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Menino de 13 anos em ato de bravura nada quatro quilômetros em mar revolto, corre por ajuda e salva mãe e irmãos de afogamento. Uma história real de sobrevivência

Escrito por Jefferson Augusto
Publicado em 05/02/2026 às 22:20
Atualizado em 05/02/2026 às 22:21
menino de 13 anos nada quatro quilômetros para salvar família na Austrália
Adolescente enfrentou mar revolto e nadou quilômetros para pedir ajuda
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Um ato de coragem em alto-mar transformou um passeio em família em uma história real de sobrevivência que emocionou equipes de resgate e autoridades locais

O que começou como uma tarde de lazer na costa da Austrália quase terminou em tragédia. No entanto, graças à coragem e resistência de um menino de apenas 13 anos, uma família inteira escapou de um afogamento em mar aberto. O adolescente nadou cerca de quatro quilômetros até a costa para pedir ajuda após ser arrastado pelo oceano junto com a mãe e dois irmãos.

A informação foi divulgada por autoridades locais da Austrália, conforme comunicado oficial da polícia publicado na segunda-feira (3). Segundo o relato, o incidente ocorreu na costa de Quindalup, quando a família praticava caiaque e stand-up paddle. Em determinado momento, as condições do mar mudaram, e os equipamentos começaram a ser levados para longe da costa.

Diante do perigo crescente, o jovem tomou uma decisão que exigiria força física, controle emocional e determinação incomuns para alguém de sua idade.

Como o menino tomou a decisão de nadar até a costa para salvar a família

De acordo com as autoridades, o adolescente, identificado como Austin Appelbee, tentou inicialmente retornar remando seu caiaque. No entanto, ao perceber que o equipamento começou a afundar, ele precisou agir rapidamente. Sem colete salva-vidas, Austin abandonou o caiaque e seguiu em direção à costa nadando.

Enquanto isso, sua mãe, de 47 anos, seu irmão de 12 anos e sua irmã de apenas 8 anos permaneceram no mar, agarrados a uma prancha de stand-up paddle. O cenário era crítico, principalmente porque o mar apresentava ondas fortes e correnteza intensa.

Ainda assim, movido pela preocupação com a família, Austin manteve o foco. Em entrevista à afiliada da CNN, 9News, o menino contou que pensar nos parentes foi o que o manteve em movimento.
“Eu só pensava: ‘Certo. Hoje não, hoje não, hoje não’. Eu tinha que seguir em frente”, relatou.

Segundo ele, para sobreviver, precisou alternar estilos de nado. “As ondas estavam enormes. Nadei peito, nadei crawl, nadei costas para sobreviver”, contou à emissora.

Resgate aéreo, esforço extremo e reconhecimento das autoridades

Após alcançar a praia, Austin ainda precisou enfrentar mais um desafio. De acordo com seu próprio relato, ele desabou ao tocar o fundo da areia. Mesmo exausto, correu cerca de dois quilômetros até encontrar um telefone e pedir socorro.

A partir disso, uma operação de busca e resgate foi imediatamente iniciada. Um helicóptero localizou a mãe e os dois irmãos agarrados à prancha, conforme confirmou a polícia. Logo depois, uma embarcação voluntária de resgate marítimo foi direcionada ao local e conseguiu retirar os três do mar com segurança.

O comandante do Resgate Marítimo, Paul Bresland, classificou a atitude do menino como um verdadeiro “esforço sobre-humano”. Em declaração à 9News, ele destacou que Austin nadou por cerca de duas horas sem colete salva-vidas. “E, mesmo assim, ele conseguiu”, afirmou.

Além disso, o Serviço de Resgate Marítimo da cidade de Busselton também se manifestou. Em comunicado publicado no Facebook no sábado (31), a entidade afirmou que o caso teve “um ótimo resultado”, apesar das condições difíceis enfrentadas no resgate.

Treinamento desde cedo e a confiança de uma mãe emocionada

A mãe do garoto, Joanne Appelbee, revelou que todos os filhos aprenderam a nadar desde pequenos. Segundo ela, apesar do susto, nunca duvidou da capacidade do filho.
“Estou sem palavras com o esforço dele, mas, ao mesmo tempo, eu sabia que ele conseguiria”, disse à 9News.

Enquanto isso, a história de Austin passou a repercutir em toda a Austrália. O episódio levantou discussões sobre segurança no mar, uso de coletes salva-vidas e preparo físico em atividades aquáticas. Ao mesmo tempo, reforçou como treinamento, coragem e tomada rápida de decisão podem salvar vidas.

Você acha que preparo físico e ensino de natação desde cedo podem ser decisivos para salvar vidas em situações extremas como essa?

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