Brent fecha a US$ 111,53 por barril nesta terça-feira com alta de 3% — mercado acumula sete sessões de ganhos enquanto Estreito de Ormuz segue bloqueado
O preço do petróleo Brent fechou a US$ 111,53 por barril nesta terça-feira, 28 de abril de 2026, com alta de 3,05% (US$ 3,30), segundo dados compilados pela ADVFN.
É a sétima sessão consecutiva de ganhos para a commodity.
O WTI americano também subiu forte: 3,47%, fechando a US$ 99,71 por barril.
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Estreito de Ormuz continua com fluxo restrito
O principal motor da alta é a persistência do bloqueio no Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% de todo o consumo global de energia.
Antes do conflito, entre 125 e 140 navios passavam pelo estreito diariamente.
Atualmente, a navegação está severamente restrita. Pelo menos 6 navios-tanque iranianos foram forçados a retornar, segundo relatórios de inteligência marítima.
Enquanto o Ormuz permanecer bloqueado, a pressão sobre os preços tende a continuar.
O que esperar: analistas projetam Brent entre US$ 100 e US$ 125
Segundo Suvro Sarkar, da equipe de energia do DBS Bank, a faixa esperada para o Brent nos próximos meses é de US$ 100 a US$ 125 por barril.
O cenário depende diretamente da evolução do conflito entre EUA/Israel e Irã.
Se houver negociação e reabertura parcial do Ormuz, os preços podem recuar para a faixa de US$ 90.
Porém, uma escalada militar pode empurrar o barril acima de US$ 130 — patamar não visto desde 2022.
Impacto global e no Brasil
A alta do petróleo pressiona economias importadoras na Europa e Ásia, onde os estoques já estão em queda.
Nos Estados Unidos, a gasolina bateu novo recorde de 2026 nesta terça-feira, segundo o Washington Examiner.
No Brasil, o governo já editou três medidas provisórias desde março para conter o repasse aos combustíveis: subsídios ao diesel importado (R$ 1,20/litro), ao diesel doméstico e ao gás de cozinha (R$ 330 milhões).
A saída dos Emirados Árabes da OPEP, anunciada hoje, adiciona mais incerteza ao mercado e pode acelerar a volatilidade nas próximas semanas.
Para a Petrobras, o cenário é de receitas em alta — mas também de pressão política para segurar os preços internos.
