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Pegadas humanas de mais de 112 mil anos aparecem no deserto da Arábia Saudita, onde pessoas caminhavam perto de elefantes e camelos

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 08/10/2026 às 17:15 Atualizado em 08/10/2026 às 17:25
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Vestígios encontrados em antigo lago da Arábia Saudita incluem sete pegadas humanas e marcas de animais; estudo publicado em 2020 sugere que pessoas visitavam o local para beber água e procurar alimento durante períodos secos.

Pegadas humanas preservadas no deserto de Nefud, na Arábia Saudita, registram a presença de pessoas junto a um antigo lago entre aproximadamente 112 mil e 121 mil anos atrás, segundo pesquisadores.

Descoberta ocorreu em 2017

Em reportagem publicada em 6 de outubro de 2026, o Daily Galaxy retomou os vestígios de Alathar, expostos pela erosão em 2017. A pesquisa sobre o achado saiu na revista Science Advances em setembro de 2020.

O levantamento registrou 376 pegadas, incluindo sete identificadas como humanas. Entre as marcas de animais, foram contabilizadas 107 de camelos e 43 de elefantes, além de registros atribuídos a equinos e bovídeos.

Quatro impressões humanas estavam próximas na borda sudoeste do antigo lago. A orientação semelhante, a distância entre elas e as diferenças de tamanho levaram os cientistas a interpretar que duas ou até três pessoas caminhavam juntas.

Idade calculada pelos sedimentos

Para estabelecer a cronologia, a equipe empregou luminescência opticamente estimulada. O método permite estimar quanto tempo passou desde que grãos de areia foram expostos à luz antes de ficarem enterrados.

A camada abaixo das pegadas apresentou idade de 121 mil anos, com margem de 11 mil. A camada superior foi datada em 112 mil anos, com margem de 10 mil, situando os vestígios no último período interglacial.

Água reunia pessoas e animais

Segundo o estudo original, publicado em 18 de setembro de 2020, os sedimentos e vestígios indicam um lago de água doce cercado por campos semiáridos, em condições diferentes das encontradas atualmente no deserto.

A superfície intensamente pisoteada provavelmente corresponde a uma estação seca, quando herbívoros se concentravam perto de reservas de água em redução. Os autores interpretam o local como ponto de passagem para beber água e procurar alimento. PMC

Também foram recolhidos 233 fósseis, incluindo restos de elefantes e órix. Alguns ossos apresentavam marcas de dentes de carnívoros. dailygalaxy.com

Atribuição à espécie tem limites

Os pesquisadores atribuem as pegadas humanas provavelmente ao Homo sapiens, considerando suas dimensões e as evidências de dispersão da espécie pela região naquele período. Trata-se de uma interpretação sustentada pelo conjunto dos registros analisados.

Nenhuma ferramenta de pedra foi encontrada. Os fósseis não mostraram evidências de processamento de carcaças, embora a preservação deficiente das superfícies ósseas possa limitar essa avaliação. A ausência de materiais arqueológicos sustenta a hipótese de visitas breves ao lago por esses grupos. PMC

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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