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Nova tecnologia passa a vigiar 300 mil hectares em Mato Grosso do Sul em iniciativa da Suzano que reúne sensores, monitoramento contínuo e análise avançada de dados, permitindo identificar ameaças com rapidez e ampliar a proteção ambiental regional 

Escrito por Hilton Libório
Publicado em 15/06/2026 às 15:42
Atualizado em 15/06/2026 às 15:47
Drone e torre de monitoramento observam uma extensa área florestal enquanto um foco de fumaça é detectado à distância durante o pôr do sol, ilustrando o uso de tecnologia no combate a incêndios em Mato Grosso do Sul.
Tecnologia da Suzano reforça vigilância contra incêndios em 300 mil hectares do Cerrado
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Suzano reforça a prevenção de incêndios em Mato Grosso do Sul com nova tecnologia, monitoramento inteligente e proteção de 300 mil hectares do Cerrado. 

A Suzano anunciou em seu site oficial no dia 6 de junho de 2026, o reforço de sua estrutura de prevenção e combate a incêndios em Mato Grosso do Sul com a adoção de novas ferramentas tecnológicas voltadas à detecção rápida de focos de fumaça e calor. A iniciativa chega antes do período de estiagem, tradicionalmente mais crítico entre agosto e outubro.

A nova tecnologia combina inteligência artificial, drones equipados com câmeras térmicas e um sistema avançado de monitoramento capaz de cobrir mais de 1 milhão de hectares de áreas florestais no estado. Desse total, mais de 300 mil hectares de vegetação nativa e áreas de preservação do Cerrado recebem proteção direta.

Segundo informações da Suzano no dia 6 de junho de 2026, o investimento anual da companhia nessa operação alcança R$ 25 milhões, reforçando a importância estratégica da prevenção aos incêndios em uma das regiões ambientalmente mais relevantes do país.

Como funciona o sistema inteligente de monitoramento florestal

O coração da operação está em uma rede formada por 57 torres de videomonitoramento distribuídas em pontos estratégicos das áreas florestais da empresa.

Essas estruturas operam com câmeras de visão 360 graus que enviam imagens continuamente para as centrais localizadas em Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo, em Mato Grosso do Sul.

Com a integração da inteligência artificial, o sistema passou a identificar automaticamente sinais de fumaça, acelerando o processo de detecção e permitindo que as equipes sejam acionadas em menos tempo.

Na prática, isso significa maior agilidade para combater incêndios antes que eles atinjam grandes proporções e provoquem danos ambientais mais severos.

Mato Grosso do Sul ganha reforço com drones capazes de detectar calor invisível

Outra novidade incorporada à operação é o drone DJI Mavic 3T, equipado com recursos avançados para identificação precoce de possíveis focos de incêndio.

O equipamento reúne:

  • Câmera térmica de alta resolução;
  • Câmera grande angular de 48 megapixels;
  • Zoom de até 56 vezes;
  • Transmissão de imagens em tempo real.

Graças a essa tecnologia, é possível localizar focos de calor na vegetação e no solo antes mesmo da formação de fumaça visível.

Durante as operações, as imagens captadas orientam o deslocamento das brigadas e ajudam a definir as melhores estratégias de combate em campo.

Estrutura mobiliza 241 profissionais para combater incêndios

Além da tecnologia, a Suzano mantém uma ampla estrutura operacional voltada à prevenção e ao combate aos incêndios.

Durante o período mais seco do ano, a operação reúne 241 profissionais, sendo 167 brigadistas fixos e outros 74 colaboradores da área florestal que atuam como apoio.

Segundo a empresa, esse reforço permite reduzir o tempo médio de resposta em até 15 minutos, fazendo com que o intervalo entre a detecção e o início das ações fique próximo de uma hora.

A estrutura disponível inclui:

  • Duas aeronaves de apoio;
  • Caminhões-pipa;
  • Veículos com kits de combate;
  • Sistemas de rastreamento via satélite;
  • Centros integrados de monitoramento.

Em 2025, parte da frota antiga também foi renovada com a aquisição de dois novos caminhões-pipa e cinco camionetes Hilux equipadas para atuação em ocorrências florestais.

Nova tecnologia da Suzano fortalece a preservação do Cerrado sul-mato-grossense

O Cerrado é um dos biomas mais ricos em biodiversidade do planeta e também um dos mais vulneráveis aos impactos provocados pelos incêndios.

Por isso, a adoção de uma nova tecnologia voltada à prevenção representa um avanço importante para a conservação ambiental em Mato Grosso do Sul.

A Suzano mantém atualmente 1,136 milhão de hectares de florestas plantadas de eucalipto no estado. Dentro dessa área, 327 mil hectares são destinados exclusivamente à conservação da biodiversidade, incluindo reservas legais, áreas de preservação permanente e vegetação nativa.

O gerente de Inteligência Patrimonial da empresa em Mato Grosso do Sul, Amarildo José Nunes, destacou que a proteção do Cerrado envolve não apenas as áreas produtivas, mas também comunidades vizinhas e milhares de espécies da fauna silvestre.

Monitoramento contínuo da Suzano reduz riscos e melhora a resposta em campo

A rapidez na identificação de ocorrências é considerada um dos fatores mais importantes para evitar que pequenos focos se transformem em grandes incêndios.

Com o monitoramento contínuo realizado pelas torres inteligentes e pelos drones térmicos, as equipes conseguem atuar de maneira mais eficiente e direcionada.

Além disso, a análise avançada de dados permite identificar padrões de risco e direcionar recursos para regiões mais sensíveis durante os meses de estiagem.

Esse modelo vem ganhando espaço em diferentes setores ligados à gestão ambiental por oferecer maior precisão na prevenção de eventos críticos.

Parceria entre empresas amplia combate aos incêndios em Mato Grosso do Sul

A estratégia adotada pela Suzano não se limita à atuação individual. O trabalho também envolve integração com outras empresas associadas à Reflore, a Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores Florestais.

A cooperação permite o compartilhamento de informações, recursos operacionais e estratégias de resposta ao longo de toda a temporada de seca.

Esse modelo colaborativo fortalece a capacidade de atuação regional e amplia a cobertura das ações preventivas em diferentes áreas do estado.

Tecnologia, prevenção e sustentabilidade caminham lado a lado

O uso de inteligência artificial, drones e sistemas avançados de monitoramento mostra como a inovação está se tornando uma ferramenta cada vez mais importante para a preservação ambiental.

Ao investir R$ 25 milhões por ano em prevenção e combate aos incêndios, a Suzano busca proteger mais de 300 mil hectares de vegetação nativa, reduzir impactos sobre o Cerrado e aumentar a segurança das comunidades próximas às operações florestais.

A combinação entre tecnologia, planejamento e atuação integrada demonstra que a prevenção continua sendo o caminho mais eficiente para enfrentar os desafios impostos pelos incêndios em Mato Grosso do Sul, especialmente em períodos de seca cada vez mais intensos.

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Hilton Libório

Hilton Fonseca Liborio é redator, com experiência em produção de conteúdo digital e habilidade em SEO. Atua na criação de textos otimizados para diferentes públicos e plataformas, buscando unir qualidade, relevância e resultados. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras, Energias Renováveis, Mineração e outros temas.

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