Pedro Scooby deixou o Rio de Janeiro com Lucas Chumbo e outros profissionais do surfe, transportou motos aquáticas e equipamentos de resgate até o Rio Grande do Sul e entrou em áreas inundadas de Eldorado do Sul. Carlos Burle não viajou, mas orientou a equipe e ajudou na articulação à distância.
O surfista Pedro Scooby reuniu um grupo de atletas acostumados a enfrentar ondas gigantes e percorreu cerca de 20 horas por terra até o Rio Grande do Sul para ajudar nos resgates durante as enchentes de maio de 2024.
A equipe saiu do Rio de Janeiro em veículos adaptados para transportar motos aquáticas, equipamentos e suprimentos. Entre os participantes estavam Lucas Chumbo, Michelle Des Bouillons, Iankel Noronha, Ian Cosenza e outros profissionais ligados ao surfe e ao resgate aquático.
Segundo a CNN Brasil, Scooby afirmou que os voluntários pagaram as despesas da viagem com recursos próprios e seguiram para o Sul dispostos a auxiliar moradores isolados.
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Scooby convocou amigos acostumados a enfrentar ondas gigantes
A mobilização começou quando Pedro Scooby telefonou para surfistas com experiência em ondas grandes e operações realizadas em condições extremas.
Lucas Chumbo e Iankel Noronha ajudaram a acionar outros profissionais. Em pouco tempo, o grupo reuniu pilotos de motos aquáticas, surfistas e pessoas habituadas a trabalhar em ambientes de alto risco.
“Conseguimos juntar os melhores pilotos de ondas gigantes do Rio, estamos levando jet skis e indo rumo ao Sul. Tomara que a gente chegue a tempo de poder ajudar, é o mínimo que podemos fazer”, declarou Scooby nas redes sociais, conforme registrou a CNN Brasil.

Viagem até o Rio Grande do Sul durou cerca de 20 horas
Os surfistas enfrentaram aproximadamente 20 horas de deslocamento até a região atingida. O trajeto foi realizado por terra, com poucas paradas, porque o grupo pretendia chegar rapidamente aos pontos onde havia moradores esperando por socorro.
De acordo com o Terra, os atletas levaram motos aquáticas, lanchas e botes para facilitar a circulação pelas cidades inundadas.
Durante o percurso, a equipe parou em Curitiba para buscar combustível, mantimentos, roupas e cobertores antes de continuar em direção ao Rio Grande do Sul.
Motos aquáticas e lanchas seguiram em carretas
Os veículos transportavam equipamentos normalmente utilizados pelos atletas em treinamentos, competições e operações de segurança no mar.
Segundo informações reproduzidas pelo Terra, a mobilização formada por diferentes voluntários colocou à disposição dos resgates pelo menos 30 motos aquáticas, dez lanchas e alguns botes.
Os equipamentos permitiam atravessar ruas completamente tomadas pela água e alcançar casas, escolas e outras construções às quais veículos terrestres já não conseguiam chegar.
Grupo seguiu orientações das autoridades antes dos resgates
Ao entrar nas áreas inundadas, os atletas receberam orientações de bombeiros, integrantes da brigada local e demais autoridades responsáveis pelas operações.
Scooby explicou que a equipe aguardava a indicação dos lugares onde sua experiência e seus equipamentos poderiam ser mais úteis.
O objetivo era evitar ações descoordenadas e diminuir os riscos para moradores e voluntários em locais com correnteza, destroços, cabos elétricos e obstáculos escondidos pela água.
Experiência no surfe foi levada para uma emergência diferente
Os integrantes da equipe estavam acostumados a pilotar motos aquáticas em ondas gigantes, retirar surfistas do mar e tomar decisões rápidas em situações de risco.
Entretanto, as enchentes apresentavam perigos diferentes daqueles encontrados no oceano. As ruas alagadas escondiam muros, veículos, portões, buracos e estruturas capazes de atingir as embarcações.
Por isso, os surfistas precisaram adaptar as técnicas de resgate e seguir protocolos estabelecidos pelas equipes que já atuavam na região.
Carlos Burle ajudou na articulação, mas permaneceu em São Paulo
Embora Carlos Burle tenha participado da mobilização e orientado os surfistas, ele não viajou ao Rio Grande do Sul porque tinha compromissos profissionais em São Paulo.
Segundo o ge, Burle manteve contato com autoridades e compartilhou informações com a equipe à distância.
O veterano também recomendou que os atletas não agissem como heróis, respeitassem os protocolos e utilizassem o treinamento para avaliar os riscos antes de cada operação.
Surfistas entraram em áreas inundadas de Eldorado do Sul
O grupo concentrou parte das atividades em Eldorado do Sul, uma das cidades mais atingidas pela enchente.
Com as ruas transformadas em extensos corredores de água, as motos aquáticas foram empregadas para alcançar moradores que permaneciam isolados e transportá-los até pontos mais seguros.
Adultos, idosos, crianças e animais foram encontrados em casas e construções cercadas pela inundação. Os atletas atuaram ao lado de bombeiros, socorristas e outros voluntários.
Operação chegou a uma escola com crianças ilhadas
Uma das missões divulgadas durante a mobilização envolveu crianças que permaneciam ilhadas havia quatro dias em uma escola.
O grupo participou da operação destinada a retirá-las do local, utilizando motos aquáticas e equipamentos de proteção para atravessar as áreas inundadas.
Imagens publicadas nas redes sociais mostraram crianças usando coletes e sendo conduzidas pelos socorristas. Durante um dos resgates, Scooby tentou tranquilizar um menino ao dizer que ele iria “passear de colete”.
Reportagens da época associaram a operação ao resgate de aproximadamente 200 crianças, embora os números tenham sido divulgados inicialmente com base nos relatos dos voluntários e nas publicações feitas nas redes sociais.
Equipe também levou filtros para produzir água potável
Além dos equipamentos de resgate, Pedro Scooby levou 15 filtros portáteis de água ao Rio Grande do Sul.
Os dispositivos foram desenvolvidos para transformar água disponível em regiões atingidas por enchentes ou com dificuldade de abastecimento em água apropriada para consumo.
A iniciativa buscava atender outra necessidade urgente das famílias: a falta de água potável em municípios onde estações, redes e acessos haviam sido comprometidos pela inundação.
Atletas pagaram despesas para participar da missão
Pedro Scooby afirmou que os participantes decidiram colaborar espontaneamente e retiraram dinheiro do próprio bolso para custear combustível, transporte e outros gastos.
“A galera está fazendo do coração mesmo”, declarou o surfista durante o deslocamento.
A viagem transformou equipamentos ligados ao surfe de ondas gigantes em instrumentos de resposta humanitária, enquanto habilidades desenvolvidas no esporte passaram a ser usadas para alcançar moradores presos pela água.
Jornada terminou com surfistas trabalhando na linha de frente
Depois de cerca de 20 horas de estrada, Pedro Scooby e os demais voluntários chegaram ao Rio Grande do Sul e entraram nas áreas inundadas sob orientação das equipes locais.
O grupo levou motos aquáticas, lanchas, botes, mantimentos e filtros de água. Em Eldorado do Sul, os atletas utilizaram a experiência com ondas gigantes, pilotagem e gerenciamento de risco para ajudar crianças e famílias que aguardavam resgate.
Para você, o que mais chama atenção nessa mobilização: a viagem de aproximadamente 20 horas, o uso das habilidades do surfe nos resgates ou a decisão dos atletas de pagar as despesas da missão com recursos próprios? Deixe sua opinião nos comentários.
