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Mar Morto aquece com perda de água e concentração de sal, aponta estudo

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 09/10/2026 às 00:00 Atualizado em 09/10/2026 às 00:05
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Estudo indica que a perda de água do Mar Morto aumenta a concentração de sal e reduz o resfriamento por evaporação, alimentando um ciclo de aquecimento, com projeções condicionadas às emissões e ao abastecimento futuro.

O Mar Morto está preso em um ciclo no qual a redução da água favorece o aquecimento, que pode sustentar novas perdas por evaporação. Um estudo relaciona esse processo à concentração crescente de sal.

Queda do nível altera temperaturas

Segundo a ScienceAlert, em reportagem publicada em 7 de outubro, o desvio humano da água que abastece o lago contribuiu para sua retração e para a formação de depósitos de sal.

Entre 1979 e 2019, o nível caiu aproximadamente 34 metros. Nesse intervalo, as águas profundas aqueceram 2,8 graus Celsius, enquanto a camada superior registrou aumento de cerca de 1,7 grau.

O estudo, publicado em 29 de setembro na Geophysical Research Letters, foi liderado por Emmanuel Guillerm, ligado ao centro alemão GFZ e à Universidade de Binghamton, nos Estados Unidos.

Sal reduz o resfriamento

A evaporação retira calor da água restante. Entretanto, o sal dissolvido reduz a tendência de evaporação em determinada temperatura. Conforme o lago perde água e concentra sais, esse mecanismo de resfriamento enfraquece.

A água pode, então, ficar mais quente. Quando sua temperatura supera a do ar acima, a diferença ajuda a manter a evaporação, mesmo com elevada salinidade.

Para separar os fatores, pesquisadores simularam condições com temperatura do ar constante ou nível do lago fixo. O aquecimento atmosférico contribuiu com cerca de 1,3 grau nas águas profundas; a queda do nível, com 1,5 grau.

Projeções dependem de condições específicas

Para 2100, as simulações indicam queda aproximada de 85 metros e aquecimento entre cinco e oito graus, conforme as emissões de gases de efeito estufa.

Esses resultados pressupõem interrupção de todas as entradas de água, encerramento da extração industrial e manutenção da mistura anual do lago no futuro. A entrada subterrânea de água permanece incerta.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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