Pequeno crescimento do país em 2019 afetará demanda de Petróleo na América Latina

Demanda de Petróleo da América Latina
 

A previsão do governo de um baixo crescimento do PIB para 2019 deve ocasionar menor procura por petróleo e derivados na América Latina, segundo relatório da OPEP

O relatório mensal da OPEP, publicado nesta quarta-feira (10/4), informou que devido a baixa previsão de crescimento do PIB brasileiro, estimado pelo governo em 1,8% em 2019, será gerado um clima nada favorável á demanda por petróleo na América Latina em 2019.
Vale lembrar que o Brasil desempenha papel fundamental na economia desta região e é um de seus maiores produtores, sendo assim um desempenho tão pífio da economia brasileira deve influenciar no crescimento do segmento de óleo e gás de toda a América Latina.

Este foi certamente um dos motivos da organização ter revisado para baixo a taxa de crescimento da oferta de petróleo dos países não pertencentes a OPEP.
A estimativa para 2019 passou então,a ser de 2,18 milhões barris por dia, um volume, que se comparado ao ano passado, diminuiu 6%.

Mesmo com a previsão do governo de crescimento do PIB de 1,8% para 2019, sendo maior que as taxas registradas em 2017 e 2018, ambas em 1,1%, a OPEP julga que estas taxas não são adequadas para se ter uma economia forte.

Outro fator de pessimismo da OPEP se baseia na dificuldade em que o governo está tendo para aprovar a reforma da Previdência.

Queda da Produção

O relatório da OPEP cita também a queda da produção de petróleo, a menor média desde setembro do ano passado, que foi de 2,49 milhões barris/dia no mês, ou seja, queda de 142 mil b/d em fevereiro deste ano.

A queda na produção aconteceu mesmo com a entrada em operação, na Bacia de Santos, das plataformas P-67, em Lula Norte e da P-76, em Búzios 3.

Ainda em relação a produção do mês de fevereiro, a produção total brasileira foi de 2,08 milhões barris/dia, ou seja 1% menor que janeiro.
Os motivos da queda na produção foram ajustes operacionais nas plataformas P-18 e P-20, ambas operando no campo de Marlim, na Bacia de Campos, e no FPSO Cidade de Angra dos Reis, no campo de Lula, na Bacia de Santos e diminuição da produção dos campos de Barracuda (33 mil barris/dia) e no campo de Jubarte (29 mil barris/dia), ambas na bacia de Campos.

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Sobre Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki) inspecionando e acompanhando técnicas de fabricação e montagem de estruturas/tubulações/outfittings(acabamento avançado) para casco de Drillships