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Mitsubishi encerra produção da L200 no Brasil após 34 anos e quase 500 mil unidades, substitui modelo pela nova Triton com motor de 205 cv e muda estratégia no mercado de picapes médias

Escrito por Noel Budeguer
Publicado em 13/02/2026 às 19:30
Atualizado em 13/02/2026 às 19:32
Assista o vídeoMitsubishi encerra produção da L200 no Brasil após 34 anos e quase 500 mil unidades, substitui modelo pela nova Triton com motor de 205 cv e muda estratégia no mercado de picapes médias
Em Brasil, a Mitsubishi encerrou a produção da L200 após 34 anos e quase 500 mil unidades para concentrar vendas na nova Triton lançada em 2024, provocando mudança total no portfólio e chamando atenção do mercado automotivo.
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Em Brasil, a Mitsubishi encerrou a produção da L200 após 34 anos e quase 500 mil unidades para concentrar vendas na nova Triton lançada em 2024, provocando mudança total no portfólio e chamando atenção do mercado automotivo.

A Mitsubishi colocou um ponto final em uma das histórias mais marcantes do segmento de picapes médias no Brasil. A L200 saiu oficialmente de linha no fim de 2025 e deixou de aparecer no site da marca.

Foram 34 anos de presença no mercado brasileiro e quase 500 mil unidades vendidas. Um número que mostra o tamanho do impacto da picape no país.

Agora, a estratégia mudou completamente. A fabricante japonesa decidiu concentrar forças na nova geração, que deixou de usar o nome L200 e passou a se chamar apenas Triton.

L200 sai de linha após três décadas e marca o fim de uma era no Brasil

A L200 chegou ao Brasil em 1991, ainda importada, em sua segunda geração. Desde então, se tornou uma das picapes médias mais conhecidas do país.

Ao longo de mais de três décadas, o modelo atravessou diferentes gerações, ganhou novas motorizações e passou por mudanças importantes.

Em 2025, porém, a produção foi encerrada definitivamente. Durante parte do ano, a antiga geração ainda foi fabricada na planta de Catalão, em Goiás, ao lado da sexta geração da picape.

Mas manter dois modelos diferentes no portfólio deixou de fazer sentido com a chegada das versões mais básicas da nova Triton.

Nova Triton substitui a L200 e passa a ser única picape da marca

Lançada em novembro de 2024, a sexta geração passou a usar apenas o nome Triton. A mudança não foi apenas estética. A picape assumiu oficialmente o posto de única caminhonete da Mitsubishi no Brasil.

A versão de entrada é a GL, voltada exclusivamente para empresas, com opção de câmbio manual ou automático. O preço é divulgado sob consulta.

Também estão disponíveis as versões GLS, HPE, HPE S, Katana e a tradicional Savana, conhecida pelo apelo aventureiro. A Savana é atualmente a configuração mais cara da linha.

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Motor 2.4 turbodiesel de 205 cv e tração 4×4 em todas as versões

Independentemente da versão escolhida, a nova Triton utiliza o mesmo conjunto mecânico.

O motor é um 2.4 turbodiesel com 205 cv de potência e 47,9 kgfm de torque. O câmbio é manual de seis marchas na versão GL e automático de seis marchas nas demais configurações, com trocas sequenciais pela alavanca.

A tração 4×4 está presente em todas as versões, mas com dois sistemas diferentes.

Nas versões GL MT, GL AT, GLS e HPE, o sistema é o Easy Select, que oferece três modos de condução.

Já nas versões HPE S, Katana e Savana, o sistema é o Super Select II, que traz quatro modos de condução, bloqueio central e bloqueio do diferencial traseiro. O detalhe que mais chama atenção é justamente essa diferença técnica nas versões mais caras.

Da importação em 1991 à produção nacional em Goiás

A história da L200 no Brasil começou em 1991. Na época, a segunda geração era importada.

Em 1998, com a inauguração da fábrica da Mitsubishi em Catalão, Goiás, a produção passou a ser nacional. O modelo utilizava motor 2.5 diesel de 87 cv e 20,5 kgfm de torque.

Em 2003, uma nova geração marcou a introdução do câmbio automático em picapes diesel no país. O mesmo motor 2.5 passou a entregar 121 cv e, na versão topo de linha, 141 cv e até 30,6 kgfm de torque.

Em 2004, surgiu a versão Savana, que permanece no portfólio até hoje.

Evolução das gerações trouxe motores de até 205 cv e versões flex

Em 2007, chegou ao Brasil a quarta geração, chamada L200 Triton. Ela trazia motor 3.2 turbodiesel de até 180 cv e 38 kgfm de torque, permanecendo em linha até 2016.

Durante esse período, também houve versões flex, incluindo motor 3.5 V6 de 205 cv e 33,5 kgfm e um 2.4 de quatro cilindros com 142 cv e 22 kgfm de torque.

No final de 2016, foi lançada a quinta geração, equipada com motor 2.4 turbodiesel em alumínio, entregando 190 cv e 43,9 kgfm.

Essa geração passou por atualização na linha 2021 e foi vendida até o fim de 2025, já apenas com o nome L200, convivendo com a nova Triton lançada no final de 2024.

O resultado é uma mudança clara de posicionamento da Mitsubishi no Brasil. A L200 encerra sua trajetória histórica e a Triton assume sozinha a responsabilidade de manter a marca no competitivo segmento de picapes médias, algo que certamente chama atenção de consumidores e do próprio mercado automotivo.

E você, acha que a mudança de nome e estratégia foi acertada ou a L200 deveria continuar no mercado brasileiro?

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Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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