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NASA quer levar astronautas à Lua até 2028, cortar bilhões em atrasos acumulados desde 2009 e reclassificar Plutão como planeta, em plano que aposta em reestruturação, base lunar e corrida espacial contra a China no orçamento de 2027

Escrito por Carla Teles
Publicado em 01/05/2026 às 22:41
Atualizado em 01/05/2026 às 22:45
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Astronautas, NASA, Lua, Plutão e orçamento entram no novo plano espacial dos EUA.
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Astronautas voltam ao centro da estratégia da NASA em proposta de orçamento para 2027 que mira pouso lunar até 2028, reestruturação interna, base permanente na Lua e revisão do status de Plutão.

Astronautas voltaram ao núcleo da nova estratégia da NASA depois que o administrador Jared Isaacman apresentou a proposta de orçamento para o ano fiscal de 2027 com a meta de levar americanos de volta à superfície lunar até 2028. O plano foi apresentado ao Congresso e se apoia na campanha Artemis, em mais testes de pouso comercial, no avanço de sistemas para uma base permanente na Lua e na ampliação da presença americana no espaço em meio à disputa com a China.

A proposta chama atenção porque não trata apenas de calendário espacial. Isaacman também ligou o novo plano a uma reestruturação da agência, criticou o histórico de atrasos e de estouros de custo e defendeu revisitar a classificação de Plutão. O pacote combina exploração lunar, reorganização administrativa e um discurso de liderança geopolítica em um momento em que a NASA tenta acelerar prazos sem perder protagonismo.

O que muda com a meta de levar astronautas à Lua até 2028

Astronautas, NASA, Lua, Plutão e orçamento entram no novo plano espacial dos EUA.

O coração do orçamento é a promessa de retornar astronautas à Lua até 2028. No texto oficial, a NASA afirma que quer não apenas revisitar a superfície lunar, mas estabelecer uma presença sustentada, com operações de longo prazo, ciência e atividade econômica no satélite. Isso muda o tamanho da ambição: a Lua deixa de ser só destino de chegada e passa a ser tratada como infraestrutura para a próxima fase da exploração.

Essa guinada também tem peso político. Reuters informou que Isaacman assumiu a chefia da NASA com o discurso de acelerar a volta à Lua nesta década para não perder terreno para a China, que também trabalha com metas lunares próprias. Assim, a corrida espacial volta a ser tratada como disputa estratégica, e não apenas científica.

Os números que explicam a pressão por uma reestruturação

Um dos argumentos centrais da nova gestão é o tamanho do desperdício acumulado. Em depoimento ao Senado, Isaacman citou a avaliação de 2025 do Government Accountability Office, segundo a qual os grandes projetos da NASA acumularam cerca de US$ 15 bilhões em estouros de custo desde 2009. Esse número virou a justificativa mais forte para a promessa de correção de falhas e aceleração da agência.

Para enfrentar esse passivo, Isaacman disse que a NASA pretende reconstruir competências internas, transferindo o trabalho de milhares de contratados para cargos de servidores civis. Segundo ele, isso pode liberar centenas de milhões de dólares para os objetivos centrais da agência, especialmente os ligados à Lua e a Marte.

Como a NASA quer transformar a Lua em base de operação

O orçamento de 2027 deixa claro que a agência quer iniciar trabalho rumo a uma base lunar permanente. O documento fala em ampliar a cadência de pousos comerciais, acelerar testes de landers e usar missões robóticas e tripuladas para montar essa presença duradoura. A ideia é que a Lua funcione como campo de prova para sistemas, operações e tecnologias que depois serão usados em missões humanas a Marte.

Esse plano envolve parceria com a indústria privada, transporte de equipamentos, habitats, rovers e sistemas de suporte. A NASA também liga essa expansão lunar ao crescimento de uma economia orbital comercial, com estações espaciais desenvolvidas pelo setor privado para assumir funções após a desativação da ISS em 2030.

O que mais entra no orçamento além da Lua

Embora o foco principal esteja nos astronautas e na Lua, a proposta também preserva outras missões relevantes. O orçamento mantém o telescópio Nancy Grace Roman e reforça a missão Dragonfly, prevista para julho de 2028, quando um veículo nuclear será lançado para explorar Titã, lua de Saturno. O próprio documento da NASA destaca aumento de recursos para garantir essa missão e a autorização nuclear necessária ao lançamento.

Outro ponto importante é a energia. A NASA afirma que sistemas de fissão serão fundamentais para sustentar um acampamento lunar por longos períodos, sobretudo por causa dos intervalos de escuridão na superfície. Isso mostra que o plano não se resume ao pouso de astronautas, mas tenta resolver como manter seres humanos e equipamentos funcionando de forma contínua na Lua.

Por que Plutão voltou ao debate no meio do orçamento

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Além do pacote lunar, Isaacman recolocou Plutão no debate público ao dizer ao Senado que está no campo de “fazer Plutão voltar a ser planeta”. Segundo ele, a NASA trabalha em artigos científicos para reabrir a discussão dentro da comunidade astronômica e, ao mesmo tempo, dar novo reconhecimento a Clyde Tombaugh, o astrônomo americano que descobriu Plutão em 1930.

A fala tem peso simbólico porque conecta ciência, identidade nacional e disputa de narrativa. A classificação oficial continua nas mãos da União Astronômica Internacional, que rebaixou Plutão em 2006, mas o simples fato de o chefe da NASA levantar o tema em uma audiência orçamentária já transformou a proposta em algo maior do que uma discussão contábil.

O que esse plano revela sobre a nova fase da NASA

No conjunto, a proposta de 2027 tenta vender uma NASA mais rápida, mais enxuta e mais focada em resultados estratégicos. A agência quer cortar atrasos históricos, reforçar a presença americana na Lua, abrir espaço para novas parcerias comerciais e manter a exploração tripulada como símbolo de liderança tecnológica. O orçamento oficial resume essa visão em três frentes: liderança no espaço profundo, fortalecimento da base industrial espacial e aceleração de inovações.

Ao colocar astronautas, base lunar, Marte, economia orbital e até Plutão dentro do mesmo pacote, Isaacman tenta transformar o orçamento em manifesto de reposicionamento. O desafio agora será converter ambição em execução, especialmente depois de anos de atrasos, estouros de custo e disputas sobre prioridades dentro da própria agência.

Você acha que a NASA conseguirá levar astronautas à Lua até 2028 e ainda reorganizar a agência sem repetir os atrasos que marcaram os últimos anos?

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Carla Teles

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