Ator que vive o personagem Joaquim em “Três Graças” mantém desde 1997 uma fazenda de 200 hectares em Teresópolis onde produz alimentos orgânicos, preserva Mata Atlântica e agora abre as portas para visitantes interessados em agroturismo na serra fluminense.
Marcos Palmeira, atualmente no elenco de “Três Graças” no horário nobre da Globo, mantém fora das gravações uma rotina centrada no campo e na preservação ambiental.
Desde 1997, o ator tem como principal residência uma fazenda de cerca de 200 hectares em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro — área que costuma ser comparada a aproximadamente 300 campos de futebol.
O local, conhecido como Vale das Palmeiras, passou a receber visitas guiadas abertas ao público por meio de agências de receptivo e operadoras de turismo da cidade.
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O passeio custa em média R$ 250 por pessoa e inclui café da manhã, degustação de queijos artesanais com leite orgânico, ordenha e interação com vacas, visita à plantação agroecológica de café, à horta mandala e ao meliponário, além de almoço com pratos típicos e sobremesas elaboradas com ingredientes da propriedade.
Certificação ambiental e Mata Atlântica preservada
O Vale das Palmeiras tem reconhecimento ambiental formal por meio da classificação como Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), modalidade de unidade de conservação criada em área privada, determinada pelo Inea e voltada à conservação da diversidade biológica.
A propriedade conta com dois certificados de RPPN, reforçando o compromisso do projeto com a preservação ambiental em uma das regiões de maior biodiversidade do país.
Ao longo dos anos, a área recebeu plantios e ações de recuperação, com o cultivo de aproximadamente 20 mil espécies nativas, incluindo árvores como o jequitibá e o pau-ferro, características da Mata Atlântica.
Parte do trabalho de restauração envolve a proteção de nascentes e a recomposição de trechos antes degradados, combinando regeneração natural com plantio dirigido em parceria com organizações ambientais.
Produção orgânica variada: do leite ao chocolate
Além de servir como moradia, a propriedade funciona como uma frente ativa de produção orgânica que abrange uma variedade considerável de alimentos.

Entre os produtos associados ao Vale das Palmeiras estão leite, queijos e iogurtes, além de mel, café, hortaliças, pães de fermentação natural e chocolate — todos elaborados com matérias-primas cultivadas ou criadas na própria fazenda.
A rotina do ator na propriedade inclui o acompanhamento das atividades rurais, o cuidado com animais e o envolvimento cotidiano com o manejo das áreas produtivas e de preservação.
A marca associada ao empreendimento também aparece em registros públicos e nas redes sociais com divulgação dos produtos, reforçando o posicionamento voltado à produção orgânica e à certificação ambiental.
Arquitetura rústica e vida integrada à natureza da serra
O estilo de vida no Vale das Palmeiras é retratado como integrado ao ambiente natural, com uma casa de perfil rústico, ambientes amplos e vista para a vegetação nativa, em sintonia com a proposta de habitar e preservar um trecho de Mata Atlântica.
As descrições do local destacam uma escolha por conforto sem ostentação e por uma rotina mais distante do ritmo urbano, com materiais e soluções de construção que valorizam a iluminação natural, a ventilação e a conexão visual com o entorno.
Durante os períodos de gravação, Marcos Palmeira mantém um endereço no Rio de Janeiro para atender às exigências da rotina profissional na televisão, mas a fazenda em Teresópolis segue como seu principal ponto de referência e moradia.
Enquanto o personagem Joaquim aparece no centro de disputas familiares e reviravoltas dramáticas em “Três Graças”, a vida real do ator na propriedade segue outro ritmo, marcado pela produção agroecológica e pelo manejo de áreas preservadas de vegetação nativa.
Turismo rural como extensão do projeto ambiental
A abertura das visitas guiadas ao público representa uma nova fase para o projeto do Vale das Palmeiras, que passa a oferecer aos visitantes a experiência direta com práticas de produção orgânica, manejo ambiental e culinária baseada em ingredientes locais.
O programa inclui a participação em diferentes etapas da rotina da fazenda, desde a ordenha até a visita ao apiário de abelhas sem ferrão, o meliponário, que funciona tanto como produção de mel quanto como iniciativa de conservação de espécies nativas de abelhas da Mata Atlântica.
Para além do entretenimento, o projeto se insere em um movimento crescente de agroturismo na Região Serrana fluminense, onde produtores rurais e proprietários de fazendas têm aberto suas portas para o público interessado em experiências fora do circuito tradicional do turismo de montanha.


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