O novo porta-aviões nuclear France Libre será maior, mais moderno e estratégico, com entrada em operação prevista para 2038.
A França deu um passo decisivo na modernização de sua defesa ao confirmar a construção de um novo porta-aviões nuclear, o France Libre, com previsão de entrada em operação em 2038.
O projeto foi anunciado pelo presidente Emmanuel Macron durante evento em Nantes e integra um plano estratégico para substituir o atual Charles de Gaulle (R91).
A embarcação será maior, mais tecnológica e capaz de operar por cerca de 45 anos.
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O objetivo é garantir presença militar contínua em cenários internacionais e ampliar a capacidade de resposta da França.
Além disso, o investimento reflete o atual momento de fortalecimento das forças armadas diante de tensões globais.
Características do porta-aviões nuclear France Libre colocam França em novo patamar
O novo porta-aviões nuclear terá aproximadamente 310 metros de comprimento e deslocamento de cerca de 80 mil toneladas. Com isso, será significativamente maior que seu antecessor.
A capacidade operacional inclui até 40 aeronaves. Entre elas, os caças Dassault Rafale M, aeronaves de vigilância E-2 Hawkeye e helicópteros NH90 Caiman.
Além disso, existe a expectativa de integração com aeronaves do programa Future Combat Air System (FCAS), embora ainda haja desafios industriais.
Construção do porta-aviões nuclear começa em 2032
O cronograma prevê o início das obras em 2032. A montagem inicial do casco ocorrerá nos estaleiros da Chantiers de l’Atlantique.
Em seguida, o navio será transferido para a base naval de Toulon. Lá, será equipado com sistemas avançados e receberá o combustível nuclear.
Os testes de mar estão programados para 2036. Assim, o porta-aviões nuclear estará pronto para entrar em operação dois anos depois.
O projeto será executado por um consórcio que reúne grandes empresas do setor. Entre elas estão a Naval Group e a Chantiers de l’Atlantique.
Além disso, a TechnicAtome ficará responsável pelos reatores. Essa colaboração fortalece a indústria nacional.
Portanto, o desenvolvimento do porta-aviões nuclear também impulsiona inovação e geração de empregos.
France Libre: Nome carrega forte simbolismo histórico
A escolha do nome France Libre remete ao movimento liderado por Charles de Gaulle durante a Segunda Guerra Mundial.
Esse período foi marcado pela resistência contra a ocupação nazista. O nome simboliza liberdade e união nacional.
Durante o anúncio, Macron declarou:
“É por isso que nosso novo porta-aviões se chamará ‘France Libre’. Nesse nome vive a memória de homens e mulheres que se levantaram contra a barbárie, unidos para salvar a pátria e defender um ideal de nação”.
Embarcação reforça estratégia militar global
A construção do novo porta-aviões nuclear ocorre em um momento de mudanças no cenário geopolítico. A França busca ampliar sua atuação internacional.
Além disso, o país pretende fortalecer sua autonomia militar. Isso inclui operações na Europa, África e Oriente Médio.
Assim, o France Libre será essencial para garantir presença estratégica em diferentes regiões do mundo.
Projeto do porta-aviões nuclear teve início em 2018
Antes de receber o nome oficial, o projeto era conhecido como Porte-avions de Nouvelle Génération (PA-NG). Ele foi apresentado em 2018.
Na época, ainda estava em fase de planejamento. Em 2025, houve a autorização para avançar para a execução.
Com isso, o programa entrou em uma nova etapa, aproximando-se da construção do porta-aviões nuclear.
Com vida útil estimada em 45 anos, o France Libre será um dos principais ativos da Marinha Francesa. Ele substituirá gradualmente o Charles de Gaulle.
Além disso, permitirá maior capacidade de projeção de poder. Isso reforça a posição da França como potência militar europeia.
Dessa forma, o novo porta-aviões nuclear representa não apenas modernização, mas também uma estratégia de longo prazo para defesa e influência global.
ANÚNCIO DO NOVO PORTA-AVIÇÕES DA FRANÇA, O FRANCE LIBRE
Fonte: TecnoDefesa


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