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Marinha brasileira convoca militares em megaoperação com mais de 1.500 envolvidos, submarino afundado como alvo, torpedo Mk-46 lançado, resgate a 500 km no mar e exercícios de guerra de alta complexidade entre RJ e Cabo Frio.

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 23/04/2026 às 16:12
Atualizado em 23/04/2026 às 16:57
Marinha mobiliza 1.500 militares em operação com torpedo, submarino e resgate a 500 km no mar durante exercícios no RJ.
Marinha mobiliza 1.500 militares em operação com torpedo, submarino e resgate a 500 km no mar durante exercícios no RJ.
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Mobilização naval em larga escala combina treinamento de combate, integração entre forças e missão real de resgate em alto-mar, reunindo navios, submarino, aeronaves e operações especiais em exercícios intensivos no litoral fluminense, com uso de tecnologia avançada e simulações estratégicas.

A Marinha do Brasil mobilizou cerca de 1.500 militares na Operação “ADEREX I/2026”, realizada entre 13 e 17 de abril no litoral entre o Rio de Janeiro e Cabo Frio.

A comissão reuniu navios, submarino, helicópteros, aviões e equipes de operações especiais em uma sequência de treinamentos voltados a cenários de combate em alto-mar, além de uma evacuação aeromédica durante a própria atividade operacional.

Estrutura da operação e meios empregados pela Esquadra

Sob comando da 1ª Divisão da Esquadra, o exercício concentrou meios do Comando em Chefe da Esquadra e de outros setores da Força.

Marinha mobiliza 1.500 militares em operação com torpedo, submarino e resgate a 500 km no mar durante exercícios no RJ.
Marinha mobiliza 1.500 militares em operação com torpedo, submarino e resgate a 500 km no mar durante exercícios no RJ.

Participaram o Navio de Desembarque de Carros de Combate “Almirante Saboia”, as fragatas “Constituição”, “Independência” e “União”, a corveta “Barroso”, o submarino “Tikuna” e o Destacamento de Mergulhadores de Combate, além de aeronaves como “Lince”, “Esquilo”, “Pégasus”, “Guerreiro”, “Falcão” e a remotamente pilotada “Scan Eagle”.

Também integraram a operação o navio-patrulha oceânico “Apa”, o navio de apoio oceânico “Mearim” e a aeronave P-3AM “Orion”, da Força Aérea Brasileira.

Exercícios simulam cenários reais de combate no mar

A programação incluiu uma série de exercícios considerados de elevada exigência operacional.

Houve simulação de saída de porto sob ameaça assimétrica, navegação com baixa visibilidade, trânsito com oposição de superfície e submarina, manobras táticas, tiro sobre alvo de superfície, uso de granada iluminativa, transferência de carga leve entre navios e lançamento de torpedo de exercício Mk-46.

A proposta foi testar coordenação, prontidão e integração entre plataformas navais, aeronavais e forças especiais em ambiente marítimo.

Treinamentos de alta complexidade envolvem submarino e forças especiais

Entre as ações de maior complexidade esteve o salto livre operacional, conhecido pela sigla SLOp.

Nesse tipo de infiltração, militares do Grupamento de Mergulhadores de Combate são lançados de helicóptero para atuar em coordenação com o submarino “Tikuna”, numa atividade que exige sincronização precisa entre tripulação aérea e meios de superfície e submersos.

Marinha mobiliza 1.500 militares em operação com torpedo, submarino e resgate a 500 km no mar durante exercícios no RJ.
Marinha mobiliza 1.500 militares em operação com torpedo, submarino e resgate a 500 km no mar durante exercícios no RJ.

O lançamento do torpedo de exercício pela fragata “Independência” foi tratado pela Marinha como outra etapa de alto grau de coordenação logística e operacional.

Sistema SPECTRA amplia comunicação e controle em tempo real

A operação também serviu para ampliar o uso do Sistema de Planejamento, Execução e Controle Tático em Rede Ampliada, o SPECTRA, desenvolvido pelo Centro de Apoio a Sistemas Operativos.

Segundo a Marinha, a ferramenta dá suporte às atividades de comando, controle e comunicações, com módulos voltados à navegação e à troca digital de dados entre navios.

O sistema usa informações de GPS e AIS para acompanhamento das atividades no mar e permite comunicação por chat, envio de arquivos, mensagens padronizadas e chamadas de vídeo, em implantação gradual nos meios navais da Esquadra neste ano.

Submarino desativado é usado como alvo em treinamento militar

Marinha mobiliza 1.500 militares em operação com torpedo, submarino e resgate a 500 km no mar durante exercícios no RJ.
Marinha mobiliza 1.500 militares em operação com torpedo, submarino e resgate a 500 km no mar durante exercícios no RJ.

Outro ponto da comissão foi o emprego do casco do ex-submarino “Timbira” como alvo em um afundamento controlado.

Construído no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, o “Timbira” foi o segundo submarino da Classe “Tupi” e permaneceu em serviço entre 1996 e 2023, até ser descomissionado.

Depois dessa etapa, o casco passou a ser utilizado em treinamento de lançamento de armas por meios navais e aeronavais, dentro do planejamento de adestramento da força.

Resgate a 500 km da costa ocorre durante a operação

No meio da operação, a comissão acabou incorporando uma missão real de socorro no mar.

Em coordenação com o Salvamar Sueste, a Marinha realizou em 16 de abril a evacuação aeromédica de um tripulante do navio mercante “COSCOSHIPPING WISDOM”, de bandeira de Hong Kong, que apresentava suspeita de acidente vascular cerebral.

A aeronave usada no atendimento foi um helicóptero do Esquadrão HS-1 embarcado no “Almirante Saboia”, acionado enquanto os exercícios ainda estavam em andamento.

De acordo com a publicação oficial sobre o resgate, o tripulante era um cidadão chinês de 42 anos.

Marinha mobiliza 1.500 militares em operação com torpedo, submarino e resgate a 500 km no mar durante exercícios no RJ.
Marinha mobiliza 1.500 militares em operação com torpedo, submarino e resgate a 500 km no mar durante exercícios no RJ.

O Salvamar Sueste foi acionado por volta de 11h10, e o helicóptero decolou às 14h19 em direção ao mercante, que estava a centenas de quilômetros da costa fluminense.

A retirada ocorreu às 15h04, por içamento, e o paciente recebeu atendimento inicial ainda durante o voo até o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, onde uma ambulância aguardava para levá-lo a uma unidade de saúde em terra.

No desembarque, segundo a Marinha, ele apresentava sinais vitais e quadro clínico estável.

Operação reforça prontidão da Marinha em cenários reais

A ADEREX I/2026 foi divulgada pela Agência Marinha de Notícias em 21 de abril de 2026, quatro dias depois da publicação específica sobre a missão de resgate.

Ao reunir treinamento de combate, integração entre diferentes meios e resposta a uma emergência médica em alto-mar, a comissão reforçou a estratégia da Força de manter a Esquadra em adestramento contínuo, ao mesmo tempo em que preserva capacidade de pronta resposta para situações reais na área marítima sob responsabilidade brasileira.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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