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Minas troca charretes por modelos elétricos em cidades turísticas, com leis municipais, apoio do Ministério Público e indenização aos operadores para manter o passeio e reduzir riscos no transporte de visitantes

Escrito por Carla Teles
Publicado em 14/04/2026 às 11:01
Atualizado em 14/04/2026 às 11:14
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Em Minas, charretes viram modelos elétricos: leis municipais e Ministério Público impulsionam a troca com indenizações aos operadores.
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Com leis municipais, apoio do Ministério Público e indenizações, cidades de Minas Gerais mantêm o serviço e reduzem riscos no transporte de visitantes

Cidades históricas e turísticas de Minas Gerais começaram a substituir charretes de tração animal por modelos elétricos, em uma transição amparada por leis municipais e acordos com o Ministério Público.

A mudança busca manter o passeio tradicional, mas com menos risco no transporte de visitantes e sem a dependência de cavalos, após episódios de acidentes e preocupações com maus-tratos.

Por que Minas está substituindo charretes por modelos elétricos

As alterações foram motivadas por riscos de maus-tratos a animais e por ocorrências de acidentes envolvendo cavalos durante a operação do serviço turístico. Por isso, municípios passaram a aprovar normas para proibir veículos movidos a tração animal.

Na prática, a proposta é preservar a experiência turística das charretes, mas com um formato que reduz pontos críticos de segurança e de cuidado animal.

Tiradentes: acordo com Ministério Público e entrega de veículos

Em Tiradentes, a iniciativa partiu de um acordo entre prefeitura e o Ministério Público de Minas Gerais, por meio da coordenadoria estadual de defesa dos animais.

Em março, foram entregues dez charretes elétricas à associação local, custeadas com recursos de medidas compensatórias obtidas pelo órgão. A previsão é concluir a transição até o fim do ano, com a entrega de outras 20 unidades.

Depois disso, as charretes com cavalos serão proibidas na cidade, conforme lei municipal.

O que muda para os condutores e para os turistas

Os condutores que aderirem ao novo modelo devem entregar os veículos antigos e os dois cavalos usados em cada charrete. Os animais serão “aposentados” e destinados à doação.

A promotora Luciana Imaculada de Paula afirmou que houve resistência inicial da associação, mas a posição mudou após o contato com um protótipo. Ela também destacou o custo de manter dois animais por condutor, já que o cavalo precisa de descanso entre os dias.

Com os modelos elétricos, os condutores poderão operar até as 20h, enquanto antes o limite era 17h. Os veículos também ampliam a circulação para áreas onde os cavalos tinham dificuldade, além de trazerem cinto de segurança, capacidade para quatro passageiros e velocidade média de 12 km/h.

Poços de Caldas: fim da tração animal e indenização na transição

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No sul de Minas, Poços de Caldas encerrou a atividade com tração animal no dia 13 de março, após a cidade aprovar lei proibindo charretes movidas por cavalos. O serviço com modelos elétricos será operado por concessão.

Durante a transição, a legislação prevê indenização aos charreteiros, paga em parcelas, e auxílio mensal de R$ 3.640 por 12 meses para a alimentação dos animais nesse período. Os proprietários podem optar pela doação dos animais ao centro de controle de zoonoses.

A prefeitura afirma que orientou os trabalhadores para a reinserção no mercado e para eventual participação na futura concessão das carruagens elétricas.

Caxambu e São Lourenço: prazos, benefícios e proibição já em vigor

Em Caxambu, as charretes podem circular até maio, conforme lei sancionada após orientação encaminhada pela Promotoria. Em 2024, uma égua morreu na cidade enquanto transportava turistas, e o laudo apontou envenenamento.

A prefeitura informou que ofereceu aos charreteiros cadastrados um benefício de R$ 15 mil, que poderá ser revertido para a compra de modelos elétricos. Eles também receberão cesta básica por 12 meses.

Em São Lourenço, os passeios em charretes estão proibidos desde dezembro de 2023. Os 35 charreteiros receberam R$ 30 mil em três parcelas e um ano de cestas básicas.

O movimento em Minas indica uma transição que mistura turismo, legislação, compensação financeira e reorganização do serviço, sem encerrar a atividade.

Você acha que a substituição das charretes por modelos elétricos melhora o turismo ou muda demais a experiência para quem visita as cidades históricas?

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Carla Teles

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