Magalu lançou o Magalu Delivery integrado ao próprio aplicativo, com estreia em mais de 400 cidades e operação apoiada pelo aiqfome. A varejista aproveita uma base superior a 50 milhões de usuários mensais e prepara expansão para mercados maiores, onde pretende enfrentar iFood, 99Food, Keeta e Rappi na disputa nacional.
O Magalu entrou oficialmente no mercado de delivery com um serviço integrado ao próprio aplicativo. Batizado de Magalu Delivery, o produto já começa presente em mais de 400 cidades e permite pedir refeições, itens de supermercado e produtos de conveniência sem precisar instalar separadamente o aiqfome.
Segundo reportagem do InfoMoney, publicada em 2 de setembro de 2026 e assinada por Leandro Miguel Souza, a novidade desenvolve uma estratégia iniciada com a aquisição do aiqfome em 2020. A plataforma continua responsável pela operação, enquanto a marca Magalu passa a funcionar como porta de entrada para uma audiência superior a 50 milhões de usuários ativos mensais.
Magalu Delivery estreia em mais de 400 cidades

A primeira etapa do lançamento já coloca o novo serviço em mais de 400 cidades brasileiras.
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O consumidor encontra dentro do aplicativo do Magalu uma área destinada ao delivery, reunindo estabelecimentos próximos e opções de pedidos de alimentação, supermercado e conveniência.
Cliente não precisa mais baixar o aplicativo do aiqfome
A principal mudança em relação ao modelo anterior está no ponto em que o pedido é realizado.
Um botão de delivery dentro do aplicativo do Magalu direciona o usuário a uma seção com restaurantes e outros estabelecimentos próximos, além de filtros por culinária e categoria.
O aiqfome permanece por trás da operação, mas deixa de ser obrigatório como aplicativo separado para esse consumidor.
Compra do aiqfome em 2020 preparou entrada no setor
A chegada do Magalu Delivery não começou do zero.
O Magalu comprou o aiqfome em 2020, e a integração atual representa uma evolução prevista desde aquela aquisição.
Durante aproximadamente seis anos, a varejista acumulou experiência no segmento por meio da plataforma antes de colocar sua própria marca diretamente na operação de delivery.
Operação continua nas mãos do aiqfome
Apesar da nova identidade apresentada ao consumidor, o aiqfome mantém papel central.
Igor Remigio, CEO da plataforma, afirmou que o Magalu Delivery combina a inteligência logística e o histórico de consumo dos usuários do aiqfome com a escala e a base de clientes do Magalu.
Mais de 50 milhões de usuários mensais dão impulso inicial
A audiência já existente é um dos principais ativos usados na estreia.
Segundo a companhia, mais de 50 milhões de usuários ativos mensais acessam o aplicativo do Magalu, público que agora pode encontrar o serviço de delivery dentro do mesmo ambiente digital.
A estratégia reduz a necessidade de construir uma audiência completamente nova para a operação.
Serviço reforça estratégia de transformar aplicativo em superapp
O movimento acompanha uma tese mais ampla adotada pela varejista.
O Magalu vem adicionando diferentes marcas e serviços ao próprio ecossistema, incluindo Netshoes, KaBuM, Época Cosméticos e Estante Virtual.
O delivery passa a ocupar mais uma área dentro dessa estratégia de concentrar diferentes jornadas de consumo em um único aplicativo.
Primeira fase prioriza Minas Gerais, Paraná e São Paulo
A expansão inicial está concentrada em três estados.
As primeiras cidades atendidas ficam em Minas Gerais, Paraná e São Paulo, regiões onde o aiqfome já possui uma estrutura relevante de restaurantes e consumidores.
aiqfome reúne quase 30 mil restaurantes em cerca de 500 municípios
A infraestrutura disponível ajuda a explicar a escolha geográfica.
O aiqfome opera com quase 30 mil restaurantes listados em aproximadamente 500 municípios, sobretudo cidades com população entre 80 mil e 120 mil habitantes.
Essa presença no interior serve como base para a implantação inicial do Magalu Delivery.
Entregadores passam a usar bolsas azuis do Magalu Delivery
A mudança também aparece fisicamente nas ruas.
Para comunicar a nova marca aos consumidores, os entregadores passarão a utilizar bolsas azuis identificadas como Magalu Delivery.
A identidade visual acompanha a estratégia de tornar o serviço reconhecível mesmo mantendo a estrutura operacional do aiqfome.
Próxima etapa mira cidades maiores
O planejamento prevê avançar além dos municípios onde o aiqfome construiu sua presença histórica.
Nos centros maiores, a empresa pretende aproveitar o reconhecimento nacional da marca Magalu em vez de depender exclusivamente de um aplicativo cuja expansão ocorreu com perfil mais regional.
Campinas está entre os mercados avaliados
Uma das cidades consideradas para essa nova fase é Campinas, em São Paulo.
Igor Remigio revelou, em conversa com a revista Exame, que o mercado está sendo estudado, mas ainda não existe uma data definida para a entrada.
Cidade com cerca de 300 mil habitantes pode virar teste ainda neste ano
Antes de avançar diretamente para mercados maiores, a empresa avalia uma etapa intermediária.
Segundo a fonte, o plano considera testar uma cidade com cerca de 300 mil habitantes ainda neste ano, ampliando gradualmente a operação para além do interior onde o aiqfome já possui presença consolidada.
Expansão coloca Magalu diante de iFood, 99Food, Keeta e Rappi
O avanço para grandes centros colocará a operação em um mercado com concorrentes de maior escala.
A empresa deverá disputar consumidores diretamente com iFood, 99Food, Keeta e Rappi, companhias que já operam ou estão ampliando investimentos no delivery brasileiro.
Oito aplicativos regionais podem adicionar cerca de 1,2 mil municípios
O aiqfome também procura crescer em áreas onde ainda não está presente.
A plataforma estabeleceu uma aliança com oito aplicativos regionais, conectando sistemas para permitir vendas integradas em cerca de 1,2 mil municípios adicionais.
Essa rede pode ampliar significativamente o alcance potencial do ecossistema sem depender apenas da expansão orgânica para cada cidade.
iFood anunciou R$ 17 bilhões para crescer nos próximos anos
O Magalu entra em uma disputa marcada por investimentos de grande porte.
O iFood assumiu compromisso de investir R$ 17 bilhões para sustentar seu crescimento nos próximos anos.
A liderança da empresa no setor faz dela uma das principais referências competitivas para qualquer plataforma que tente avançar nos grandes centros.
Keeta chegou ao Brasil prometendo R$ 5,6 bilhões
A Keeta, pertencente à chinesa Meituan, desembarcou no país em outubro de 2025 com um plano de investimento de R$ 5,6 bilhões.
A empresa também apresentou a meta de alcançar mil cidades até o fim deste ano, embora tenha adiado por tempo indeterminado sua entrada no Rio de Janeiro.
Segundo a Keeta, o adiamento ocorreu porque não conseguiu superar a barreira de exclusividade mantida por iFood e 99Food.
99Food anunciou plano de R$ 1 bilhão no país
A 99Food também aumentou sua aposta no mercado brasileiro.
A plataforma apresentou um plano de R$ 1 bilhão em investimentos, reforçando um cenário no qual as principais empresas do segmento vêm destinando recursos elevados para conquistar restaurantes, entregadores e consumidores.
Disputa já chegou ao Cade e à Justiça
A concorrência entre plataformas ultrapassou descontos, expansão territorial e publicidade.
O iFood pediu ao Cade uma investigação para avaliar se Keeta e 99Food estariam praticando preços abaixo do custo para conquistar participação de mercado, argumentando que o capital disponível nas matrizes chinesas permitiria suportar prejuízos durante anos.
As disputas citadas pela fonte também incluem acusações mútuas de espionagem corporativa e ações judiciais.
Magalu aposta primeiro na estrutura que já possui para depois avançar
A estratégia inicial evita disputar todos os grandes mercados simultaneamente.
O Magalu começa em mais de 400 cidades apoiado pela estrutura do aiqfome, pelos quase 30 mil restaurantes listados e pela audiência superior a 50 milhões de usuários ativos mensais de seu próprio aplicativo. Paralelamente, prepara testes em cidades maiores e amplia cobertura por meio da parceria com oito aplicativos regionais.
A entrada em centros de maior porte deverá colocar o Magalu Delivery diretamente diante de iFood, 99Food, Keeta e Rappi, em um mercado no qual concorrentes já anunciaram bilhões de reais em investimentos.
Na sua opinião, qual ativo pode fazer mais diferença para o Magalu nessa disputa: os mais de 50 milhões de usuários mensais, a estrutura construída pelo aiqfome ou a integração do delivery ao aplicativo que os clientes já utilizam? Deixe sua opinião nos comentários.
