Depois de 43 anos em uma siderúrgica, Sally se aposentou aos 73, mas voltou ao mercado apenas dois meses depois. Hoje, aos 85, chega às 6h para abrir o escritório, mantém contato diário com colegas e complementa a renda da Previdência Social e do plano de aposentadoria da antiga empresa
Depois de trabalhar 43 anos no departamento de vendas de uma siderúrgica, Sally Ann McCarter se aposentou aos 73 imaginando uma rotina tranquila. Um ou dois meses bastaram para mudar seus planos. Ela decidiu voltar a trabalhar e retornou ao mercado e, aos 85, continua empregada, chegando diariamente às 6h para abrir o escritório.

Sally Ann McCarter descobriu em dois meses que não queria ficar aposentada e decidiu voltar a trabalhar
Antes da longa carreira na siderúrgica, Sally trabalhou como secretária em uma faculdade de formação de professores.
Depois, entrou para a empresa do setor siderúrgico, onde permaneceu por 43 anos no departamento de vendas.
-
Família decide podar a palmeira favorita do filho no quintal e termina a limpeza em choque ao encontrar 83 escorpiões escondidos em apenas 9 folhas, enquanto duas crianças pequenas viviam normalmente dentro da casa
-
Menino ouviu na escola que crianças na África não tinham água limpa, juntou dinheiro fazendo tarefas em casa e transformou uma única ideia infantil no primeiro poço que mudou uma comunidade em Uganda
-
Jovem que perdeu completamente a visão supera barreiras, forma-se em Direito e entra para a história como a primeira mulher cega a atuar na Suprema Corte da Índia
-
Menina de 14 anos termina o ensino fundamental como melhor aluna enquanto vive com a família em abrigo, consegue vaga em escola disputada e recebe uma casa da prefeitura
A aposentadoria veio aos 73 anos. Sally esperava aproveitar o tempo livre e viajar, mas a experiência ficou distante do que havia imaginado.
Em apenas um ou dois meses, percebeu que sentia falta principalmente da rotina, do contato com outras pessoas e de permanecer ocupada. Viúva, também concluiu que viajar sozinha não tinha o mesmo significado.
Mesmo acreditando que a idade poderia dificultar uma nova contratação, Sally conseguiu outro emprego rapidamente. Doze anos depois daquela tentativa de aposentadoria, continua trabalhando.
Atualmente, ela atua na recepção de uma empresa de fulfillment. Atende clientes e ligações, recebe visitantes e também auxilia outros departamentos quando há necessidade.

Decidiu voltar a trabalhar: Aos 85 anos, chega duas horas e meia antes da abertura da empresa
A rotina começa bem antes do expediente oficial. A empresa abre às 8h30, mas Sally costuma chegar às 6h. É ela quem destranca a porta e começa a preparar o escritório.
Segundo relatou ao Business Insider, chegar antecipadamente é uma decisão pessoal. Sally não cobra pelas horas anteriores ao início oficial do expediente e normalmente permanece trabalhando até as 12h30.
Suas atividades também ultrapassam as tarefas da recepção. Quando outros setores precisam de apoio, ela se oferece para ajudar.
Recentemente, colaborou com o departamento de contabilidade enquanto uma funcionária estava afastada.
O convívio profissional é uma das principais razões para permanecer na ativa. “Eu sentia falta das pessoas e da companhia”, afirmou.
Depois da morte do marido, Sally passou a morar sozinha. Ela também perdeu dois irmãos e, mais recentemente, uma cunhada. Outros parentes vivem nas Carolinas.
Fora do escritório, mantém amizades e costuma jantar nas noites de sexta-feira com um casal que conheceu no trabalho. Um vizinho também a ajuda com algumas tarefas, incluindo os impostos.
Trabalho complementa Previdência Social e aposentadoria da siderúrgica
Sally recebe US$ 2.547 por mês da Previdência Social americana e aproximadamente US$ 1 mil mensais do plano de aposentadoria da siderúrgica onde trabalhou.
Ela afirma que conseguiria viver sem o salário do emprego atual, mas precisaria controlar os gastos com muito mais cuidado.
Parte das despesas está ligada à residência onde vive. Sally usou suas economias para comprar o terreno e construir uma casa de madeira em uma propriedade de quatro acres, com três quartos e dois banheiros.
Seu marido viveu aproximadamente seis anos na casa antes de morrer. Atualmente, Sally ainda paga financiamento e enfrenta os gastos regulares de manutenção do imóvel.
A experiência também mudou sua visão sobre planejamento financeiro. Sua recomendação para quem ainda trabalha é reservar parte do salário semanalmente e começar a preparar a aposentadoria com antecedência.
Sally afirma não tomar medicamentos, diz ter sido hospitalizada apenas uma vez, por apendicite, e realiza acompanhamento médico a cada três meses. Aos 85 anos, não estabeleceu uma data para abandonar novamente o mercado.
“Vou continuar trabalhando enquanto puder. Estou vivendo um dia de cada vez”, afirmou.
Esta matéria foi elaborada com base em informações do Business Insider e no material-base fornecido, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.
