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1 comentário 6 min de leitura

Motorista abriu o aplicativo em Palmas e encontrou R$ 131 milhões enviados por erro do Bradesco, devolveu tudo sete horas depois, afirmou que a tarifa bancária subiu e agora cobra mais de R$ 13 milhões na Justiça

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Escrito por Flavia Marinho Publicado em 19/08/2026 às 22:03 Atualizado em 19/08/2026 às 22:28
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Um erro bancário colocou R$ 131.870.227,00 na conta de Antônio Pereira do Nascimento em junho de 2023, o motorista devolveu todo o dinheiro ao Bradesco, mas afirma ter enfrentado cobrança indevida, pressão psicológica e prejuízos que levaram o caso à Justiça.

R$ 131.870.227,00 apareceram inesperadamente na conta de um motorista de Palmas, no Tocantins. Antônio Pereira do Nascimento permaneceu com a quantia por cerca de sete horas, comunicou o erro bancário e devolveu integralmente o dinheiro.

A atitude correta, porém, não encerrou o problema. Após a devolução, Antônio afirmou que sua conta foi colocada na categoria VIP, a tarifa bancária aumentou e a abordagem para recuperar o valor provocou pressão psicológica. A informação foi publicada pelo g1, portal de notícias com cobertura nacional e regional no Brasil.

O caso aconteceu em junho de 2023, mas chegou à Justiça em julho de 2024. O motorista passou a cobrar R$ 13.187.022,00 como recompensa e mais R$ 150 mil por danos morais, embora nenhum desses pedidos tivesse sido julgado até 12 de junho de 2026.

O saldo de R$ 131 milhões apareceu onde havia somente R$ 227

Antes do erro bancário, Antônio tinha R$ 227 na conta. Ao abrir o aplicativo, encontrou um saldo que dificilmente conseguiria imaginar: mais de R$ 131 milhões disponíveis em seu nome.

O motorista, pai de quatro filhos e avô de 14 netos, não utilizou parte alguma da quantia. Ele procurou o banco e autorizou a devolução, fazendo com que o saldo retornasse aos R$ 227 que realmente lhe pertenciam.

Antes do erro bancário, Antônio tinha R$ 227 na conta.
Antes do erro bancário, Antônio tinha R$ 227 na conta.

A experiência de ficar milionário durou aproximadamente sete horas. Apesar da repercussão nacional, o episódio não alterou sua situação financeira. “Estou do mesmo jeito, trabalhando para comer. Eu devolvi o dinheiro e não vi dinheiro nenhum lá”, declarou Antônio.

O erro partiu do próprio Bradesco e envolveu uma transferência destinada a outra instituição

Antônio não digitou uma chave incorreta, não escolheu um destinatário errado e também não solicitou a movimentação. O depósito de R$ 131.870.227,00 foi provocado por um erro operacional do Bradesco.

O dinheiro deveria ter sido enviado para outra instituição financeira, mas acabou direcionado à conta do motorista. O banco não explicou publicamente qual falha técnica permitiu que uma operação desse tamanho chegasse a um cliente comum.

Isso diferencia o episódio dos erros mais conhecidos entre pessoas, nos quais alguém digita um dado incorreto ou seleciona o contato errado antes de confirmar o pagamento. No caso de Antônio, a movimentação nasceu dentro da operação bancária, sem qualquer participação dele.

A devolução terminou, mas a conta teria sido classificada como VIP

O retorno do dinheiro deveria colocar um ponto final no episódio. Antônio, porém, afirma que sua conta foi enquadrada como VIP por causa do saldo milionário, uma categoria destinada a clientes com maior capacidade financeira.

A mudança teria elevado a tarifa mensal de R$ 36 para R$ 70. Assim, o homem que devolveu mais de R$ 131 milhões acabou enfrentando uma cobrança mais alta ligada a um dinheiro que nunca foi seu.

O g1, portal de notícias com cobertura nacional e regional no Brasil, também detalhou a alegação de que o gerente exerceu pressão psicológica durante a devolução. O Bradesco informou que não comenta processos em andamento na Justiça.

A defesa afirma ainda que a repercussão expôs a vida do motorista e provocou constrangimentos. Esses elementos sustentam o pedido de R$ 150 mil por danos morais.

Dinheiro recebido por engano precisa ser devolvido e não se torna propriedade do cliente

Um valor depositado por erro bancário não passa a pertencer ao titular da conta. O cliente não deve gastar, transferir ou esconder a quantia, mesmo que consiga movimentá-la pelo aplicativo.

O procedimento mais seguro é avisar imediatamente a instituição financeira e guardar os registros do atendimento. A devolução deve ocorrer pelos canais do próprio banco, evitando que o cliente envie o dinheiro para uma conta indicada por desconhecidos.

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Antônio fez justamente isso. Ele comunicou o Bradesco e restituiu o montante integralmente, sem comprar bens ou retirar qualquer parte do saldo.

A discussão judicial não envolve o direito de permanecer com os R$ 131 milhões. O ponto central é saber se a devolução voluntária permite o pagamento de uma recompensa e se os transtornos posteriores justificam uma indenização.

Defesa cobra 10% do valor devolvido como recompensa

A ação foi apresentada à 6ª Vara Cível de Palmas em julho de 2024. Os advogados de Antônio pedem R$ 13.187.022,00, quantia equivalente a 10% do dinheiro devolvido ao Bradesco.

A defesa tenta aplicar ao caso o artigo 1.234 do Código Civil, dispositivo que trata da recompensa oferecida a quem encontra um bem perdido e o restitui ao proprietário. A dúvida é se essa regra também pode alcançar uma transferência bancária criada por erro operacional.

O pagamento não é automático. A Justiça ainda precisa decidir se um saldo colocado por engano em uma conta pode ser tratado da mesma maneira que um objeto encontrado e devolvido.

Além da recompensa, Antônio cobra R$ 150 mil por danos morais. O pedido considera a pressão psicológica alegada, a exposição pública e as cobranças bancárias relacionadas ao episódio.

Justiça ainda não havia concedido recompensa nem indenização ao motorista

Em março de 2026, o juiz dispensou as testemunhas indicadas pelas partes. Ele entendeu que os documentos reunidos no processo eram suficientes e que a ação poderia seguir para julgamento sem novos depoimentos.

A defesa apresentou embargos de declaração, um pedido usado para solicitar esclarecimento ou correção quando uma decisão apresenta possível omissão, contradição ou falta de clareza. O recurso ainda estava em análise em 12 de junho de 2026.

Isso significa que Antônio não havia recebido os R$ 13.187.022,00 de recompensa nem os R$ 150 mil de indenização. A sentença seria proferida somente depois da análise dos recursos pendentes.

O Bradesco também não havia apresentado proposta de acordo. Até aquela data, o motorista continuava trabalhando e esperando uma decisão sobre um episódio iniciado três anos antes.

A honestidade devolveu o dinheiro ao banco, mas não evitou a disputa

Antônio permaneceu milionário por apenas sete horas e terminou o dia com os mesmos R$ 227 que possuía antes do erro. Sua decisão de não tocar no dinheiro evitou um problema ainda maior, mas não impediu as tarifas contestadas, a exposição e a batalha judicial.

O processo agora precisa definir se a devolução espontânea de uma quantia milionária gera direito a recompensa e se a conduta atribuída ao banco provocou danos indenizáveis. Enquanto não houver sentença, o motorista não tem qualquer pagamento garantido.

Você acredita que devolver espontaneamente uma fortuna recebida por erro bancário deveria gerar recompensa, ou apenas cumprir uma obrigação? Deixe sua opinião e compartilhe o caso.

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19/08/2026 22:53

O erro foi deles,e sim eles deveriam ser gratos pela devolução pois poderiam. Em ter notado o erro caso ele tivesse ficado com o dinheiro,até mudaram a conta dele pra VIP,se ele não tivesse sido honesto estaria milionário ainda e o banco nem teria visto o erro

Fonte
Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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