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Parece parede, mas é escadaria: a construção japonesa quase vertical que está assustando a internet

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 20/01/2026 às 00:35
Escada quase vertical no Japão, construída nos anos 1960 em dique de 10 metros, viraliza nas redes e levanta alertas de segurança.
Escada quase vertical no Japão, construída nos anos 1960 em dique de 10 metros, viraliza nas redes e levanta alertas de segurança.
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Escavada em um dique de 10 metros de altura no distrito de Kanayamacho, em Gero, a escadaria construída no início dos anos 1960 voltou ao centro do debate após viralizar nas redes sociais, levantando preocupações sobre segurança, origem do projeto e riscos reais de acidentes

A chamada “escadaria mais assustadora” do Japão, escavada em um aterro de 10 metros no distrito de Kanayamacho, em Gero, ganhou atenção nas redes após fotos recentes, levantando alertas sobre segurança, origem do projeto nos anos 1960 e riscos reais de uso.

Origem da estrutura e contexto histórico

A escadaria data do início da década de 1960, período em que autoridades locais construíram um dique de concreto para proteger o distrito de Kanayamacho contra inundações recorrentes. A obra alterou o acesso ao rio.

Após a conclusão do dique, moradores reclamaram da dificuldade de chegar à margem do rio Maze para pescar. Como resposta, a escadaria foi adicionada posteriormente como solução de acesso direto.

Características técnicas e inclinação incomum

De certos ângulos, a escadaria parece quase vertical. Os degraus são extremamente estreitos, dificultando o apoio dos pés, e há apenas um corrimão enferrujado disponível para apoio durante a subida ou descida.

A inclinação acentuada resulta de uma proporção de 1 para 1 entre piso e espelho, diferente do padrão mais comum de 2 para 1. Não há explicação oficial divulgada para essa escolha de projeto.

Possível motivação econômica do projeto

Embora as autoridades não tenham apresentado uma justificativa formal, acredita-se que a adoção dessa proporção tenha sido uma tentativa de reduzir custos ao máximo durante a construção da escadaria no dique.

Essa decisão técnica acabou gerando uma estrutura funcional, porém com limitações claras de segurança, especialmente quando observada sob ângulos que acentuam sua aparência quase vertical e difícl de transpor.

Riscos, circulação online e posição oficial

Fotos e vídeos da escadaria têm circulado há semanas, mas a associação de turismo de Gero evita promovê-la como atração devido ao risco de lesões, especialmente durante a descida pelos degraus.

Segundo um porta-voz ouvido pelo Mainichi Shimbun, não é possível afirmar que a escada seja segura, e os visitantes devem assumir responsabilidade por possíveis acidentes.

Descer a escadaria é considerado ainda mais perigoso que subir. A inclinação vertginoso, os degraus estreitos e a presença de musgo aumentam significativamente o risco de escorregões e quedas.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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