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Maior infraestrutura científica já construída no Brasil custou R$ 2,8 bilhões e agora ganha quatro novas linhas para revelar materiais, microchips e até microrganismos em escala atômica; conheça o Sirius

Publicado em 18/05/2026 às 21:36
Atualizado em 18/05/2026 às 21:38
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Imagem: Caminhos da Reportagem /TV Brasil
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Com R$ 800 milhões do Novo PAC, o acelerador Sirius ativa quatro novas linhas de pesquisa, reforça estudos em escala atômica e avança na integração com o laboratório Orion, de contenção biológica NB4

A expansão do Sirius, acelerador de partículas sediado no CNPEM, em Campinas, foi inaugurada por Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira (18), com R$ 800 milhões do Novo PAC para ampliar pesquisas em escala atômica.

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Maior infraestrutura científica ganha novas frentes

O complexo é considerado a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil. O novo aporte, coordenado pelo MCTI dentro do cronograma técnico do Novo PAC, será usado na ativação de quatro frentes de pesquisa avançada.

Com essa expansão, o total de investimentos federais aplicados no síncrotron de quarta geração chega a R$ 2,8 bilhões. O valor consolida o Sirius como um dos polos de física molecular mais avançados do planeta.

A cerimônia reuniu o comitê científico do CNPEM, ministros de pastas estratégicas e chefes de autarquias regionais.

Depois do descerramento das placas das novas linhas, a comitiva vistoriou instalações civis do Projeto Orion.

Quatro linhas ampliam a capacidade do Sirius

As novas estruturas experimentais foram batizadas como Tatu, Sapucaia, Quati e Sapê. Cada uma funcionará como unidade autônoma de captação de radiação de alto brilho, produzida pelo movimento acelerado de elétrons.

O objetivo é mapear amostras em dimensões nanométricas. A estação Sapê concentrará ensaios de alta complexidade voltados à caracterização de materiais supercondutores e semicondutores, com suporte direto à indústria de semicondutores.

Relatórios técnicos da governança do CNPEM indicam que essa frente contribuirá para o desenvolvimento de microchips. As linhas Tatu, Sapucaia e Quati atuarão de forma integrada em outras áreas de pesqusia.

Essas três frentes vão monitorar, em escala atômica, solos aráveis, ligas metálicas de minerais estratégicos e estruturas proteicas complexas. O maquinário permite observar substâncias sob condições extremas de pressão e temperatura.

Sirius
Imagem: Reprodução

Projeto Orion terá contenção biológica NB4

Durante a agenda oficial, o presidente inspecionou as obras de engenharia civil do Orion, laboratório de máxima contenção biológica de nível NB4, orçado em R$ 1,4 bilhão e instalado ao lado do complexo.

A previsão da construtora terceirizada é concluir o fechamento estrutural do prédio até o fim do corrente ano político.

O Orion será a primeira instalação de segurança máxima do mundo acoplada fisicamente a uma fonte de luz síncrotron.

Essa integração permitirá que cientistas usem a alta resolução do Sirius para mapear a proliferação de microrganismos de alta transmissibilidade sem romper as barreiras de vácuo. A ligação exige soluções técnicas de precisão.

O diretor-geral do CNPEM, Antonio José Roque da Silva, destacou que a conexão entre Orion e Sirius exigiu amortecedores de vibração inéditos.

O esforço técnico elevou a participação de fornecedores e insumos nacionais a 85% do custo da obra civil.

Programa mira inovação radical em saúde

A solenidade em Campinas também marcou o lançamento da Pedra Fundamental do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde.

A articulação pretende criar canais de transferência tecnológica entre os estudos do acelerador e laboratórios públicos ligados ao SUS.

Representantes do Ministério da Saúde afirmaram que a prioridade imediata é reduzir a dependência do mercado interno em relação aos Insumos Farmacêuticos Ativos estrangeiros. As novas linhas devem acelerar testes de remédios e vacinas de alta tecnologia.

Com as instalações homologadas, a capacidade de absorver pesquisas de pós-graduação e projetos corporativos privados no Sirius deve dobrar.

O regime de uso prevê submissão aberta e gratuita de propostas por cientistas brasileiros e estrangeiros.

As propostas passarão por revisão por pares, mantendo o acesso condicionado à avaliação técnica. Com isso, a nova estrutuura amplia o uso científico do complexo e fortalece a ligação entre pesquisa avançada, indústria e saúde pública.

Com informações de ND Mais.

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Romário Pereira de Carvalho

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