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Nova ferrovia vai tirar mais de 400 caminhões da BR: conheça o projeto de 933 km, 65 pontes e zero impacto em áreas indígenas que promete poupar R$ 8 bilhões anuais

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 15/11/2025 às 15:01
Atualizado em 15/11/2025 às 15:02
Assista o vídeoProjeto da Ferrogrão: ferrovia de 933 km entre Sinop e Miritituba promete até R$ 8 bi/ano em economia e mais de 400 caminhões fora da BR-163.
Projeto da Ferrogrão: ferrovia de 933 km entre Sinop e Miritituba promete até R$ 8 bi/ano em economia e mais de 400 caminhões fora da BR-163.
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Ferrovia de 933 km promete mudanças logísticas e ambientais no eixo entre Sinop e Miritituba, com obras previstas para avançar após nova etapa de licenciamento ambiental.

Nova ferrovia vai tirar mais de 400 caminhões da BR: conheça o projeto de 933 km, 65 pontes e zero impacto em áreas indígenas que promete poupar R$ 8 bilhões anuais

A ferrovia projetada para ligar Sinop (MT) a Miritituba (PA), conhecida como Ferrogrão, ganhou um novo traçado de 933 quilômetros e voltou ao centro do debate logístico no país.

A proposta atual prevê retirar mais de 400 caminhões por dia da BR-163. O projeto aponta redução de até 20% no custo do frete agrícola.

A estimativa é de economia de R$ 8 bilhões por ano para o agronegócio. O traçado atualizado afirma não cruzar terras indígenas e prevê minimizar impactos em áreas sensíveis.

Traçado da Ferrogrão e fase atual do projeto

O projeto atualizado foi apresentado em Sinop pelo empresário Guilherme Quintella, presidente da Estação da Luz Participações (EDLP).

Projeto da Ferrogrão: ferrovia de 933 km entre Sinop e Miritituba promete até R$ 8 bi/ano em economia e mais de 400 caminhões fora da BR-163.
Projeto da Ferrogrão: ferrovia de 933 km entre Sinop e Miritituba promete até R$ 8 bi/ano em economia e mais de 400 caminhões fora da BR-163.

A ferrovia seguirá paralela à BR-163, corredor que conecta o Centro-Oeste aos portos do Norte. O novo traçado foi desenhado para contornar terras indígenas e o Parque Nacional do Jamanxim.

A proposta afirma que não haverá impacto direto sobre territórios indígenas, e o projeto cita que cerca de 60% da faixa de domínio já está desmatada.

O estudo prevê ocupação equivalente a 0,1% da área original do Parque Nacional do Jamanxim.

Há previsão de compensação com o plantio de 2 mil hectares de vegetação nativa e, segundo as informações, o licenciamento ambiental é apontado como etapa decisiva antes do edital de concessão.

A expectativa apresentada é de leilão em 2026. O prazo estimado para conclusão das obras é 2035, caso o cronograma seja mantido.

Ações judiciais e debates socioambientais

A Ferrogrão segue em análise no Supremo Tribunal Federal (STF).

A ação foi proposta pelo PSOL e questiona mudanças feitas em 2016 nos limites do Parque Nacional do Jamanxim. A liminar de 2021 suspendeu o avanço do projeto.

O governo federal apresentou pareceres defendendo que o traçado seja implantado na faixa de domínio da BR-163.

Organizações indígenas e ambientais afirmam que o traçado pode atravessar áreas sensíveis.

Esses grupos citam risco de desmatamento indireto, expansão agrícola e conflitos fundiários.

Estudos independentes questionam a relação entre ganhos logísticos e impactos ambientais.

Estrutura de engenharia e obras previstas

O projeto prevê 65 pontes ferroviárias, somando 81 quilômetros de extensão. Também estão previstos 4 viadutos ferroviários, totalizando cerca de 500 metros.

O plano inclui 10 viadutos rodoviários. Há 48 pátios de cruzamento previstos ao longo da ferrovia.

A maior ponte será construída sobre o rio Peixoto, com cerca de 250 metros. O projeto indica que não haverá necessidade de túneis.

A proposta aponta que não será necessário reassentar comunidades.

Redução de custos logísticos e impacto no transporte

Projeto da Ferrogrão: ferrovia de 933 km entre Sinop e Miritituba promete até R$ 8 bi/ano em economia e mais de 400 caminhões fora da BR-163.
Projeto da Ferrogrão: ferrovia de 933 km entre Sinop e Miritituba promete até R$ 8 bi/ano em economia e mais de 400 caminhões fora da BR-163.

Os estudos indicam redução de até 20% no custo do frete agrícola. A economia anual estimada é de R$ 8 bilhões.

A capacidade prevista é de até 69 milhões de toneladas por ano. Cada composição poderá transportar cerca de 16,9 mil toneladas.

Essa capacidade pode substituir aproximadamente 422 caminhões por viagem. A projeção aponta retirada diária de mais de 400 caminhões da BR-163.

O menor fluxo de veículos pesados tende a reduzir desgaste da rodovia. Especialistas citam possível diminuição no risco de acidentes.

Emissões de CO₂ e compensações ambientais

Estudos do projeto estimam redução de 40% nas emissões de CO₂ no corredor logístico.

A queda pode representar cerca de 3,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano.

O plano prevê plantio de 2 mil hectares de vegetação nativa como compensação.

Pesquisadores independentes afirmam que benefícios podem ser reduzidos por desmatamentos indiretos.

Esse ponto segue como área de divergência entre governo, setor produtivo e entidades ambientais.

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Integração logística no Arco Norte

O projeto inclui terminais ferroviários em Sinop e Miritituba. O plano prevê quatro novos portos fluviais em Santarém, Barcarena, Itacoatiara e Santana (AP).

A expectativa é ampliar a integração entre ferrovia e navegação fluvial. O Arco Norte é tratado como rota alternativa aos portos do Sul e Sudeste.

A configuração reduz o percurso para exportações do Centro-Oeste. Essa rota tende a favorecer embarques com destino à Europa e à Ásia.

Caminhoneiros e integração multimodal

O projeto não elimina a participação dos caminhoneiros. A equipe técnica afirma que o caminhão continuará essencial para levar cargas até os terminais ferroviários.

A mudança esperada é a redução de longas viagens até os portos. Especialistas dizem que o modelo pode suavizar picos de demanda por frete.

O setor produtivo avalia que a integração multimodal traz maior previsibilidade ao escoamento.

Você acredita que a Ferrogrão conseguirá avançar após as etapas de licenciamento e análise judicial?

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Elidio Martinelli
Elidio Martinelli
17/11/2025 07:12

PARA VARIAR. IBAMA, MP, PARTIDOS DA EXTREMA ESQUERDA COMUNISTA E JUDICIÁRIO ATRAPALHANDO O BRASIL COMO SEMPRE.

Climaco Cezar de Souza
Climaco Cezar de Souza
17/11/2025 03:53

E como encherão o lago gatun no Panamá sem o qual tal ferrovia caríssima não existe?

Climaco Cezar de Souza
Climaco Cezar de Souza
17/11/2025 03:50

E como farao para levar agua para o lago gatun NO PANAMÁ – cada dia mais raso pelas mudanças climaticas – e sem o qual TAL FERROVIA NÃO EXISTE?

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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