1. Início
  2. / Economia
  3. / Petróleo sobe 3% e Brent fecha a US$ 111 por barril — 7ª alta consecutiva com Ormuz bloqueado
Tempo de leitura 2 min de leitura Comentários 0 comentários

Petróleo sobe 3% e Brent fecha a US$ 111 por barril — 7ª alta consecutiva com Ormuz bloqueado

Escrito por Douglas Avila
Publicado em 28/04/2026 às 18:18
Atualizado em 28/04/2026 às 19:44
Barris de petróleo em refinaria com cotação do Brent em alta
Preço do petróleo Brent fechou a US$ 111,53/barril nesta terça-feira, 7ª alta consecutiva. Foto: Fortune
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo

Brent fecha a US$ 111,53 por barril nesta terça-feira com alta de 3% — mercado acumula sete sessões de ganhos enquanto Estreito de Ormuz segue bloqueado

O preço do petróleo Brent fechou a US$ 111,53 por barril nesta terça-feira, 28 de abril de 2026, com alta de 3,05% (US$ 3,30), segundo dados compilados pela ADVFN.

É a sétima sessão consecutiva de ganhos para a commodity.

O WTI americano também subiu forte: 3,47%, fechando a US$ 99,71 por barril.

Estreito de Ormuz continua com fluxo restrito

O principal motor da alta é a persistência do bloqueio no Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% de todo o consumo global de energia.

Antes do conflito, entre 125 e 140 navios passavam pelo estreito diariamente.

Atualmente, a navegação está severamente restrita. Pelo menos 6 navios-tanque iranianos foram forçados a retornar, segundo relatórios de inteligência marítima.

Enquanto o Ormuz permanecer bloqueado, a pressão sobre os preços tende a continuar.

O que esperar: analistas projetam Brent entre US$ 100 e US$ 125

Segundo Suvro Sarkar, da equipe de energia do DBS Bank, a faixa esperada para o Brent nos próximos meses é de US$ 100 a US$ 125 por barril.

O cenário depende diretamente da evolução do conflito entre EUA/Israel e Irã.

Se houver negociação e reabertura parcial do Ormuz, os preços podem recuar para a faixa de US$ 90.

Porém, uma escalada militar pode empurrar o barril acima de US$ 130 — patamar não visto desde 2022.

Impacto global e no Brasil

A alta do petróleo pressiona economias importadoras na Europa e Ásia, onde os estoques já estão em queda.

Nos Estados Unidos, a gasolina bateu novo recorde de 2026 nesta terça-feira, segundo o Washington Examiner.

No Brasil, o governo já editou três medidas provisórias desde março para conter o repasse aos combustíveis: subsídios ao diesel importado (R$ 1,20/litro), ao diesel doméstico e ao gás de cozinha (R$ 330 milhões).

A saída dos Emirados Árabes da OPEP, anunciada hoje, adiciona mais incerteza ao mercado e pode acelerar a volatilidade nas próximas semanas.

Para a Petrobras, o cenário é de receitas em alta — mas também de pressão política para segurar os preços internos.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x