A Meta confirmou que o WhatsApp deixará de funcionar em aparelhos com Android 5.0 e 5.1 a partir de 8 de setembro de 2026. A lista de celulares afetados inclui modelos populares da Samsung, LG, Motorola, Sony, Huawei e HTC que não podem ser atualizados para o Android 6.0, novo requisito mínimo do aplicativo. Os dispositivos já estão recebendo o aviso, mas muitos usuários no Brasil ainda não perceberam que seus aparelhos serão cortados.
O WhatsApp vai parar de funcionar em uma lista grande de celulares no Brasil e a data já está definida: 8 de setembro de 2026. A Meta, dona do aplicativo, confirmou o encerramento do serviço de envio e recebimento de mensagens em aparelhos que rodam Android 5.0 e 5.1, tanto na versão pessoal quanto na Business. O corte atinge modelos de marcas como Samsung, LG, Motorola, Sony, Huawei e HTC que foram vendidos aos milhões no Brasil e que muitos usuários ainda utilizam no dia a dia.
O problema é que boa parte dos donos desses aparelhos não sabe que está na lista. A Meta já começou a enviar avisos dentro do próprio WhatsApp alertando sobre a descontinuação, e a página de suporte da plataforma atualizou a data do encerramento. Mas quem não usa o aplicativo com frequência ou não presta atenção nas notificações pode ser surpreendido em setembro quando o WhatsApp simplesmente parar de abrir. O pré-requisito mínimo exigido passa a ser o Android 6.0, e aparelhos que não podem ser atualizados para essa versão ficarão sem acesso ao serviço de mensagens mais usado do país.
A lista completa de celulares que vão perder o WhatsApp
Segundo informações divulgadas pelo portal do NSC, o levantamento dos aparelhos afetados foi feito a partir das configurações de fábrica de smartphones cuja atualização para o Android 6.0 não é mais possível. A Samsung lidera a lista com modelos que foram extremamente populares no Brasil: Galaxy S3, Galaxy S4, Galaxy S4 Mini, Galaxy S5, Galaxy Note 2, Galaxy Core, Galaxy Trend e Galaxy J2. Esses aparelhos venderam milhões de unidades e muitos ainda estão em uso, especialmente em famílias de baixa renda que não trocam de celular com frequência.
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A LG, que já encerrou sua divisão de smartphones, tem na lista os modelos Optimus L3, L5, L7, F5, L3 II Dual e L5 II. A Motorola aparece com o Moto G e o Moto E de primeira geração, dois dos celulares mais vendidos da história no Brasil. Sony contribui com Xperia Z2 e Z3, Huawei com Ascend Mate, Ascend G740 e Ascend D2, e a HTC com modelos da linha anterior ao Android 6. A extensão da lista mostra que o corte não atinge apenas aparelhos obscuros, mas celulares que definiram uma geração de usuários brasileiros.
Por que o WhatsApp está cortando esses aparelhos
A explicação da Meta é técnica: as novas funcionalidades do WhatsApp exigem requisitos de software mais avançados que o Android 5.0 e 5.1 não conseguem oferecer. Recursos como criptografia aprimorada, chamadas de vídeo em grupo, compartilhamento de arquivos pesados e integração com inteligência artificial demandam processamento e bibliotecas de código que simplesmente não existem em versões tão antigas do sistema operacional.
A empresa considera o processo natural e o realiza periodicamente. A cada dois ou três anos, o WhatsApp eleva o requisito mínimo de sistema operacional para garantir que o aplicativo funcione de forma estável e segura em todos os dispositivos suportados. Para a Meta, manter compatibilidade com versões muito antigas do Android consome recursos de desenvolvimento que poderiam ser direcionados a melhorias para a maioria dos usuários que já possuem aparelhos mais recentes.
Como saber se o seu celular está na lista
A forma mais simples de verificar é checar a versão do Android instalada no aparelho. Basta acessar Configurações, depois “Sobre o telefone” ou “Sobre o dispositivo”, e procurar a informação “Versão do Android”. Se o número for 5.0 ou 5.1, o celular perderá o WhatsApp em setembro. Se for 6.0 ou superior, o aplicativo continuará funcionando normalmente.
Outra forma de verificar é observar se o próprio WhatsApp já exibiu o aviso de descontinuação. A Meta está enviando notificações dentro do aplicativo para os aparelhos afetados, informando a data do encerramento e orientando o usuário a fazer backup das conversas antes do corte. Se o aviso ainda não apareceu, mas a versão do Android é 5.0 ou 5.1, a recomendação é não esperar e tomar providências antecipadamente.
O que fazer antes de perder o acesso ao WhatsApp
Para quem está na lista, a primeira providência é fazer backup das conversas. O WhatsApp permite salvar o histórico de mensagens no Google Drive, garantindo que fotos, vídeos e textos não sejam perdidos quando o aplicativo parar de funcionar. O processo é feito em Configurações, depois “Conversas” e “Backup de conversas”, selecionando a conta Google para armazenamento.
A segunda decisão é sobre o celular em si. Se o aparelho não pode ser atualizado para o Android 6.0, a única alternativa para continuar usando o WhatsApp é trocar de dispositivo. Smartphones com Android 6.0 ou superior podem ser encontrados no mercado de usados por valores acessíveis, e modelos básicos novos com sistema operacional atualizado custam a partir de R$ 500. Para usuários que dependem do WhatsApp para trabalho, comunicação familiar e acesso a serviços, a troca pode ser inevitável.
O impacto no Brasil, onde o WhatsApp é mais do que um aplicativo
O Brasil é um dos maiores mercados do WhatsApp no mundo, e o aplicativo vai muito além de troca de mensagens: é ferramenta de trabalho para autônomos, canal de atendimento de empresas, meio de comunicação com serviços públicos e, para muitos brasileiros, a única forma de acesso à internet que utilizam no dia a dia. Perder o WhatsApp significa, para parte da população, perder o principal canal de comunicação com o mundo.
O corte de setembro afeta desproporcionalmente usuários de baixa renda que mantêm aparelhos antigos por falta de condições de trocar. Famílias que compraram um Galaxy J2 ou um Moto G de primeira geração e nunca tiveram motivo para substituí-lo descobrirão em poucos meses que seu celular, que ainda funciona para ligações e navegação básica, perdeu a capacidade de rodar o aplicativo mais essencial do cotidiano brasileiro.
Você já verificou se o seu celular está na lista ou conhece alguém que ainda usa um dos aparelhos que vão perder o WhatsApp? Conte nos comentários qual modelo você tem e se acha justo que a Meta corte o suporte de celulares que ainda funcionam perfeitamente para outras funções.

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