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Nova tarifa global de 15% dos EUA anunciada por Donald Trump reconfigura o comércio internacional, reduz em 13,6% a alíquota média das exportações brasileiras, coloca o Brasil como maior beneficiado segundo o Global Trade Alert e reforça a competitividade do país no mercado americano

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 23/02/2026 às 11:19
Presidente dos Estados Unidos assinando nova tarifa enquanto presidente do Brasil reage positivamente, com efeito degradê e frase em 3D “O BRASIL AGRADECE”.
Imagem ilustrativa mostra o presidente dos Estados Unidos sancionando nova tarifa global de 15%, enquanto o presidente do Brasil reage positivamente à medida que reduz em 13,6% a alíquota média das exportações brasileiras.
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Levantamento internacional indica queda nas tarifas médias aplicadas aos produtos brasileiros após decisão anunciada nos Estados Unidos

Os Estados Unidos anunciaram no sábado (21) uma mudança relevante na política comercial e, conforme levantamento do Global Trade Alert, o Brasil surge como o principal beneficiado entre os parceiros afetados pela nova medida.

As tarifas globais de 15% sobre importações americanas, anunciadas por Donald Trump, substituem a taxa de 10% divulgada na sexta-feira (20) e, ainda assim, segundo o estudo, devem provocar queda de 13,6% na alíquota média aplicada às exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano.

Antes de a Suprema Corte dos Estados Unidos invalidar o tarifaço anterior, os produtos brasileiros enfrentavam tarifas médias de aproximadamente 26,3%, percentual que agora deve cair para 12,8% com a nova cobrança global de 15%.

Levantamento técnico detalha impactos internacionais

O Global Trade Alert, plataforma especializada em monitoramento de políticas comerciais, conduziu o estudo e apontou o Brasil na liderança entre os países com impacto positivo.

Além disso, a China registrou redução de 7,1%, enquanto a Índia apresentou queda de 5,6% nas médias tarifárias aplicadas às exportações para os Estados Unidos, conforme os dados consolidados.

Por outro lado, países que firmaram acordos comerciais com Washington passaram a enfrentar aumento nas tarifas médias, como Reino Unido (+2,1%), Itália (+1,7%), Singapura (+1,1%), além de Japão (+0,4%) e Coreia do Sul (+0,6%).

Autoridades americanas defendem continuidade dos acordos

Mesmo com as mudanças, o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou no domingo (22) que nenhum parceiro sinalizou saída dos acordos após a decisão judicial.

No mesmo dia, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, declarou à CNN Internacional que todos os parceiros demonstraram interesse em manter os entendimentos firmados com o governo americano.

Segundo Bessent, o governo mantém diálogo constante com seus parceiros estrangeiros e reforça a intenção de preservar os acordos comerciais vigentes.

Governo brasileiro considera medida positiva

No Brasil, o presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou no domingo (22), em Aparecida (SP), que a nova política tarifária gerou saldo favorável ao país.

De acordo com Alckmin, a aplicação de uma alíquota global uniforme de 15% garante condições mais equilibradas de competitividade, já que a regra vale igualmente para todos os parceiros comerciais.

O ministro também destacou que a tarifa média dos produtos americanos que entram no Brasil é de 2,7% e ressaltou que, embora os Estados Unidos apresentem déficit com vários países, mantêm superávit com o Brasil nas balanças de bens e serviços, o que, segundo ele, impede perda de competitividade brasileira no comércio internacional.

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Caio Aviz

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