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2 comentários 5 min de leitura

Mamífero “fantasma” dado como extinto há mais de 100 anos ressurge no Rio de Janeiro com filhote e reacende esperança na recuperação da Mata Atlântica

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Escrito por Ana Alice Publicado em 01/02/2026 às 22:12
Assista o vídeoAnta-brasileira volta a ser registrada no Rio após mais de 100 anos, em área da Mata Atlântica, reacendendo debates sobre conservação. (Ascom-Instituto Estadual do Ambiente/Divulgação/Agência Brasil)
Anta-brasileira volta a ser registrada no Rio após mais de 100 anos, em área da Mata Atlântica, reacendendo debates sobre conservação. (Ascom-Instituto Estadual do Ambiente/Divulgação/Agência Brasil)
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Registro recente de um grande mamífero na Mata Atlântica fluminense reacende debates técnicos sobre conservação, monitoramento ambiental e conectividade de habitats, após imagens confirmarem a presença de uma espécie ausente do estado há mais de um século.

A anta-brasileira, maior mamífero terrestre da América do Sul, voltou a ser registrada em vida livre no estado do Rio de Janeiro após mais de um século sem ocorrências confirmadas.

As imagens foram captadas por câmeras instaladas em áreas de mata fechada do Parque Estadual do Cunhambebe, na Costa Verde fluminense.

Os registros revelaram a circulação de pelo menos três indivíduos, entre eles uma fêmea acompanhada de um filhote.

O material foi divulgado por equipes ambientais responsáveis pelo monitoramento da fauna na unidade de conservação.

A documentação passou a ser analisada por pesquisadores que acompanham a presença de grandes mamíferos na Mata Atlântica.

O registro ampliou discussões técnicas sobre conservação, conectividade de habitats e os efeitos de áreas protegidas na recuperação de espécies ameaçadas.

Monitoramento ambiental no Parque Estadual do Cunhambebe

As imagens foram obtidas por armadilhas fotográficas instaladas em pontos de difícil acesso do parque.

A unidade de conservação foi criada em 2008 e possui cerca de 38 mil hectares.

A área abrange municípios como Angra dos Reis, Mangaratiba, Rio Claro e Itaguaí.

O uso desse tipo de equipamento integra programas de monitoramento voltados à identificação de espécies de hábitos discretos ou com baixa frequência de avistamento direto.

Em diferentes registros, as câmeras captaram antas circulando pela mata em horários variados.

Em uma das sequências, a presença de uma fêmea com filhote chamou a atenção das equipes técnicas.

(Imagem: Divulgação/G1/TG)
(Imagem: Divulgação/G1/TG)

Segundo os responsáveis pelo monitoramento, o registro indica que os animais utilizam a área de forma recorrente, e não apenas em deslocamentos ocasionais.

De acordo com dados históricos reunidos por órgãos ambientais, o último registro amplamente aceito da espécie no estado do Rio de Janeiro data de 1914.

O registro histórico ocorreu no atual Parque Nacional da Serra dos Órgãos.

Desde então, a anta passou a ser considerada extinta localmente no território fluminense.

Pressões históricas e perda de habitat na Mata Atlântica

Especialistas em fauna silvestre associam o desaparecimento da anta no Rio de Janeiro a pressões acumuladas ao longo do século 20.

Entre os principais fatores estão a expansão urbana, a fragmentação da Mata Atlântica e a caça ilegal.

Esses processos afetaram de forma mais intensa os mamíferos de grande porte.

A espécie depende de áreas extensas de vegetação para se deslocar em busca de alimento e abrigo.

Com a redução e o isolamento dos fragmentos florestais, populações tendem a perder viabilidade ao longo do tempo.

Esse efeito é mais acentuado quando não há corredores ecológicos que permitam a circulação entre áreas preservadas.

Pesquisadores apontam que a existência de unidades de conservação com grandes trechos contínuos de floresta é um fator relevante para a manutenção de espécies sensíveis à ocupação humana.

Origem dos indivíduos segue em investigação

O reaparecimento da anta no Parque Estadual do Cunhambebe ocorre em um contexto de iniciativas voltadas à conservação de grandes vertebrados no estado.

No território fluminense, há programas de reintrodução da espécie conduzidos por instituições de pesquisa e conservação.

Essas iniciativas tiveram início divulgado a partir de 2017 em outras áreas protegidas.

No caso específico do Cunhambebe, os registros oficiais descrevem a presença de indivíduos vivendo em condição considerada de vida livre.

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Segundo técnicos envolvidos no monitoramento, as imagens indicam que os animais utilizam a área de forma independente, sem manejo direto no local.

Ainda não há confirmação pública sobre a origem dos indivíduos registrados.

A possibilidade de deslocamento a partir de regiões vizinhas onde a espécie ocorre é mencionada em análises preliminares.

No entanto, a confirmação depende de estudos complementares, como avaliações genéticas.

Esses dados ainda não foram divulgados oficialmente.

Função ecológica da anta e regeneração florestal

A anta é reconhecida por pesquisadores pelo papel que desempenha nos ecossistemas florestais.

O animal se alimenta de frutos, folhas e brotos.

Além disso, percorre longas distâncias dentro da mata.

Segundo especialistas em ecologia, esse comportamento favorece a dispersão de sementes ao longo do ambiente florestal.

Esse processo contribui para a regeneração natural das florestas e para a manutenção da diversidade vegetal.

O efeito é considerado relevante em biomas como a Mata Atlântica, que sofreram intensa redução de área ao longo dos últimos séculos.

Atualmente, a anta-brasileira é classificada como espécie vulnerável em avaliações de conservação.

A perda de habitat, a caça e os atropelamentos em rodovias seguem entre as principais ameaças apontadas em estudos técnicos sobre a espécie no país.

Conservação, fiscalização e acompanhamento contínuo

O registro no Cunhambebe foi possível graças ao uso contínuo de armadilhas fotográficas.

A ferramenta é cada vez mais adotada em programas de monitoramento de fauna.

Além de documentar espécies raras, o método auxilia na definição de estratégias de gestão, fiscalização e proteção de áreas sensíveis.

Ao comentar o achado, o Instituto Estadual do Ambiente afirmou: “É o primeiro registro, em mais de cem anos, de antas vivendo em vida livre no estado, sem depender de ações diretas de reintrodução no local”.

A declaração foi incluída na divulgação oficial do caso.

Apesar do registro, técnicos e pesquisadores destacam a necessidade de continuidade do monitoramento.

Entre os pontos ainda em análise estão o número total de indivíduos que utilizam a área e a frequência de reprodução.

Também são avaliados os riscos existentes nas zonas de entorno, onde há estradas, áreas urbanizadas e atividades humanas.

A manutenção do acompanhamento é considerada essencial para avaliar se a presença da espécie no parque se consolidará ao longo do tempo e quais medidas podem ser necessárias para reduzir ameaças externas.

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Marco Rocha
Marco Rocha
05/02/2026 17:25

Guapiaçu esses animais vivem por livre lá…

Herold
Herold
02/02/2026 08:36

Vcs precisam atualizar a informação. A espécie pode não ter sido vista nessa UC, porém, na Rebio de Guapiaçu, existem antas há muito tempo. Confiram.

Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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