O interior do Jeep Avenger nacional terá alavanca de câmbio, iluminação ambiente e acabamento em couro. SUV chega ao Brasil ainda em 2026.
O Jeep Avenger chegará ao mercado brasileiro ainda em 2026, produzido na fábrica de Porto Real (RJ) — atualmente responsável pela fabricação dos modelos Citroën no país. O SUV competirá diretamente com Volkswagen Tera, Renault Kardian e Fiat Pulse, e trará um interior adaptado especificamente para o público brasileiro, diferente da versão comercializada na Europa. Segundo o Motor1, as mudanças foram feitas a partir de críticas levantadas pelos próprios consumidores nacionais em pesquisas realizadas pela marca.
Por que o interior do Jeep Avenger brasileiro é diferente do europeu?
Em clínicas de produto realizadas no Brasil há alguns anos, o Avenger foi considerado simples demais — muito parecido com os modelos de entrada das marcas Peugeot e Citroën. Com base nesses retornos, a Jeep trabalhou o acabamento interno, adicionou texturas mais sofisticadas e inseriu revestimento em couro em partes das portas e do painel.

Portanto, o que se vê no interior do Jeep Avenger nacional vai além de uma simples adaptação: trata-se de uma resposta direta às exigências do consumidor brasileiro.
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INTERIOR DA VERSÃO EUROPEIA

Alavanca de câmbio e iluminação ambiente: os destaques da cabine nacional
As primeiras imagens divulgadas pela Jeep revelam os principais elementos que distinguem a versão brasileira. Confira o que muda no interior:
- Alavanca de câmbio física no console central — ausente no modelo europeu, que utiliza outro sistema de seleção de marchas. Com ela, o porta-objetos que existia na versão do Velho Continente foi suprimido
- Iluminação ambiente em pontos estratégicos: carregador por indução, console central, quinas laterais do painel e porta-trecos nos forros das portas
- Couro nas portas e no painel, elevando a percepção de qualidade interna em relação à geração anterior
- Cor verde predominante nas primeiras imagens reveladas, embora não haja confirmação sobre outras opções de cor disponíveis


Motor compartilhado com Citroën e Fiat — e possível versão mais econômica
O fato de o Avenger ser produzido na mesma planta que os carros Citroën não é coincidência: ambos utilizam a mesma base de construção, chamada CMP. Por isso, o motor esperado para a versão nacional é o 1.0 turbo T200, já presente em modelos como Citroën C3, Peugeot 2008 e Fiat Fastback — atualmente com potência entre 125 e 130 cv.
Para o Avenger brasileiro, a expectativa é que o motor seja recalibrado para 115 cv — com gasolina e etanol — possivelmente com o sistema de eletrificação leve (MHEV) já presente nos modelos Fiat Pulse e Fastback. Essa redução de potência é uma estratégia para enquadrar o SUV em uma faixa de tributação menor, recurso também adotado pela Chevrolet no Sonic.
Dimensões, porta-malas e versões esperadas
Apesar das mudanças internas, o tamanho do Avenger não deve se alterar em relação ao modelo europeu. Atualmente, ele mede 4.084 mm de comprimento, 1.776 mm de largura e 1.534 mm de altura, com distância entre os eixos de 2.557 mm. Em comparação com o Jeep Renegade, o Avenger é 22 cm mais curto, mas tem entre-eixos apenas 1 cm menor.
O porta-malas, por sua vez, supera o do Renegade: são 380 litros de capacidade contra 320 litros do irmão mais velho. Segundo informações do site Autos Segredos, as versões seguirão o mesmo padrão do Renegade — Altitude, Longitude, Sahara e Limited.
Preço esperado: entre R$ 120 mil e R$ 150 mil
O posicionamento de preço do Jeep Avenger deverá ficar na mesma faixa de concorrentes como Volkswagen Tera, Renault Kardian, Chevrolet Sonic, Fiat Pulse, Citroën Basalt e Aircross — ou seja, entre R$ 120 mil e R$ 150 mil. O lançamento está previsto para ainda em 2026, sem data exata confirmada.

Fonte: Motor1
