Com o Estreito de Ormuz ainda fechado, a HFI Research alerta que o mercado de petróleo pode enfrentar pânico real no início de junho, enquanto estoques caem, preços seguem acima de US$ 100 e cresce o risco de compras em massa
Mercado de petróleo enfrenta um ponto de virada na primeira semana de junho se o Estreito de Ormuz continuar fechado, alerta a HFI Research. A empresa afirma que, nesse cenário, os mercados petrolíferos podem entrar em “pânico real”.
A avaliação contrasta com previsões otimistas sobre normalização do petróleo bruto. Para a HFI, essas projeções podem estar ligadas a “preconceitos psicológicos”, enquanto a matemática dos estoques indica pressão.
Mercado de petróleo em fase crítica
A HFI Research, voltada aos mercados de energia, afirmou no Substack que a primeira semana de junho pode marcar grande virada. O cenário, porém, não é seu caso base.
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A empresa escreveu que, se Ormuz estiver fechado, poderá ocorrer pânico no mercado de petróleo. A reação incluiria compra de petróleo em pânico e acumulação por nações diante da queda dos estoques.
Estoques sustentaram resiliência
Os preços do petróleo atingiram o maior nível dos últimos três anos, enquanto os mercados avaliam interrupções no fornecimento no Oriente Médio. O Brent permaneceu acima de US$ 100 durante a maior parte do mês passado.
A resiliência recente foi atribuída ao uso de estoques excedentes por EUA e outras nações. No fim de abril, a HFI estimou que os Estados Unidos esgotariam esses estoques em oito semanas.
Na semana encerrada em 8 de maio, os EUA tinham 1,6 bilhão de barris de petróleo e derivados em estoque, queda de 67 milhões frente ao início de abril, conforme a Agência de Informação de Energia.
Risco de compras em pânico
A HFI afirma que o mercado de petróleo atingiu um “ponto de ruptura”. A empresa vê risco de ciclo vicioso, com escassez extrema provocando compras e acúmulos.
Não houve previsão concreta. Antes, a HFI especulou que o petróleo bruto poderia ultrapassar US$ 150 por barril, afirmando que os barris perdidos garantem preços mais altos.

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