1. Início
  2. Curiosidades
  3. Mulher de 50 anos recebia US$ 16,50 por hora, mas um erro de pagamento elevou o valor para US$ 1.650, deixou US$ 19.388 a mais na folha de pagamento
Faça um comentário 4 min de leitura

Mulher de 50 anos recebia US$ 16,50 por hora, mas um erro de pagamento elevou o valor para US$ 1.650, deixou US$ 19.388 a mais na folha de pagamento

Imagem de perfil do autor Fabio Lucas Carvalho
Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 19/08/2026 às 21:57 Atualizado em 19/08/2026 às 22:17
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

Rene Nichole Coleman recebeu US$ 19.388 a mais após uma falha no sistema de folha durante um turno de 12 horas; polícia afirma que ela não devolveu o valor e o caso terminou em acusação criminal no Arkansas.

Um erro de pagamento que alterou o salário de uma funcionária de US$ 16,50 para US$ 1.650 por hora terminou em prisão e acusação criminal no Arkansas, nos Estados Unidos. Rene Nichole Coleman, de 50 anos, recebeu US$ 19.388 a mais após trabalhar um turno de 12 horas em maio de 2025 e, segundo documentos policiais citados pela imprensa local, recusou-se posteriormente a devolver o dinheiro.

O episódio aconteceu em Jonesboro e só chegou à fase de prisão meses depois. Coleman foi detida em 6 de abril de 2026 e passou a enfrentar uma acusação de theft of property envolvendo valor superior a US$ 5 mil e inferior a US$ 25 mil, classificada no Arkansas como felony Classe C.

Erro de pagamento colocou US$ 1.650 por hora na folha

A origem do caso foi uma falha no sistema utilizado para processar a folha salarial.

Segundo o affidavit de causa provável descrito pela emissora local KAIT, Coleman normalmente recebia US$ 16,50 por hora. No entanto, em 10 de maio de 2025, o sistema registrou sua remuneração como US$ 1.650 por hora durante um turno de 12 horas.

O documento atribuiu ao problema um pagamento excedente de US$ 19.388.

O valor deve ser entendido como aquele registrado pelas autoridades no caso. A documentação citada pelas reportagens não detalha a composição da folha, descontos ou outros lançamentos que expliquem individualmente como o total excedente foi calculado.

A diferença foi descoberta posteriormente pela empresa, que buscou recuperar o dinheiro.

Polícia diz que funcionária se recusou a devolver valor

A situação deixou de ser apenas uma questão administrativa depois que o empregador procurou a polícia.

De acordo com o NEA Report, uma denúncia foi apresentada em 12 de agosto de 2025. O affidavit afirma que, depois de identificar o erro, a empresa tentou obter de volta o pagamento excedente, mas Coleman teria se recusado a devolver o valor.

Essa afirmação faz parte da acusação apresentada às autoridades e não deve ser tratada como uma conclusão judicial definitiva sobre a responsabilidade da ex-funcionária.

O empregador também entregou aos investigadores documentos financeiros e e-mails que, segundo o relato policial, sustentavam a reclamação sobre o pagamento.

Um investigador entrou em contato com Coleman por telefone. Conforme o affidavit, ela concordou em comparecer para conversar com a polícia, mas não apareceu.

Posteriormente, foi emitido um mandado de prisão.

Prisão ocorreu quase 11 meses depois do turno

Coleman permaneceu fora da custódia durante meses. Em 6 de abril de 2026, investigadores de Jonesboro foram informados de que ela havia sido presa em razão de um mandado pendente.

Na mesma data, o caso avançou judicialmente com a conclusão de que havia causa provável para uma acusação de furto de propriedade envolvendo mais de US$ 5 mil e menos de US$ 25 mil.

A classificação utilizada no Arkansas é Class C felony. Por isso, embora o caso envolva uma acusação de furto, não é adequado simplesmente equiparar a expressão norte-americana a “furto qualificado” do direito brasileiro, que possui definição jurídica própria.

A cobertura da FOX Local também registra que Coleman enfrentava a acusação relacionada aos US$ 19.388 pagos por engano e que o episódio começou com a alteração da taxa horária no sistema de folha.

Fiança foi estabelecida em US$ 15 mil

Após a prisão, a Justiça estabeleceu fiança de US$ 15 mil.

As três reportagens que descrevem os documentos do caso também apontavam que a próxima audiência de Coleman estava prevista para 18 de maio de 2026.

O processo criminal surgiu, portanto, quase um ano depois do turno de 12 horas em que ocorreu o pagamento incorreto.

O ponto central da acusação não é simplesmente o fato de Coleman ter recebido dinheiro por engano. Segundo o affidavit policial, a investigação avançou porque o empregador alegou ter comunicado o erro e solicitado a devolução dos recursos, enquanto Coleman teria se recusado a restituí-los.

Até a fase descrita nos registros de abril de 2026, Coleman enfrentava uma acusação, e as alegações policiais ainda não representavam uma condenação definitiva. O caso transformou uma falha de folha de pagamento que elevou temporariamente uma remuneração de US$ 16,50 para US$ 1.650 por hora em uma disputa de US$ 19.388 levada à Justiça criminal do Arkansas.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x