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Ondas azuis fluorescentes reaparecem no litoral de Santa Catarina durante o inverno, quando a floração de microalgas aumenta no mar e transforma o movimento das ondas em flashes de luz, fenômeno que pode durar de horas a dias e foi visto por três noites em São Francisco do Sul

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Escrito por Carla Teles Publicado em 16/08/2026 às 17:37 Atualizado em 16/08/2026 às 19:18
Ondas azuis fluorescentes reaparecem no litoral de Santa Catarina durante o inverno, quando a floração de microalgas aumenta no mar e transforma o movimento das ondas em flashes (2)
Em Santa Catarina, ondas azuis fluorescentes revelam bioluminescência do Noctiluca scintillans em São Francisco do Sul por horas ou dias.
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As ondas azuis fluorescentes foram registradas na praia do Ervino, em São Francisco do Sul, no Norte catarinense, durante três noites seguidas. A bioluminescência aparece quando uma floração eleva a concentração de organismos no mar e o atrito provocado pelas ondas desencadeia flashes de luz azul visíveis na escuridão noturna.

As ondas azuis fluorescentes voltaram a aparecer no litoral de Santa Catarina em agosto de 2026 e transformaram o mar da praia do Ervino, em São Francisco do Sul, em uma sequência de flashes visíveis durante a noite. O fenômeno natural está relacionado à bioluminescência produzida por organismos presentes na água e foi observado durante três noites consecutivas no Norte catarinense.

Segundo o NSC Total, em publicação de 14 de agosto de 2026, o registro foi feito durante a madrugada na praia do Ervino. A explicação apresentada pelo portal relaciona o brilho ao organismo Noctiluca scintillans, cuja concentração pode aumentar rapidamente quando encontra condições favoráveis no ambiente marinho, deixando o fenômeno muito mais perceptível próximo à costa.

Ondas azuis fluorescentes reaparecem no mar de São Francisco do Sul

Em Santa Catarina, ondas azuis fluorescentes revelam bioluminescência do Noctiluca scintillans em São Francisco do Sul por horas ou dias.
Imagem: Reprodução/Redes sociais/@jornaloervinense.sfs.

O fenômeno chamou atenção porque o brilho não ficou restrito a um pequeno ponto da água. Com o movimento do mar, as ondas passaram a produzir clarões azulados, enquanto o contato com a areia também podia provocar pequenos pontos luminosos. O efeito se torna especialmente evidente durante a madrugada, quando a ausência de luz facilita a visualização da bioluminescência.

As ondas azuis fluorescentes foram vistas por três noites seguidas na praia do Ervino. O fotógrafo Lucas Bogo, que estava no local, registrou o fenômeno e relatou que até os passos sobre a areia provocavam luminosidade. A permanência por várias noites indica que havia concentração suficiente dos organismos na água para manter o efeito visível por mais de algumas horas.

Noctiluca scintillans está normalmente presente no oceano

O organismo associado ao fenômeno é o Noctiluca scintillans. Segundo a explicação do oceanógrafo Thiago Alves reproduzida pelo NSC Total, ele já faz parte do ambiente oceânico e não surge repentinamente apenas quando as águas começam a brilhar. A diferença está principalmente na quantidade encontrada em determinado momento.

Quando as condições ambientais favorecem seu desenvolvimento, a concentração de organismos pode aumentar rapidamente. Essa floração torna sua presença visível de diferentes maneiras, dependendo da iluminação e do horário, e cria as condições necessárias para que o movimento da água produza o espetáculo luminoso observado durante a noite.

Atrito das ondas desencadeia os flashes de luz azul

A bioluminescência acontece quando uma substância presente nesses organismos reage diante de estímulos mecânicos. O movimento das ondas, a agitação da água ou mesmo o contato com a areia podem funcionar como gatilho para essa reação. É nesse momento que surge o brilho azulado que acompanha o deslocamento da água.

Por isso, as ondas azuis fluorescentes parecem acender justamente no instante em que quebram próximo à praia. O fenômeno não significa que toda a água permaneça iluminada continuamente. São os movimentos e impactos que desencadeiam os flashes, criando faixas de luz que aparecem e desaparecem em poucos segundos ao longo da orla.

Durante o dia, o mesmo fenômeno pode mudar a aparência do mar

Em Santa Catarina, ondas azuis fluorescentes revelam bioluminescência do Noctiluca scintillans em São Francisco do Sul por horas ou dias.
Imagem: Reprodução/Redes sociais/@jornaloervinense.sfs.

A concentração elevada desses organismos também pode ser percebida antes de anoitecer. Segundo a fonte, durante o dia a água pode apresentar uma mancha de tonalidade alaranjada, fenômeno conhecido popularmente como maré vermelha. Quando chega a escuridão, a percepção muda e a bioluminescência passa a dominar a paisagem.

Essa diferença entre dia e noite ajuda a explicar por que um mesmo evento pode apresentar aspectos completamente distintos ao longo de poucas horas. Durante o período claro, a concentração dos organismos interfere na coloração aparente da água; à noite, o movimento transforma essa mesma presença em flashes luminosos.

Inverno favorece registros no litoral catarinense

A ocorrência das ondas azuis fluorescentes não está restrita a uma estação específica do ano. Ainda assim, de acordo com a explicação apresentada pelo NSC Total, registros costumam ser observados em Santa Catarina durante o inverno, quando as águas oceânicas do Sul do continente americano apresentam maior disponibilidade de nutrientes.

Essas condições podem favorecer o desenvolvimento dos organismos responsáveis pela floração. Isso ajuda a explicar por que o fenômeno volta a ser observado justamente em determinados períodos, embora sua ocorrência dependa de uma combinação de fatores ambientais e não possa ser associada exclusivamente às temperaturas mais baixas.

Fenômeno pode permanecer de poucas horas a vários dias

Video: Reprodução/Redes sociais/praiadoervinosc

Não existe uma duração fixa para a bioluminescência. O brilho pode permanecer perceptível por algumas horas ou continuar durante vários dias, dependendo principalmente da quantidade de organismos concentrados na água e da manutenção das condições que favoreceram a floração.

Em São Francisco do Sul, a observação por três noites consecutivas mostrou que o evento não se limitou a um episódio isolado. Ainda assim, isso não permite determinar previamente por quanto tempo as ondas azuis fluorescentes continuarão aparecendo, porque a concentração pode se dispersar conforme as condições do mar mudam.

Organismo pode incorporar toxinas presentes em outros seres

A presença do Noctiluca scintillans exige uma distinção importante. Conforme a explicação divulgada pelo NSC Total, o organismo por si só não é apontado como causador de problemas, mas ele se alimenta de organismos menores que eventualmente podem conter toxinas.

Nesse cenário, o Noctiluca scintillans pode se tornar temporariamente tóxico ao incorporar essas substâncias. O aspecto luminoso, portanto, é apenas a parte mais visível de um processo biológico mais amplo que envolve concentração de organismos, disponibilidade de alimento e alterações nas condições do ambiente marinho.

Um espetáculo natural que começa com organismos microscópicos

O que parece uma iluminação artificial sobre o mar nasce, na verdade, de organismos presentes naturalmente no oceano. A combinação entre alta concentração, escuridão e movimento transforma cada quebra de onda em um novo clarão, enquanto a duração do espetáculo depende da intensidade e da permanência da floração.

O reaparecimento das ondas azuis fluorescentes em Santa Catarina mostra como processos microscópicos podem modificar completamente a paisagem costeira durante algumas noites. Você teria coragem de caminhar pela praia com a areia e as ondas brilhando em azul diante dos seus pés? Conte nos comentários o que acharia de presenciar esse fenômeno pessoalmente.

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Carla Teles

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