O LUCAS, drone de ataque desenvolvido nos Estados Unidos a partir do Shahed-136 iraniano, foi empregado na Operação Epic Fury, campanha conduzida com Israel para atingir infraestrutura militar iraniana e ampliar ataques de precisão de longo alcance sem expor pilotos a espaço aéreo fortemente defendido
As forças americanas implantaram uma nova munição de ataque de fabricação nacional durante a Operação Epic Fury. A campanha é conduzida em conjunto com Israel e tem como objetivo atingir a infraestrutura militar do Irã.
O sistema empregado recebeu o nome LUCAS, drone de ataque, e é comercialmente designado FLM 136. O equipamento é desenvolvido pela SpektreWorks, empresa sediada no estado do Arizona.
O uso do LUCAS, drone de ataque, amplia as opções de ataques de precisão de longo alcance. O sistema permite atingir alvos sem expor pilotos em áreas protegidas por defesas aéreas intensas.
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A introdução dessa plataforma representa uma mudança operacional. As forças americanas passam a utilizar sistemas não tripulados de fabricação nacional com capacidade de operar em zonas remotas de conflito.
Estratégia militar passa a integrar drones escaláveis em ataques de longo alcance
A adoção do LUCAS, drone de ataque, ocorre em um cenário de mudança na forma de condução das operações militares. Os comandantes passam a incorporar drones escaláveis às campanhas de ataque.
Esses sistemas podem permanecer em voo por horas e atacar no momento considerado oportuno. Essa característica amplia a flexibilidade operacional em ambientes de combate.
A estratégia reduz a dependência exclusiva de aeronaves tripuladas de alto valor e mísseis de cruzeiro de custo elevado. O uso de drones amplia o número de opções disponíveis durante as operações.
A Operação Epic Fury foi lançada com o objetivo de degradar sistemas integrados de defesa aérea do Irã. A campanha também busca atingir forças de mísseis balísticos e estruturas de comando e controle.
A operação combina aeronaves furtivas, armas de longo alcance, guerra eletrônica e sistemas não tripulados. Esses recursos são empregados em ciclos coordenados de ataque.
O objetivo é enfraquecer as defesas em camadas utilizadas por Teerã. Essa abordagem permite pressionar diferentes componentes da infraestrutura militar iraniana.
LUCAS, drone de ataque, atua como plataforma de permanência prolongada e engajamento de alvos
Dentro dessa estratégia operacional, o LUCAS, drone de ataque, atua como plataforma de permanência prolongada. O sistema foi projetado para permanecer sobre a área de operações por longos períodos.
O drone pode identificar, rastrear e engajar alvos considerados sensíveis ao tempo. Essa capacidade reduz o intervalo entre detecção e disparo.
O encurtamento da cadeia de detecção e ataque permite reagir rapidamente a movimentações de alvos. Essa característica é relevante em operações contra sistemas móveis.
Entre os alvos citados estão lançadores móveis de mísseis e unidades de defesa aérea. Esses equipamentos costumam mudar de posição com frequência.
O LUCAS, drone de ataque, pode permanecer sobrevoando a área enquanto confirma a identidade do alvo. O ataque é executado apenas quando as condições operacionais são consideradas adequadas.
Esse procedimento reduz a necessidade de enviar aeronaves tripuladas para áreas com defesa aérea densa. A decisão de ataque ocorre após a confirmação do alvo.
Testes no Golfo Pérsico antecederam o emprego operacional do LUCAS, drone de ataque
Os preparativos para o emprego do sistema começaram meses antes das operações atuais. Um teste operacional foi realizado em dezembro de 2025.
Em 16 de dezembro de 2025, um Sistema de Ataque de Combate Não Tripulado de Baixo Custo foi lançado do convés do navio de combate litorâneo USS Santa Barbara.
A embarcação pertence à classe Independence e é identificada como LCS 32. O teste ocorreu enquanto o navio operava no Golfo Pérsico.
O drone era operado pela Força-Tarefa 59 do Comando Central das Forças Navais dos Estados Unidos. A unidade integra operações navais com sistemas não tripulados.
O teste ocorreu dentro da Força-Tarefa Scorpion Strike. Esse esquadrão reúne drones de ataque unidirecional destacados para o Oriente Médio.
A demonstração confirmou que o sistema pode operar a partir de plataformas navais. O lançamento pode ocorrer sem pistas de pouso tradicionais.
Entre as opções de lançamento estão trilhos pneumáticos e decolagem assistida por foguete. Esses métodos permitem lançamento a partir de posições avançadas ou conveses de navios.
Características técnicas do LUCAS
O LUCAS possui cerca de 3 metros de comprimento e envergadura de aproximadamente 2,5 metros. O peso vazio da aeronave é de 32 kg.
O peso máximo de decolagem chega a 82 kg. Essa configuração permite transportar combustível e diferentes tipos de carga útil.
O sistema foi projetado em estrutura compacta. O formato permite transporte e montagem rápida antes das operações.
De acordo com dados do fabricante, o FLM 136 utiliza um motor carburado de 215 cc. O drone pode permanecer em voo por aproximadamente seis horas.
A velocidade de cruzeiro é de 101 km/h. A velocidade máxima pode alcançar 185 km/h durante reposicionamento ou ataque terminal.
O LUCAS, drone de ataque, pode operar acima de 3.000 metros de altitude de densidade. Essa condição pode colocá-lo fora do alcance de alguns sistemas de defesa aérea de curto alcance.
Em condições de comando controladas, o alcance divulgado é de 350 milhas náuticas. Esse valor corresponde a cerca de 403 milhas.
Essa autonomia permite executar ataques em profundidade a partir de pontos de lançamento distantes. O sistema pode operar fora de áreas fortemente defendidas.
Na configuração de ataque, o drone pode transportar até 18 kg de carga útil. As opções incluem ogivas de fragmentação de alto explosivo ou de carga oca.
Essas cargas podem atingir radares, lançadores móveis de mísseis terra-ar e lançadores de mísseis balísticos. Também podem atingir depósitos de combustível e instalações de comando reforçadas.
Durante a fase final do ataque, o sistema passa de voo de permanência para um mergulho acentuado. Esse perfil aumenta a penetração e o impacto no alvo.
O drone utiliza navegação autônoma combinada com backup inercial. Esses sistemas foram projetados para reduzir vulnerabilidade à interferência de guerra eletrônica.
A integração do LUCAS na Operação Epic Fury indica uma evolução na doutrina militar dos Estados Unidos. O uso de sistemas de baixo custo permite manter pressão operacional ao longo do tempo.

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