Em Goiânia, um vídeo do canal Carros com Thiago revela como um Ônix 1.0 turbo com 130 mil km teve freio duro e perda de potência após o desgaste precoce da correia banhada a óleo, exigindo manutenção de R$ 3 mil.
No canal Carros com Thiago, um Ônix 1.0 turbo serviu de exemplo para esclarecer dúvidas sobre os motores 1.0 de três cilindros com correia banhada a óleo — um tema que divide opiniões entre motoristas e mecânicos.
O vídeo mostra, na prática, como identificar o problema, o que precisa ser trocado e quanto custa o reparo, com a ajuda de uma oficina parceira do youtuber, em Goiânia (GO).
Freio duro, perda de potência e o diagnóstico inicial
O proprietário levou o veículo à oficina após perceber freio duro e perda de potência.
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A desmontagem inicial revelou grande acúmulo de detritos da correia sob a tampa de válvulas, sinal de desgaste avançado. Ricardo explicou que esse tipo de detrito entope a bomba de vácuo — o que causa o endurecimento do pedal de freio — e, posteriormente, o pescador de óleo, podendo levar à perda total do motor.
O mecânico observou que o filtro de óleo instalado era paralelo e de qualidade inferior, fator que pode acelerar o desgaste.
Segundo o manual da montadora, a correia deve ser substituída a cada 240 mil km, mas, na opinião de mecânico Ricardo, essa quilometragem é alta demais. Ele recomenda a troca a cada 150 mil km, mesmo utilizando o óleo correto.
Etapas da manutenção e o estado interno do motor
Durante o procedimento, a equipe retirou o cárter para verificar o pescador e encontrou detritos de correia acumulados no fundo, além de pequenos fragmentos de cola e borracha. A limpeza foi realizada antes da substituição das peças.
Ricardo destacou que, em casos como esse, não adianta apenas limpar a bomba de vácuo — é preciso substituí-la completamente. No vídeo, ele mostra o componente antigo cheio de resíduos e a nova bomba original GM instalada.
O motor, com 130 mil km rodados, apresentava boa condição geral, sem sinais de desgaste nos comandos. Segundo o mecânico, o problema estava restrito à contaminação provocada pela correia.
Ele também mostrou que o modelo usa duas correias: a superior (banhada a óleo) e uma inferior, responsável por acionar a bomba de óleo. Ambas foram trocadas.
A confusão entre óleos “iguais” que não são iguais
Um dos pontos centrais do vídeo é a explicação sobre o óleo lubrificante. Embora ambos sejam 5W30, há diferenças entre os produtos. O óleo correto para motores com correia banhada a óleo precisa ter aditivos GDI específicos.
Ricardo mostrou dois frascos de 5W30 lado a lado: um tradicional, indicado para motores com corrente de comando, e outro GDI, compatível com o Ônix, Tracker e Ford Ka.
A aparência e a numeração na embalagem são semelhantes, o que confunde muitos motoristas. Segundo o mecânico, ao utilizar o óleo errado, a correia absorve o lubrificante indevido e se deteriora rapidamente, podendo se romper.
Ele enfatizou que, uma vez contaminada, a correia precisa ser substituída mesmo que o óleo correto seja usado depois. Essa “pegadinha”, como ele chamou, é uma das principais causas de falhas precoces nesses motores.
Montagem, teste e valores da manutenção
Após a limpeza e substituição das peças, a oficina instalou a nova bomba de vácuo, correias, tensor, mangueira de retorno e filtros, todos originais da GM. O motor foi remontado, recebeu o óleo AC Delco 5W30 GDI e foi colocado em funcionamento.
O carro ligou normalmente, sem ruídos anormais ou luzes de alerta no painel. “Funcionando redondinho”, comentou Thiago ao mostrar o resultado final.
O serviço completo — incluindo troca das duas correias, bomba de vácuo e limpeza — custou cerca de R$ 3.000.
Já a manutenção preventiva, que consiste apenas na troca das correias antes que surjam problemas, fica em torno de R$ 1.975, considerando peças (R$ 810 da correia principal, R$ 165 da correia auxiliar) e mão de obra de aproximadamente R$ 1.000.
Recomendações finais para donos de motores 1.0 turbo
Ricardo reforçou que a prevenção é sempre mais barata que o conserto. Ele recomenda usar o óleo correto (5W30 GDI), filtro original e fazer a troca da correia antes dos 150 mil km, especialmente se o carro roda em condições severas.
Thiago encerrou o vídeo pedindo que os espectadores se inscrevam no canal Carros com Thiago para acompanhar mais conteúdos de manutenção real, ressaltando que o objetivo é esclarecer dúvidas e evitar prejuízos com descuidos aparentemente simples, mas de alto impacto no bolso e na vida útil do motor.
