Modernização integra um ciclo superior a R$ 50 milhões iniciado em 2022 e incorpora automação à pintura, soldagem e fabricação de componentes. A expansão potencial da produção depende da evolução dos novos processos e da ampliação dos turnos de trabalho.
A ISMA aplicou R$ 5 milhões em 2026 na modernização da fábrica de Mogi Mirim, no interior de São Paulo, com novos equipamentos para pintura, soldagem e fabricação de componentes usados em sistemas de armazenagem. A unidade tem capacidade produtiva aproximada de 2,5 mil toneladas por mês.
O aporte faz parte de um ciclo iniciado em 2022 e que supera R$ 50 milhões, conforme informou a companhia em uma publicação da ISMA. As intervenções incluem linhas de pintura, perfiladeiras, robôs de solda, modernização da fabricação de porta-paletes e melhorias na movimentação interna da planta.
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A possibilidade de dobrar a produção não significa que essa capacidade já esteja instalada. O aumento é apresentado como potencial futuro, condicionado à evolução dos processos e à ampliação dos turnos, sem prazo divulgado para que a fábrica alcance esse patamar.
Uma das principais mudanças físicas é a nova linha automática de pintura, projetada para receber estruturas com até 14 metros. O conjunto também atende peças de diferentes tamanhos e geometrias, necessárias para configurações variadas dos sistemas metálicos fabricados na unidade.
Automação alcança solda, formação e acabamento
Os robôs de solda automatizam uma etapa de união dos componentes metálicos, enquanto as perfiladeiras são usadas na fabricação de colunas e longarinas. Essas peças integram estruturas como porta-paletes e racks, que formam corredores, níveis e posições de armazenagem em centros de distribuição e instalações industriais.
A modernização alcança ainda a linha de fabricação de porta-paletes e equipamentos já existentes na planta. Parte da estrutura industrial, portanto, recebe atualizações para incorporar novos recursos ao processo produtivo sem que a operação seja transferida para uma unidade diferente.
A empresa relaciona os investimentos a projetos com estruturas mais altas, maior densidade de armazenagem e integração com equipamentos automatizados. Nesse tipo de operação, dimensões e alinhamentos dos componentes precisam permanecer compatíveis com máquinas que executam movimentos repetitivos junto às estruturas.
Flávio Piccinin, diretor executivo da ISMA, associou o investimento a essa mudança no perfil dos projetos. “Não estamos investindo simplesmente para produzir mais toneladas. Os projetos mudaram. As estruturas estão mais altas, os armazéns mais densos e a automação exige outro nível de precisão”, afirmou à Tecnologística.
O pacote de modernização distribui a automação por etapas diferentes da produção. As perfiladeiras atuam na formação de componentes, os robôs entram na soldagem e a linha automática de pintura atende o acabamento de peças que podem chegar aos 14 metros informados pela companhia.
Essa configuração também permite trabalhar com componentes destinados a sistemas de dimensões distintas. Porta-paletes e racks precisam ser montados conforme o espaço disponível, o número de níveis de armazenagem e as características do projeto em que serão utilizados.
Dobrar a capacidade depende de mais turnos
A referência de 2,5 mil toneladas por mês corresponde à capacidade produtiva aproximada informada para a fábrica no estágio atual. A possibilidade de atingir o dobro desse volume depende da estabilização dos novos processos, dos ganhos operacionais previstos pela companhia e da ampliação dos turnos de trabalho.
A distinção impede que a projeção seja confundida com produção já disponível. A ISMA não informou que a unidade opere com capacidade de 5 mil toneladas mensais nem apresentou um calendário para alcançar esse nível.
Também não foi divulgado um cronograma individual para a entrada ou consolidação de cada equipamento. Assim, é possível identificar as máquinas e os processos incluídos na modernização, mas não atribuir a cada um deles uma parcela específica do eventual aumento de capacidade.
Os sistemas produzidos em Mogi Mirim são destinados à organização de estoques e fluxos internos de centros de distribuição e operações industriais. Porta-paletes e racks distribuem cargas em diferentes alturas e posições, enquanto colunas, longarinas e outros componentes formam a estrutura metálica que sustenta essas configurações.
Projetos mais altos ou densos podem exigir componentes com dimensões diferentes dentro de uma mesma instalação. A linha preparada para estruturas longas e os equipamentos voltados à fabricação de perfis permitem atender essa variedade sem que a empresa tenha informado, porém, uma divisão da produção por tipo de produto.
O investimento de R$ 5 milhões em 2026 representa o recorte anual informado dentro do ciclo superior a R$ 50 milhões iniciado em 2022. Os dados divulgados não discriminam quanto foi destinado individualmente à linha de pintura, aos robôs de solda, às perfiladeiras ou às demais atualizações realizadas na fábrica.
A modernização também acompanha o desenvolvimento de novos produtos pela companhia. A ISMA informou que essas iniciativas poderão exigir investimentos adicionais nos próximos anos, mas não divulgou valores, calendário ou especificações para eventuais novos aportes.
