Vestígios encontrados em antigo lago da Arábia Saudita incluem sete pegadas humanas e marcas de animais; estudo publicado em 2020 sugere que pessoas visitavam o local para beber água e procurar alimento durante períodos secos.
Pegadas humanas preservadas no deserto de Nefud, na Arábia Saudita, registram a presença de pessoas junto a um antigo lago entre aproximadamente 112 mil e 121 mil anos atrás, segundo pesquisadores.
Descoberta ocorreu em 2017
Em reportagem publicada em 6 de outubro de 2026, o Daily Galaxy retomou os vestígios de Alathar, expostos pela erosão em 2017. A pesquisa sobre o achado saiu na revista Science Advances em setembro de 2020.
O levantamento registrou 376 pegadas, incluindo sete identificadas como humanas. Entre as marcas de animais, foram contabilizadas 107 de camelos e 43 de elefantes, além de registros atribuídos a equinos e bovídeos.
-
Com mais de 1 bilhão de aparelhos Apple na rede Busca, AirTag localiza itens longe do iPhone sem GPS próprio, usando Bluetooth, banda ultralarga e aparelhos próximos para atualizar a posição.
-
Buracos negros minúsculos do início do universo poderiam ter cinco dimensões e sobreviver até hoje, aponta estudo teórico
-
Não são apenas os megapixels: dentro da câmera do celular, um mecanismo desloca a lente na direção oposta ao tremor da mão e reduz borrões em baixa luz antes mesmo do processamento digital
-
Nova tecnologia quer evitar falhas na internet antes que clientes percebam e surgiu no Futurecom 2026 com uma proposta capaz de mudar a rotina dos provedores ao identificar indícios de problemas antes das reclamações
Quatro impressões humanas estavam próximas na borda sudoeste do antigo lago. A orientação semelhante, a distância entre elas e as diferenças de tamanho levaram os cientistas a interpretar que duas ou até três pessoas caminhavam juntas.
Idade calculada pelos sedimentos
Para estabelecer a cronologia, a equipe empregou luminescência opticamente estimulada. O método permite estimar quanto tempo passou desde que grãos de areia foram expostos à luz antes de ficarem enterrados.
A camada abaixo das pegadas apresentou idade de 121 mil anos, com margem de 11 mil. A camada superior foi datada em 112 mil anos, com margem de 10 mil, situando os vestígios no último período interglacial.
Água reunia pessoas e animais
Segundo o estudo original, publicado em 18 de setembro de 2020, os sedimentos e vestígios indicam um lago de água doce cercado por campos semiáridos, em condições diferentes das encontradas atualmente no deserto.
A superfície intensamente pisoteada provavelmente corresponde a uma estação seca, quando herbívoros se concentravam perto de reservas de água em redução. Os autores interpretam o local como ponto de passagem para beber água e procurar alimento. PMC
Também foram recolhidos 233 fósseis, incluindo restos de elefantes e órix. Alguns ossos apresentavam marcas de dentes de carnívoros. dailygalaxy.com
Atribuição à espécie tem limites
Os pesquisadores atribuem as pegadas humanas provavelmente ao Homo sapiens, considerando suas dimensões e as evidências de dispersão da espécie pela região naquele período. Trata-se de uma interpretação sustentada pelo conjunto dos registros analisados.
Nenhuma ferramenta de pedra foi encontrada. Os fósseis não mostraram evidências de processamento de carcaças, embora a preservação deficiente das superfícies ósseas possa limitar essa avaliação. A ausência de materiais arqueológicos sustenta a hipótese de visitas breves ao lago por esses grupos. PMC
