O processo de desinvestimento de ativos da Petrobras, especialmente no refino, é relevante porque permite trazer novos competidores para o Brasil, afirmou hoje Sandro Paes Barreto, gerente geral de comercialização no mercado interno da Petrobras.
Em participação em um painel na Rio Oil & Gas, o executivo destacou que a multiplicidade de agentes é necessária para garantir a oferta e salientou que esse processo “é muito mais complexo do que simplesmente a venda das refinarias”.
“Obviamente esse é um processo muito significativo”, garantiu. Ele salientou que o distribuidor tem a decisão de quem comprará combustíveis, mas a garantia da oferta requer uma atuação mais refinada por parte da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), cujo papel deve ser de “maestro” num mercado em transformação.
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Isso porque a garantia da oferta deve se dar tanto para combustíveis tradicionais (gasolina, etanol, diesel, querosene de aviação) quanto para novas ofertas (biometano e bioQAV, por exemplo). Existem regiões, exemplificou, que vão possuir alta oferta de biometano, cujo atendimento tem que ser assegurado, sem quebras para toda a cadeia.
“O mercado quando é justo e transparente, tende a se ajustar, com regulação leve e saudável”, destacou ele.

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