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O Sol vai desaparecer por 6 minutos e estrelas vão brilhar em pleno dia no eclipse mais longo que a humanidade verá nos próximos 157 anos

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 30/04/2026 às 13:35
Atualizado em 30/04/2026 às 13:53
O eclipse mais longo do século terá 6 minutos de totalidade em 2027 quando a Lua cobrir o Sol. Estrelas brilharão de dia. O fenômeno não se repetirá por 157 anos.
O eclipse mais longo do século terá 6 minutos de totalidade em 2027 quando a Lua cobrir o Sol. Estrelas brilharão de dia. O fenômeno não se repetirá por 157 anos.
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O eclipse solar de 2 de agosto de 2027 terá até 6 minutos e 23 segundos de totalidade quando a Lua bloqueará o Sol completamente, mergulhando regiões da Groenlândia, Islândia, Espanha e Oriente Médio em escuridão que permite ver estrelas em pleno dia, fenômeno que não se repetirá por 157 anos.

O eclipse mais longo que a humanidade verá neste século já tem data e hora para transformar o dia em noite por mais de seis minutos consecutivos. No dia 2 de agosto de 2027, a Lua se posicionará entre a Terra e o Sol com alinhamento tão preciso que bloqueará completamente a luz solar por até 6 minutos e 23 segundos, intervalo excepcional que faz deste eclipse o mais longo desde que registros astronômicos modernos são mantidos e que não se repetirá com características semelhantes por aproximadamente 157 anos. Durante o pico do fenômeno, regiões específicas do planeta entre Groenlândia, Espanha e Oriente Médio experimentarão escuridão completa em plena tarde, condição que permitirá ver estrelas, planetas e efeitos visuais como as Pérolas de Baily e o Anel de Diamante a olho nu.

A raridade do eclipse de 2027 não está apenas na duração, mas na combinação de fatores astronômicos que o produzem. Para que a fase de totalidade ultrapasse seis minutos, o alinhamento entre Sol, Lua e Terra precisa atingir geometria que ocorre em frequência ínfima: a Lua deve estar na distância certa da Terra para cobrir o disco solar completamente, a Terra precisa estar na posição orbital adequada, e a faixa de sombra deve cruzar localidades onde observadores consigam registrar o fenômeno. Quando todos esses elementos convergem, o resultado é um eclipse que marca gerações e que astrônomos de todo o mundo se preparam para documentar com anos de antecedência.

O que vai acontecer no céu durante o eclipse de 2027

O eclipse mais longo do século terá 6 minutos de totalidade em 2027 quando a Lua cobrir o Sol. Estrelas brilharão de dia. O fenômeno não se repetirá por 157 anos.

A fase de totalidade é o momento em que o eclipse revela espetáculo impossível de reproduzir em qualquer outra circunstância. Quando a Lua completa a cobertura do disco solar, o céu escurece abruptamente e a temperatura cai de forma perceptível, criando sensação de anoitecer repentino que confunde animais e altera o comportamento de pássaros e insetos que respondem à escuridão como se a noite tivesse chegado. Nesse intervalo de até 6 minutos e 23 segundos, observadores bem posicionados conseguem ver a coroa solar, halo de plasma superaquecido que normalmente é invisível porque o brilho do disco solar o ofusca, mas que durante o eclipse aparece como auréola luminosa ao redor da silhueta escura da Lua.

Os efeitos visuais mais aguardados do eclipse são as Pérolas de Baily e o Anel de Diamante. As Pérolas de Baily surgem nos instantes que antecedem e sucedem a totalidade, quando raios solares passam por vales e crateras na superfície irregular da Lua e criam pontos brilhantes ao longo da borda do disco lunar, como pérolas enfileiradas numa joia cósmica. O Anel de Diamante aparece quando apenas um ponto de luz solar permanece visível na borda da Lua, gerando efeito que se assemelha a anel com pedra preciosa cintilante no céu escurecido. Ambos os fenômenos duram segundos e são considerados os momentos mais fotogênicos de qualquer eclipse.

Onde será possível observar o eclipse em sua totalidade

A faixa de visibilidade total do eclipse de 2027 será estreita e cruzará regiões específicas do globo. A sombra da Lua percorrerá trajeto que passa pela Groenlândia, Islândia, Espanha e parte da Península Ibérica, Norte da África e Oriente Médio, localidades onde observadores posicionados dentro dessa faixa experimentarão os 6 minutos e 23 segundos completos de escuridão. Fora dessa zona, o eclipse será visível de forma parcial com intensidade que diminui conforme a distância do eixo central da sombra, o que significa que moradores de outras regiões da Europa e da África verão o Sol parcialmente coberto mas sem a experiência transformadora da totalidade.

Para quem planeja viajar até a faixa de totalidade, a Espanha é apontada como destino mais acessível. A Península Ibérica combina infraestrutura turística consolidada, clima com alta probabilidade de céu limpo em agosto e posição geográfica que permite aos observadores vivenciar o eclipse sem enfrentar as dificuldades logísticas de destinos como Groenlândia ou regiões remotas do Norte da África. Cidades espanholas ao longo da faixa de totalidade já começam a se preparar para receber milhares de turistas astronômicos que devem lotar hotéis e pontos de observação, movimento que transforma o eclipse em evento econômico além de científico.

Por que este eclipse é o mais raro dos próximos 157 anos

A duração de 6 minutos e 23 segundos é o que separa o eclipse de 2027 de todos os outros previstos para o restante do século e além. A maioria dos eclipses solares totais tem fase de totalidade que varia entre dois e quatro minutos, e ultrapassar a marca de seis minutos exige condições orbitais tão específicas que a mecânica celeste não as reproduzirá com características comparáveis até meados do século XXII. Isso significa que ninguém vivo hoje terá outra oportunidade de presenciar um eclipse com essa duração: o de 2027 é experiência única para toda a geração atual.

O alinhamento que produz um eclipse tão longo depende de variáveis que se combinam raramente. A distância entre a Lua e a Terra varia ao longo da órbita lunar, e quando a Lua está mais próxima ela projeta sombra maior que cobre área mais extensa da superfície terrestre por mais tempo; a velocidade orbital da Terra e a inclinação do eixo também influenciam a duração, e quando todos esses fatores convergem na configuração ideal o resultado é totalidade prolongada que astrônomos classificam como excepcional. O eclipse de 2027 reúne essa convergência rara, e cada minuto dos 6 minutos e 23 segundos é produto de geometria cósmica que não se repetirá facilmente.

Como observar o eclipse de 2027 sem prejudicar a visão

A empolgação com o eclipse não deve fazer ninguém esquecer que olhar diretamente para o Sol sem proteção causa danos permanentes nos olhos. Especialistas e a Nasa recomendam o uso de óculos certificados para observação de eclipse durante todas as fases do fenômeno, exceto no momento exato da totalidade quando o disco solar está completamente coberto e a coroa pode ser observada sem risco. A proteção é necessária tanto nas fases parciais que precedem a totalidade quanto nas que a sucedem, porque mesmo um sol parcialmente coberto emite radiação suficiente para queimar a retina de forma irreversível em poucos segundos de exposição direta.

Filtros solares improvisados como radiografias, óculos de sol comuns ou vidros escurecidos não oferecem proteção adequada para observar o eclipse. Somente equipamentos com certificação ISO 12312-2 garantem filtragem suficiente da radiação solar, e a orientação é adquirir esses filtros com antecedência porque a demanda nos meses que antecedem um eclipse dessa magnitude tende a esgotar o estoque disponível. Para quem não conseguir filtros certificados, a alternativa mais segura é assistir ao eclipse por transmissões ao vivo que observatórios e agências espaciais disponibilizarão em tempo real, experiência que não se compara à presencial mas que preserva a visão de quem não pode arriscar.

O que vem depois do eclipse de 2027 no calendário astronômico

Mesmo que o eclipse de 2027 seja irrepetível na escala de uma vida humana, outros fenômenos astronômicos estão previstos para os anos seguintes. Um eclipse parcial está programado para 26 de janeiro de 2028, evento que oferecerá cobertura incompleta do disco solar e que será visível de regiões diferentes das que presenciarão a totalidade em 2027. Nenhum desses fenômenos subsequentes, porém, terá a duração ou o impacto visual do eclipse mais longo do século, que permanecerá como referência para comparação com qualquer evento astronômico similar pelas próximas décadas.

O eclipse de 2027 vai marcar uma geração inteira de observadores. Quem estiver posicionado na faixa de totalidade no dia 2 de agosto e vivenciar os 6 minutos e 23 segundos de escuridão com estrelas brilhando no céu da tarde contará essa história pelo resto da vida, porque a próxima pessoa a presenciar algo equivalente ainda não nasceu e só poderá fazê-lo daqui a 157 anos. A astronomia raramente oferece prazos tão definitivos, e este é um deles.

E você, pretende acompanhar o eclipse de 2027? Já pensou em viajar até a faixa de totalidade? Deixe sua opinião nos comentários.

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Lessi de Freitas de Souza
Lessi de Freitas de Souza
05/05/2026 10:00

Eu bem que gostaria, mas não tenho condições econômicas pra se luxo! Parabéns a quem pode!🇧🇷

Celso Carvalho
Celso Carvalho
03/05/2026 19:08

Muitos sinais nis céus anunciam que está perto a volta de Cristo independente de que todos criam ele virá em palavra esta se cumprindo a cada dia

Carlos Augusto
Carlos Augusto
03/05/2026 10:22

Pelo Andar das Professias Bíblicas,e toda esta movimentação Geopolítica Global,
Acontecimentos, Relatos, comportamentos
Humanos e Relatos Historicamente Registrados ao longos períodos registrados por Antigas Civilizações.
Acredito que não haverá próximas Gerações para acontecimentos deste Ano.

Planeta TERRA “Humanidade”
Caminha para um Colapso total .

Vigiai e Orai.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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