Brent avançou 1,94% e WTI subiu 1,16% nesta quarta-feira, enquanto ataques no Estreito de Ormuz, possíveis restrições ao diesel e dados dos estoques dos EUA mantiveram o mercado de petróleo sob pressão durante a sessão
O preço do petróleo terminou esta quarta-feira (30) em alta, com o mercado acompanhando novos episódios de tensão no Oriente Médio, possíveis restrições ao diesel e dados mistos dos estoques de combustíveis nos Estados Unidos.
Brent sobe quase 2% e WTI também avança
O contrato do petróleo Brent para dezembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), avançou 1,94%, equivalente a US$ 1,87, e terminou a sessão cotado a US$ 98,03 por barril.
Nos Estados Unidos, o WTI para novembro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou com alta de 1,16%, ou US$ 1,04, chegando a US$ 90,42 por barril.
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O movimento também fechou um mês positivo para as principais referências internacionais. Em setembro, o WTI acumulou avanço de quase 6%, enquanto o Brent ganhou cerca de 7%.
Outro ponto chamou atenção. Segundo dados da Dow Jones Newswires, a diferença entre os contratos do Brent e do WTI alcançou o maior nível dos últimos quatro meses.

Estreito de Ormuz continua no centro das atenções
O Oriente Médio segue pesando nas negociações. O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido, o UKMTO, informou que um navio-tanque foi atingido nesta quarta-feira por um projétil de origem ainda desconhecida no Estreito de Ormuz.
O episódio permanece sob investigação. A região é acompanhada de perto pelos operadores diante dos relatos recorrentes de ataques e das preocupações com a movimentação de navios.
No Irã, uma explosão atingiu um prédio residencial na cidade de Mashhad. Segundo a emissora estatal IRIB, o edifício foi destruído e duas pessoas ficaram feridas. A causa não foi detalhada.
Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu realizou uma reunião de emergência com autoridades de segurança para discutir um incidente envolvendo um pouso de emergência na Arábia Saudita.

Exportações aumentam apesar da tensão
Mesmo com esse cenário, as exportações de petróleo do Oriente Médio voltaram aos níveis anteriores à guerra, segundo analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal.
Os principais produtores da região aumentaram o envio de petróleo por meio de oleodutos alternativos ao Estreito de Ormuz. Na prática, isso ajuda a manter volumes chegando ao mercado mesmo com os riscos na rota marítima.
Diesel e estoques dos EUA entram no radar
Os operadores também acompanham sinais de uma possível limitação das exportações americanas de diesel e a decisão da Rússia de manter sua proibição até o fim de outubro.
Phil Flynn, analista do Price Futures Group, afirmou que esse cenário cria uma escassez na Europa que vem sendo suprida, em grande parte, por exportações dos Estados Unidos.
Já o Departamento de Energia dos EUA informou aumento inesperado dos estoques de petróleo na última semana. Em sentido contrário, houve forte redução nos estoques de gasolina e uma queda de destilados muito maior do que o mercado esperava.
Informações de Eixos e outras fontes confiáveis, e os dados sobre valores são da ICE e da CME Group.
