A AgroJoias produz 10 mil joias por mês, reúne 17 unidades no Brasil, já opera na Colômbia e prepara expansão para os Estados Unidos.
Uma marca criada em Goiânia para atender consumidores ligados ao universo rural chegou a 10 mil joias produzidas por mês, espalhou 17 unidades pelo Brasil e já mantém uma operação na Colômbia. Agora, Cecília Castro e Helena Castro, responsáveis pela AgroJoias, trabalham na estrutura jurídica e logística necessária para levar o modelo de franquias também aos Estados Unidos.
O crescimento foi sustentado por uma combinação de fabricação própria, vendas digitais e expansão física. A empresa lança novas coleções mensalmente e distribui os produtos entre e-commerce, lojas próprias e franqueados, mantendo a produção dentro da estrutura industrial que a família já possuía.
Produção combina modelagem 3D e acabamento de ourives
As joias passam por uma etapa de modelagem tridimensional antes de receber acabamento manual realizado por ourives. Esse processo atende um portfólio construído em torno de referências visuais reconhecidas pelo público do campo.
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A capacidade de colocar novas coleções no mercado todos os meses também ajuda a abastecer diferentes canais sem depender exclusivamente das lojas físicas. A operação digital foi importante desde os primeiros anos e mostrou que havia demanda suficiente para transformar uma linha específica em uma empresa independente.

A expansão posterior pelas franquias ampliou a presença da marca em diferentes regiões. Esse formato também atraiu empreendedores que já possuíam relação pessoal com o agronegócio.
Franqueada vendeu égua de competição para abrir unidade
Em Itumbiara, Goiás, Ana Laura decidiu transformar um patrimônio ligado à própria vida no campo em capital para entrar no negócio. Ela vendeu uma égua de competição para reunir o valor necessário à abertura de sua franquia, inaugurada oito meses antes.
A operação não depende apenas do endereço comercial. A franqueada também leva a marca para eventos ligados ao setor, montando estruturas temporárias em leilões, feiras e encontros de mulheres produtoras.
Nessas ocasiões, são comercializados aproximadamente 200 itens por evento, criando uma frente de vendas que aproxima diretamente a AgroJoias do público para o qual a marca foi desenvolvida.
Primeiro lote de 300 unidades acabou em apenas 20 dias
A empresa nasceu a partir de uma joalheria tradicional mantida pela família havia mais de duas décadas. O ponto de virada ocorreu quando uma cliente solicitou peças personalizadas que conversassem diretamente com mulheres ligadas ao ambiente rural.

Cecília criou então os primeiros desenhos. Entre eles estavam um colar em formato de bota, um broto de planta e uma peça inspirada em chapéu. A estreia comercial teve 300 unidades e todo o estoque foi vendido em 20 dias.
A velocidade das vendas estimulou novas produções. À medida que os pedidos continuavam chegando pelo comércio eletrônico e se concentravam no mesmo perfil de consumidor, as empresárias perceberam que aquela linha poderia sustentar uma operação própria.
Foi desse movimento que nasceu a AgroJoias, separada da joalheria tradicional da família e direcionada exclusivamente ao segmento rural.
Colômbia abriu caminho para expansão internacional
Depois de consolidar 17 unidades em território brasileiro, a rede atravessou a fronteira e abriu sua primeira operação na Colômbia. A experiência passou a funcionar como um novo estágio para a internacionalização do negócio.

O próximo destino planejado são os Estados Unidos. Cecília e Helena trabalham agora na estruturação necessária para adaptar o sistema de franquias às exigências jurídicas e logísticas do mercado norte-americano.
A mudança de escala mostra como uma demanda inicialmente restrita a 300 peças criou espaço para uma empresa capaz de produzir milhares de itens mensalmente. Ao transformar botas, plantas e outros elementos do campo em joias, a AgroJoias encontrou um nicho específico e o converteu em uma rede que já ultrapassou as fronteiras brasileiras.

