Nova unidade será instalada no campo de Atapu, com previsão de operação em 2029
A Petrobras deu início à construção dos módulos da plataforma P-84 no Estaleiro Seatrium Aracruz, no Espírito Santo. Com capacidade para processar 225 mil barris de petróleo por dia, a unidade será instalada no campo de Atapu, no pré-sal da Bacia de Santos, e tem previsão de início de operação em 2029.
Início da construção da Petrobras da P-84 no Espírito Santo
O Estaleiro Seatrium Aracruz, anteriormente conhecido como Jurong, iniciou a montagem dos módulos da plataforma P-84 da Petrobras. Essa unidade é considerada uma das maiores estruturas de produção de petróleo já construídas, com capacidade para processar 225 mil barris de petróleo por dia. A plataforma será instalada no campo de Atapu, localizado no pré-sal da Bacia de Santos, com previsão de início de operação em 2029.
Participação brasileira na construção
A construção da P-84 será dividida entre o Brasil, a China e Singapura. O estaleiro capixaba será responsável por três módulos da plataforma, representando 20% da estrutura total. Os outros 80% serão montados nos estaleiros asiáticos. Durante o pico das obras, estima-se a geração de 3,5 mil postos de trabalho. Atualmente, o estaleiro está envolvido na construção de módulos para a plataforma P-82, empregando cerca de 5 mil trabalhadores diretos e indiretos.
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Expansão dos projetos da Petrobras
Além da P-84, a Petrobras planeja iniciar a construção dos módulos da plataforma P-85 no Seatrium Aracruz no primeiro trimestre de 2026. As plataformas P-84 e P-85 serão instaladas nos campos de Atapu e Sépia, respectivamente, ambos em águas ultraprofundas (mais de 2 mil metros) no pré-sal da Bacia de Santos. A previsão é que a P-85 entre em operação em 2030. O investimento total da Petrobras nessas duas plataformas é estimado em cerca de US$ 11 bilhões, embora a estatal não divulgue os valores oficialmente.
Tecnologias sustentáveis incorporadas
As plataformas P-84 e P-85 serão equipadas com várias tecnologias sustentáveis, incluindo:
- Zero ventilação de rotina: recuperação de gases ventilados dos tanques de carga e da planta de processamento.
- Captação profunda de água do mar: utilização de água captada em profundidades maiores para operações de resfriamento e outros processos.
- Variadores de velocidade em bombas e compressores: melhoria na eficiência energética.
- Cogeração (Waste Heat Recovery Unit): aproveitamento do calor residual para geração de energia.
- Zero queima de rotina: recuperação de gases da tocha através de um sistema de flare fechado.
- Válvulas com requisitos para baixas emissões fugitivas: redução de emissões não intencionais.
- Captura, uso e armazenamento geológico do CO₂: tratamento e armazenamento do CO₂ produzido junto com o gás.
Com o início da produção previsto entre 2029 e 2030, as plataformas P-84 e P-85 representam um avanço significativo para a Petrobras na exploração do pré-sal, consolidando-se como projetos emblemáticos tanto pela capacidade de produção quanto pela sustentabilidade.

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