A piscicultura, ramo em expansão dentro da aquicultura, movimenta bilhões e coloca o Brasil entre os maiores produtores de peixes do mundo
A Food and Agriculture Organization (FAO), órgão das Nações Unidas, informou que metade das 160 milhões de toneladas de alimentos marinhos consumidos globalmente vem da aquicultura. Esse setor é responsável pela criação de organismos aquáticos como peixes, moluscos, crustáceos, algas e anfíbios.
Esse segmento é o que mais cresce dentro da produção animal mundial, impulsionado pela demanda por alimentos sustentáveis e de alto valor nutricional.
O que é e como funciona a piscicultura
Dentro desse contexto, a piscicultura se destaca como o ramo dedicado à criação controlada de peixes em água doce, salobra ou salgada.
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Ela envolve o acompanhamento do ciclo de vida dos peixes desde o nascimento até o momento do abate.
No Brasil, de acordo com a Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR), a produção ultrapassou 840 mil toneladas em 2021. Isso revela o grande potencial lucrativo e sustentável dessa atividade.
Onde montar um sistema de piscicultura
A versatilidade da piscicultura é uma de suas maiores vantagens.
Ela pode ser implantada em tanques-redes no mar, em lagos naturais, barragens, viveiros ou tanques artificiais.
No entanto, independentemente do local escolhido, é essencial manter uma gestão rigorosa e técnica.
Os peixes precisam ser separados por idade e espécie, uma vez que, após seis meses, a alimentação aumenta significativamente.
Além disso, é necessário isolar casais e ovas até um mês de vida. Isso garante o crescimento saudável e o controle populacional.
Escolha da espécie e fatores de sucesso
A escolha da espécie é um dos passos mais importantes.
É fundamental considerar as preferências do consumidor, o clima local, o tamanho do tanque, o crescimento e a resistência do peixe.
No Brasil, a tilápia é a espécie mais criada, representando mais de 60% da produção nacional.
São aproximadamente 500 mil toneladas anuais, segundo a Peixe BR em 2022.
Esse sucesso se deve às características da tilápia, que possui crescimento rápido, alta resistência e excelente custo-benefício.
Outras espécies populares incluem carpas, bagres, pacus, dourados e lambaris.
Os bagres, por exemplo, resistem bem a níveis baixos de oxigênio.
Mesmo assim, a oxigenação da água é essencial para o bom desenvolvimento da maioria das espécies.
Equipamentos e manutenção da água
Assim como em aquários domésticos, o uso de bombas para piscicultura é indispensável.
Elas mantêm a circulação e oxigenação da água, além de facilitarem a filtragem e limpeza do ambiente.
Dessa forma, tornam possível o reaproveitamento da água por mais tempo, reduzindo o consumo e os custos operacionais.
Um bom exemplo de equipamento eficiente é a Motobomba Aquafortis 20000, da Sarlo Pond.
Ela é reconhecida por sua resistência à corrosão e à oxidação.
Com vazão de 19.000 litros por hora e coluna d’água de 5,6 metros, ela opera de forma contínua, silenciosa e segura.
Contudo, é importante lembrar que quanto maior o reservatório, maior deve ser a vazão da bomba.
Por isso, modelos com grande capacidade são ideais para pisciculturas.
Eles não devem ser usados em aquários domésticos.
O potencial da piscicultura no Brasil
Investir em piscicultura é, sem dúvida, uma oportunidade estratégica em um país com litoral extenso e alto consumo de pescado.
Segundo o IBGE, o consumo de peixe no Brasil ultrapassou 10 kg per capita.
Entretanto, o sucesso depende de planejamento técnico, cuidados diários e uso de equipamentos adequados.
Dessa forma, a piscicultura não se resume apenas a criar peixes em tanques.
Ela representa a implementação de um sistema produtivo sustentável, tecnicamente orientado e altamente rentável.
Será que o seu próximo investimento pode estar nas águas da piscicultura brasileira?


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