Canadá se aproxima da China após encontro de Carney com Xi em Beijing e fecha acordos. A estratégia busca reduzir dependência, já que os EUA absorvem 75% do comércio exterior do Canadá
A visita do primeiro ministro Mark Carney à China e a reunião com Xi Jinping em Beijing colocaram o Canadá no centro de uma virada diplomática.
O gesto chama atenção porque acontece em meio a tensões com Washington, sob a segunda administração Trump, e reforça a leitura de um mundo cada vez mais multipolar.
Na prática, a movimentação abre espaço para acordos que mexem com tarifas, cadeias de suprimento e exportações, com impacto direto em energia limpa e agronegócio.
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Encontro em Beijing marca retomada política e sinaliza mudança de rota
Carney encontrou Xi em 16 de janeiro de 2026, em Beijing, em um contato de alto nível que reposiciona o diálogo entre os dois países.
A fala sobre parceria com a China como preparo para um novo ordenamento mundial ampliou o peso político da viagem.
O Canadá dá um passo para diversificar alianças e reduzir riscos em um cenário internacional mais instável.
Canadá quer menos dependência dos EUA, que concentram 75% do comércio exterior
Os Estados Unidos absorvem cerca de 75% do comércio exterior do Canadá, o que cria um ponto de fragilidade para a economia.
Quando há ameaças de tarifas ou exigências em acordos, o impacto pode ser imediato em exportações, preços e cadeias produtivas.
Com a aproximação de Pequim, Ottawa busca mais opções para negociar e preservar autonomia.
Entrada de 49.000 veículos elétricos chineses com tarifa de 6,1% muda o jogo
O pacote prevê a entrada de até 49.000 veículos elétricos chineses por ano, com tarifa reduzida de 6,1%.
A mudança contrasta com a barreira anterior, que chegou a 100%, e reposiciona o Canadá no debate sobre eletrificação e acesso a tecnologias.
Esse tipo de abertura também mexe com planejamento industrial e com a cadeia de fornecimento ligada a energias limpas.
Canola vira moeda forte e tarifa cai de 84% para 15% nas exportações canadenses
A canola entrou no centro da negociação e teve redução de tarifa de 84% para 15%.
O recuo abre espaço para retomada de vendas e alívio para produtores, já que o setor depende de mercados externos para escoar volume.
Com isso, o Canadá amplia alternativas fora do eixo tradicional com os Estados Unidos.
Reaproximação com Pequim aumenta atrito com Washington e pressiona decisões futuras
A movimentação canadense tende a elevar a tensão com Washington, especialmente por envolver indústria, tecnologia e transição energética.
Ao mesmo tempo, a China passa a ser tratada como um parceiro mais previsível em negociações específicas, enquanto os EUA endurecem postura.
Esse cenário pode influenciar novos acordos, revisões tarifárias e estratégias de longo prazo.
O Canadá entra na lógica da multipolaridade e tenta equilibrar dependências
O movimento de Carney reforça que o mundo pós 1991 perde força como referência única de poder.
A multipolaridade cresce e empurra países a diversificar parceiros para proteger interesses e reduzir vulnerabilidades.
Nesse tabuleiro, a busca por autonomia vira prioridade até para nações tradicionais do Norte Global.
O Canadá se aproxima da China com um pacote que destaca 49.000 veículos elétricos, tarifa de 6,1% e canola com corte de 84% para 15%.
A decisão sinaliza uma tentativa de reduzir dependência externa e se adaptar a um mundo mais disputado, com impacto direto em comércio, indústria e política internacional.

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