Portos brasileiros registram queda de 3,8% na programação de açúcar. Santos lidera cargas previstas, enquanto etanol soma 103 milhões de litros para exportação.
A quantidade de açúcar incluída na programação de carregamentos dos portos brasileiros diminuiu aproximadamente 86 mil toneladas em uma semana. Segundo a agência marítima Williams Brasil, o volume passou de 2,290 milhões para 2,204 milhões de toneladas no levantamento encerrado em 7 de outubro, uma redução de cerca de 3,8%. O Porto de Santos, em São Paulo, concentra a maior parcela dessa movimentação prevista.
A atualização reúne 62 navios em diferentes etapas de operação. Parte dessas embarcações já está ancorada, enquanto outras aguardam atracação ou têm chegada prevista até 15 de novembro. O levantamento, conhecido como line-up, registra cargas destinadas a operações futuras, sem indicar necessariamente mercadorias já embarcadas para o exterior.
Etanol tem 38,2 milhões de litros previstos para desembarque no Brasil
Além das cargas destinadas à exportação, o acompanhamento das operações portuárias identifica volumes de etanol programados para entrar no país. Nesse fluxo, 30.790 toneladas, equivalentes a aproximadamente 38,2 milhões de litros, aparecem na previsão de desembarque.
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A agenda de saída do combustível apresenta um volume superior. Entre 1º e 8 de outubro, a Williams Brasil identificou 82.919 toneladas destinadas ao carregamento para exportação, o equivalente a cerca de 103 milhões de litros.
A maior concentração também está em Santos, com 55.618 toneladas. As outras cargas programadas estão distribuídas entre o Porto do Rio de Janeiro, responsável por 14.950 toneladas, e Paranaguá, no Paraná, com 12.351 toneladas.
Esses números pertencem a um acompanhamento específico do etanol e não devem ser confundidos com os prazos utilizados para o açúcar.
Navios de açúcar e etanol seguem calendários diferentes de chegada aos portos
Embora os levantamentos permitam observar a programação de dois produtos nos portos brasileiros, as datas consideradas não são idênticas.
Para o etanol, o acompanhamento realizado entre 1º e 8 de outubro inclui embarcações com chegada prevista até o dia 11 do mesmo mês. Já o relatório de açúcar, encerrado em 7 de outubro, considera uma janela mais extensa, que alcança a primeira quinzena de novembro.
Essa diferença é importante para interpretar os volumes. As quantidades representam operações planejadas dentro de períodos próprios de acompanhamento, e sua concretização depende da realização dos carregamentos ou desembarques previstos.

Paranaguá aparece na segunda posição entre os portos com açúcar programado
Enquanto Santos responde por 1.567.811 toneladas de açúcar, o Porto de Paranaguá reúne 477.169 toneladas destinadas ao carregamento. A diferença entre os dois concentra a maior parte do volume nacional nessas instalações portuárias.
As demais cargas estão distribuídas por quatro portos, com quantidades menores. Em ordem crescente de volume programado, aparecem:
- Itajaí (SC): 4.470 toneladas;
- Suape (PE): 27 mil toneladas;
- Maceió (AL): 54,5 mil toneladas;
- Recife (PE): 74 mil toneladas.
A distribuição mostra que a programação açucareira alcança instalações portuárias do Sul ao Nordeste, embora Santos e Paranaguá concentrem os maiores carregamentos previstos no levantamento.
Açúcar VHP representa a maior parcela das cargas previstas
Outro aspecto do relatório é a variedade de classificações do açúcar incluído na agenda dos navios. Entre elas estão o cristal B-150, com 144.531 toneladas, e o refinado A45, que reúne 109 mil toneladas programadas para carregamento.
O levantamento também identifica 27 mil toneladas classificadas como TBC e 29,5 mil toneladas de açúcar VHP acondicionado em sacas. Essas quantidades integram a programação ao lado das demais modalidades registradas pela agência marítima.
A maior participação, entretanto, pertence ao açúcar VHP, com 1.894.950 toneladas. Assim, enquanto os dados do etanol mostram operações previstas nos sentidos de entrada e saída do país, a programação do açúcar revela um volume expressivo concentrado nessa classificação e nos carregamentos previstos para Santos.
