Super ricos estão transferindo cada vez mais seu ouro para o exterior. Mas você sabe qual o motivo disso? O que está impulsionando a disparada do ouro? Confira!
O preço do ouro atingiu um marco histórico, ultrapassando os US$ 3.500, acumulando uma valorização de aproximadamente 30% no ano. Esse movimento é impulsionado por uma combinação de fatores econômicos e geopolíticos.
A imposição de tarifas comerciais pelos Estados Unidos, especialmente sob a administração do presidente Donald Trump, tem gerado incertezas nos mercados globais. Essas medidas protecionistas, direcionadas a países como China, Canadá e México, têm provocado tensões comerciais e contribuído para a busca por ativos considerados seguros, como o ouro.
Além disso, a contínua demanda por parte dos bancos centrais, que buscam diversificar suas reservas diante da volatilidade do dólar, tem sustentado a valorização do metal precioso. A China, por exemplo, aumentou suas reservas de ouro pelo quarto mês consecutivo em fevereiro.
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Previsões de especialistas apontam para novos recordes
Analistas de grandes instituições financeiras têm revisado suas projeções para o preço do ouro. O Goldman Sachs elevou sua estimativa para US$ 3.100 até o final de 2025, com possibilidade de alcançar US$ 3.300 em cenários de maior incerteza econômica.
O JP Morgan, por sua vez, prevê que o ouro ultrapasse os US$ 4.000 até o segundo trimestre de 2026, impulsionado pela forte demanda de investidores e bancos centrais.
O bilionário americano John Paulson também compartilha dessa visão otimista, estimando que o preço do ouro possa atingir quase US$ 5.000 até 2028, devido à crescente busca por ativos seguros em meio às tensões comerciais globais.
Os ultra-ricos têm optado cada vez mais por armazenar seu ouro em Cingapura, impulsionados pelo aumento dos riscos globais e pela instabilidade provocada pelas políticas de Trump
Cingapura tem se beneficiado do aumento na demanda por ouro, consolidando-se como um importante centro de comércio e armazenamento do metal precioso. Apesar de uma leve redução nas reservas de ouro no final de 2024, o país mantém uma posição estratégica no mercado global.
A estabilidade política e econômica de Cingapura, aliada à sua infraestrutura avançada, atrai investidores e instituições financeiras que buscam segurança e eficiência nas transações com ouro.
Segundo publicação da Forbes, a poucos minutos do aeroporto de Cingapura, encontra-se um edifício de seis andares com fachada de ônix e proteção reforçada por avançados sistemas de segurança. No interior desse espaço fortificado, estão guardadas barras de ouro e prata avaliadas em cerca de US$ 1,5 bilhão (aproximadamente R$ 8,6 bilhões).

Esse centro, conhecido como “The Reserve”, abriga dezenas de cofres particulares e uma grande câmara central cercada por milhares de caixas de segurança, empilhadas até três andares de altura.
Segundo Gregor Gregersen, fundador da empresa responsável pelo local, entre janeiro e abril deste ano houve um crescimento de 88% nos pedidos para armazenagem de metais preciosos em relação ao mesmo período de 2024. Além de oferecer serviços de custódia, a The Reserve também comercializa ouro e prata — e nesse mesmo intervalo de tempo, as vendas desses ativos saltaram 200%.

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