Estudo indica que a perda de água do Mar Morto aumenta a concentração de sal e reduz o resfriamento por evaporação, alimentando um ciclo de aquecimento, com projeções condicionadas às emissões e ao abastecimento futuro.
O Mar Morto está preso em um ciclo no qual a redução da água favorece o aquecimento, que pode sustentar novas perdas por evaporação. Um estudo relaciona esse processo à concentração crescente de sal.
Queda do nível altera temperaturas
Segundo a ScienceAlert, em reportagem publicada em 7 de outubro, o desvio humano da água que abastece o lago contribuiu para sua retração e para a formação de depósitos de sal.
Entre 1979 e 2019, o nível caiu aproximadamente 34 metros. Nesse intervalo, as águas profundas aqueceram 2,8 graus Celsius, enquanto a camada superior registrou aumento de cerca de 1,7 grau.
-
Planeta de segunda geração pode ter surgido de material expelido por estrela em sua fase final
-
Com mais de 1 bilhão de aparelhos Apple na rede Busca, AirTag localiza itens longe do iPhone sem GPS próprio, usando Bluetooth, banda ultralarga e aparelhos próximos para atualizar a posição.
-
Buracos negros minúsculos do início do universo poderiam ter cinco dimensões e sobreviver até hoje, aponta estudo teórico
-
Pegadas humanas de mais de 112 mil anos aparecem no deserto da Arábia Saudita, onde pessoas caminhavam perto de elefantes e camelos
O estudo, publicado em 29 de setembro na Geophysical Research Letters, foi liderado por Emmanuel Guillerm, ligado ao centro alemão GFZ e à Universidade de Binghamton, nos Estados Unidos.
Sal reduz o resfriamento
A evaporação retira calor da água restante. Entretanto, o sal dissolvido reduz a tendência de evaporação em determinada temperatura. Conforme o lago perde água e concentra sais, esse mecanismo de resfriamento enfraquece.
A água pode, então, ficar mais quente. Quando sua temperatura supera a do ar acima, a diferença ajuda a manter a evaporação, mesmo com elevada salinidade.
Para separar os fatores, pesquisadores simularam condições com temperatura do ar constante ou nível do lago fixo. O aquecimento atmosférico contribuiu com cerca de 1,3 grau nas águas profundas; a queda do nível, com 1,5 grau.
Projeções dependem de condições específicas
Para 2100, as simulações indicam queda aproximada de 85 metros e aquecimento entre cinco e oito graus, conforme as emissões de gases de efeito estufa.
Esses resultados pressupõem interrupção de todas as entradas de água, encerramento da extração industrial e manutenção da mistura anual do lago no futuro. A entrada subterrânea de água permanece incerta.
