes.
O sistema Living Building
A Broad Group afirma que o Living Building consome menos energia que construções convencionais em todo o mundo.
O sistema também garante melhor qualidade do ar interior. Os módulos já vêm com isolamento térmico e ventilação integrados.
A empresa desenvolve a tecnologia desde 2009. São mais de 15 anos de iterações e melhorias contínuas.

Brasil vs China na construção civil
A construção modular ainda é incipiente no Brasil. A maior parte das obras usa métodos tradicionais com concreto armado no local.
A cadeia logística brasileira não está preparada para módulos de grande porte. Faltam fábricas, transportadores e guindastes especializados.
Mas a ideia ganha tração. O setor de construção no Brasil busca formas de acelerar obras e reduzir custos.
O déficit habitacional brasileiro é de milhões de moradias. Técnicas como a modular poderiam acelerar drasticamente a entrega.

Velocidade impressiona, mas contexto é essencial
O prédio foi montado em 28 horas. Mas a fabricação dos módulos levou semanas antes. O processo completo é mais longo.
A resistência estrutural depende da qualidade da fabricação na fábrica. Erros ali seriam amplificados na montagem.
O sistema funciona para edificações de até 10-20 andares. Arranha-céus de grande porte exigem engenharia diferente.
Informações compiladas de reportagens do O Antagonista e Blog da Engenharia. A montagem de 28h não inclui tempo de fabricação dos módulos.

Aqui no Brasil tem os prédios montados também uma edificação pode ser mantada de 60 a 90 dias 12 andares tudo produzido na fábrica é trasportado em carretas a cada pavimento com 4 apartamentos são utilizados 4 carretas de pre moldados . Trabalhei com a montagem
Fabiano, muito legal ter o relato de quem trabalhou diretamente com isso! A construção modular no Brasil existe e está crescendo — empresas como a Tecverde e outras já fazem edificações pré-fabricadas com prazos bem menores que o convencional. A diferença da Broad Group chinesa é a escala e a velocidade extrema (28 horas para 10 andares), mas o princípio é o mesmo que você descreve: fabricar na indústria e montar no canteiro. Obrigado por compartilhar a experiência!
Tem que trazer e fazer no Brasil essa técnica chinesa e afastar o lobby das grandes empreiteiras, que fazem edificações feias, com material ruim e custo muito alto. Além da quantidade de de água, poluição e poluição sonora!
Concordo que o Brasil teria muito a ganhar com construção modular, Clóvis. A tecnologia já existe e foi testada em escala. O desafio é adaptar as normas técnicas brasileiras e criar demanda suficiente para viabilizar fábricas de módulos aqui. Países como a Índia e o Quênia já estão olhando para isso como solução para moradias populares. A pergunta é: o que falta para o Brasil entrar nessa corrida?