A deputada estadual Maria Victoria recebeu o diretor do Centro de Educação Coreana em São Paulo, Sung Geun Park, e o cônsul-honorário da Coreia do Sul no Paraná para avançar na implantação do ensino da língua coreana nas escolas públicas paranaenses. O governo sul-coreano oferece capacitação gratuita para professores, materiais didáticos e suporte pedagógico completo, conectando estudantes a um dos países mais inovadores do mundo em tecnologia e comércio internacional.
O Paraná acaba de dar um passo concreto para se tornar o primeiro estado brasileiro a incluir o ensino da língua coreana nas escolas públicas com apoio oficial do governo da Coreia do Sul. A iniciativa avança por meio de articulação entre a deputada estadual Maria Victoria e o Centro de Educação Coreana, órgão oficial do governo sul-coreano que atua na difusão do idioma em diversos países. O projeto não se limita a oferecer aulas: prevê capacitação gratuita para professores, fornecimento de materiais didáticos e suporte pedagógico completo para a implementação na rede estadual.
A proposta conecta estudantes paranaenses a oportunidades que vão muito além do aprendizado de um novo idioma. A Coreia do Sul é referência global em tecnologia, inovação e comércio internacional, e dominar a língua coreana abre portas para intercâmbio acadêmico, bolsas de estudo e carreiras em empresas sul-coreanas que operam no Brasil, como Samsung, Hyundai e LG. Para o Paraná, que abriga uma das maiores comunidades de descendentes coreanos do país, a iniciativa tem também dimensão cultural que reconhece e valoriza a presença dessa população no estado.
O que o Centro de Educação Coreana oferece ao Paraná

Segundo informações divulgadas no Perfil deputada estadual Maria Victoria, o Centro de Educação Coreana é um órgão vinculado ao governo da Coreia do Sul que opera em dezenas de países com a missão de difundir o idioma e a cultura coreana por meio de parcerias com redes de ensino locais. No caso do Paraná, a oferta inclui capacitação gratuita para professores que serão responsáveis pelas aulas, eliminando um dos principais obstáculos para a introdução de um novo idioma em escolas públicas: a formação de profissionais qualificados.
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Além da capacitação docente, o centro fornece materiais didáticos desenvolvidos especificamente para falantes de português, com metodologia adaptada a diferentes faixas etárias. O suporte pedagógico inclui acompanhamento contínuo da implementação, garantindo que as escolas tenham assistência técnica durante todo o processo de introdução da língua coreana no currículo. Para o estado, o custo é significativamente reduzido porque os recursos humanos e materiais são bancados pelo governo sul-coreano.
Por que a língua coreana e não outro idioma asiático
A escolha da língua coreana não é arbitrária. A Coreia do Sul ocupa posição de destaque global em setores como semicondutores, inteligência artificial, games, entretenimento e indústria automotiva, áreas que demandam profissionais bilíngues capazes de navegar entre culturas e mercados. A chamada onda coreana, ou Hallyu, que popularizou K-pop, doramas e cinema sul-coreano no Brasil, criou uma geração de jovens com interesse genuíno na cultura e no idioma, o que facilita a adesão dos estudantes ao programa.
Do ponto de vista econômico, a Coreia do Sul é um dos maiores investidores asiáticos no Brasil e mantém relações comerciais que movimentam bilhões de dólares por ano. Dominar a língua coreana dá aos estudantes paranaenses vantagem competitiva em processos seletivos de empresas sul-coreanas que operam no país e que frequentemente buscam profissionais com conhecimento do idioma e da cultura de negócios coreana. O Paraná, com seu polo industrial e tecnológico, é território natural para essa demanda.
O que o projeto pode significar para os estudantes paranaenses
Para os estudantes das escolas públicas do Paraná, o acesso à língua coreana representa uma ampliação de horizontes que o inglês e o espanhol sozinhos não conseguem oferecer. Além do aprendizado linguístico, o projeto pode abrir portas para bolsas de estudo em universidades sul-coreanas, que figuram entre as melhores da Ásia e oferecem programas voltados especificamente para estudantes estrangeiros que dominam o idioma.
O intercâmbio cultural é outro benefício direto. Estudantes que aprendem coreano passam a compreender uma cultura com tradições milenares que influenciam desde a gastronomia até a forma de fazer negócios, um conhecimento que vai além do currículo escolar e forma cidadãos com visão de mundo mais ampla. Para jovens de famílias de baixa renda que frequentam a rede pública, a oportunidade de aprender um idioma asiático gratuitamente pode ser transformadora em um mercado de trabalho que valoriza cada vez mais competências internacionais.
Como o Paraná pode se tornar referência nacional nesse modelo
Se a implementação for bem-sucedida, o Paraná pode criar um modelo replicável por outros estados brasileiros. A estrutura oferecida pelo Centro de Educação Coreana, com capacitação, materiais e suporte pedagógico gratuitos, remove as barreiras financeiras que normalmente impedem escolas públicas de oferecer idiomas além do inglês e do espanhol. O formato de cooperação direta entre um governo estrangeiro e a rede estadual de ensino é inovador no contexto brasileiro.
A presença do cônsul-honorário da Coreia do Sul no Paraná nas reuniões de articulação sinaliza que o projeto tem respaldo diplomático que vai além de uma iniciativa pontual. A expectativa é que o ensino da língua coreana comece como projeto piloto em escolas selecionadas e, dependendo dos resultados, se expanda gradualmente para outras unidades da rede estadual. O cronograma de implementação e a seleção das primeiras escolas participantes devem ser definidos nas próximas etapas de negociação entre o estado e o Centro de Educação Coreana.
O contexto cultural que torna o Paraná o estado ideal para essa iniciativa
O Paraná não é apenas um estado com interesse estratégico na Coreia do Sul: é um território com vínculos culturais concretos. A comunidade de descendentes coreanos no estado é uma das maiores do Brasil, e Curitiba abriga instituições culturais, igrejas e associações que mantêm vivas as tradições sul-coreanas há décadas. A introdução da língua coreana nas escolas públicas reconhece essa presença e oferece aos descendentes a oportunidade de aprofundar o contato com o idioma de seus antepassados dentro do sistema formal de ensino.
Para os estudantes que não têm ascendência coreana, o programa é igualmente valioso. O contato com uma língua e uma cultura diferentes das que dominam o currículo escolar brasileiro estimula habilidades cognitivas, amplia a capacidade de comunicação e prepara jovens para um mundo onde as relações econômicas e culturais com a Ásia são cada vez mais determinantes. O Paraná, ao abraçar essa iniciativa, posiciona seus estudantes à frente de uma tendência que outros estados levarão anos para alcançar.
Você gostaria que a escola do seu filho oferecesse aulas de coreano, ou acha que o foco deveria ser apenas inglês e espanhol? Conte nos comentários se aprenderia a língua coreana e o que pensa sobre escolas públicas brasileiras ensinando idiomas asiáticos.

Coloque nas faculdades também,por favor!
Um povo que mal fala a própria língua corretamente, não tem conhecimento do espanhol sendo o único país na América do Sul que não fala e uma grande dificuldade de bilingue de português/inglês. O sistema preocupado com idioma asiático que quando for negociar será realizado tudo em inglês. Acredito que primeiro deveria ter os 3 idiomas bem resolvido no Brasil e demais procurar cursos adicionais como complemento.
Com toda certeza é um ótimo idioma, ótimas oportunidades para os nossos filhos