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Com 310 metros, 80 mil toneladas e capaz de operar por 45 anos, novo porta-aviões nuclear France Libre será o maior da França e entrará em operação em 2038

Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 03/04/2026 às 09:54
Atualizado em 03/04/2026 às 09:56
Assista o vídeoO novo porta-aviões nuclear France Libre será maior, mais moderno e estratégico, com entrada em operação prevista para 2038.
O novo porta-aviões nuclear France Libre será maior, mais moderno e estratégico, com entrada em operação prevista para 2038. (Imagem meramente ilustrativa)
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O novo porta-aviões nuclear France Libre será maior, mais moderno e estratégico, com entrada em operação prevista para 2038.

A França deu um passo decisivo na modernização de sua defesa ao confirmar a construção de um novo porta-aviões nuclear, o France Libre, com previsão de entrada em operação em 2038.

O projeto foi anunciado pelo presidente Emmanuel Macron durante evento em Nantes e integra um plano estratégico para substituir o atual Charles de Gaulle (R91).

A embarcação será maior, mais tecnológica e capaz de operar por cerca de 45 anos.

O objetivo é garantir presença militar contínua em cenários internacionais e ampliar a capacidade de resposta da França.

Além disso, o investimento reflete o atual momento de fortalecimento das forças armadas diante de tensões globais.

Características do porta-aviões nuclear France Libre colocam França em novo patamar

O novo porta-aviões nuclear terá aproximadamente 310 metros de comprimento e deslocamento de cerca de 80 mil toneladas. Com isso, será significativamente maior que seu antecessor.

A capacidade operacional inclui até 40 aeronaves. Entre elas, os caças Dassault Rafale M, aeronaves de vigilância E-2 Hawkeye e helicópteros NH90 Caiman.

Além disso, existe a expectativa de integração com aeronaves do programa Future Combat Air System (FCAS), embora ainda haja desafios industriais.

Construção do porta-aviões nuclear começa em 2032

O cronograma prevê o início das obras em 2032. A montagem inicial do casco ocorrerá nos estaleiros da Chantiers de l’Atlantique.

Em seguida, o navio será transferido para a base naval de Toulon. Lá, será equipado com sistemas avançados e receberá o combustível nuclear.

Os testes de mar estão programados para 2036. Assim, o porta-aviões nuclear estará pronto para entrar em operação dois anos depois.

O projeto será executado por um consórcio que reúne grandes empresas do setor. Entre elas estão a Naval Group e a Chantiers de l’Atlantique.

Além disso, a TechnicAtome ficará responsável pelos reatores. Essa colaboração fortalece a indústria nacional.

Portanto, o desenvolvimento do porta-aviões nuclear também impulsiona inovação e geração de empregos.

France Libre: Nome carrega forte simbolismo histórico

A escolha do nome France Libre remete ao movimento liderado por Charles de Gaulle durante a Segunda Guerra Mundial.

Esse período foi marcado pela resistência contra a ocupação nazista. O nome simboliza liberdade e união nacional.

Durante o anúncio, Macron declarou:

“É por isso que nosso novo porta-aviões se chamará ‘France Libre’. Nesse nome vive a memória de homens e mulheres que se levantaram contra a barbárie, unidos para salvar a pátria e defender um ideal de nação”.

Embarcação reforça estratégia militar global

A construção do novo porta-aviões nuclear ocorre em um momento de mudanças no cenário geopolítico. A França busca ampliar sua atuação internacional.

Além disso, o país pretende fortalecer sua autonomia militar. Isso inclui operações na Europa, África e Oriente Médio.

Assim, o France Libre será essencial para garantir presença estratégica em diferentes regiões do mundo.

Projeto do porta-aviões nuclear teve início em 2018

Antes de receber o nome oficial, o projeto era conhecido como Porte-avions de Nouvelle Génération (PA-NG). Ele foi apresentado em 2018.

Na época, ainda estava em fase de planejamento. Em 2025, houve a autorização para avançar para a execução.

Com isso, o programa entrou em uma nova etapa, aproximando-se da construção do porta-aviões nuclear.

Com vida útil estimada em 45 anos, o France Libre será um dos principais ativos da Marinha Francesa. Ele substituirá gradualmente o Charles de Gaulle.

Além disso, permitirá maior capacidade de projeção de poder. Isso reforça a posição da França como potência militar europeia.

Dessa forma, o novo porta-aviões nuclear representa não apenas modernização, mas também uma estratégia de longo prazo para defesa e influência global.

ANÚNCIO DO NOVO PORTA-AVIÇÕES DA FRANÇA, O FRANCE LIBRE

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Fonte: TecnoDefesa

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Ruth Rodrigues

Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.

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